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《Sob o Olhar do Capitão》Capítulo 13

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Capítulo 13: Descobrindo a Verdade e o Arrependimento Tardio

O relatório em suas mãos confirmava: ele sofria de azoospermia.

Enquanto isso, o prontuário de Helena mostrava que ela era perfeitamente saudável.

Os dedos de Alberto tremiam violentamente; suas pupilas estavam dilatadas pelo choque e pela incredulidade.

Demorou um longo tempo até que ele conseguisse balbuciar, com os lábios trêmulos:

— Não... é impossível... Naquela época, foi a Helena quem buscou os resultados. Ela disse que o problema era com ela.

Alberto encarou Ricardo com os olhos injetados de sangue:

— Eu já confessei tudo! O que mais vocês querem? Eu matei a Helena! Foi minha culpa!

Ricardo apoiou as duas mãos na mesa de interrogatório, inclinando-se para frente. Seu olhar, afiado como o de um falcão, fixou-se em Alberto. Ele percebeu que o homem acabara de descobrir sua própria infertilidade naquele exato momento.

— Helena amava você profundamente. Para proteger a sua dignidade e o seu orgulho, ela alterou o relatório médico e assumiu a culpa de não poder ter filhos sobre os próprios ombros.

Ricardo aproximou-se ainda mais do rosto de Alberto, e sua voz grave e gélida subiu de tom repentinamente:

— Ela preferiu ser injustiçada, ser alvo de ofensas da sua mãe e dos seus parentes, apenas para te proteger! Ela não queria que você fosse motivo de piada para ninguém!

— Durante todos esses anos, ela protegeu este lar com sinceridade. Ela sabia o quanto você era sensível e orgulhoso; mesmo sabendo da sua traição, ela não contou a verdade porque acreditava que ainda poderia te reconquistar! E o que você fez?

A mente de Alberto zumbia; o sangue em seu corpo parecia congelar.

Ele lembrou-se daquela noite, um ano atrás, quando ela ameaçou expô-lo na festa da universidade. Naquele momento, ela gritara histericamente:

— Alberto, você acha que a Letícia te ama de verdade? Você é um idiota sendo enganado por todos! Você me traiu, e talvez este seja o castigo que você merece. Você vai se arrepender pelo resto da vida!

Na hora, ele achou que ela se referia apenas ao escândalo da traição.

Agora, ele entendia a outra camada daquelas palavras: ele estava sendo enganado por Letícia e estava prestes a assumir um filho que não era seu.

Ele desejava tanto um filho que destruiu o próprio casamento, apenas para ser feito de palhaço. Esse era o "castigo" que Helena mencionara.

Mas ele não dera a Helena a chance de terminar de falar. Enlouquecido pela raiva e ferido em seu ponto fraco, ele a agarrou pelo pescoço sem hesitar.

Ao perceber o erro terrível e estúpido que cometera, Alberto soltou um som de agonia profunda, como um animal ferido.

— Por que ela não me contou antes...

Lágrimas de arrependimento e dor profunda rolaram de seus olhos; ele estava prestes a colapsar emocionalmente.

— Alberto, se você ainda sente um pingo de remorso pelo que fez à Helena, deveria contar a verdade absoluta agora.

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Alberto fechou os olhos. Após um longo silêncio, ele começou a falar com a voz embargada:

— Tudo bem... eu vou contar tudo o que eu sei.

Naquele dia, após o conflito violento, ele a estrangulou. Ao vê-la parar de lutar, ele achou que ela estava morta e entrou em pânico. Fugiu de casa, pegou o carro e dirigiu sem rumo pela cidade. No fim, decidiu voltar para dar um fim ao corpo.

Mas, ao chegar em casa, encontrou Helena caída no chão com a cabeça sangrando.

Letícia também estava na casa, sentada no chão não muito longe do corpo, com o rosto pálido. Ela segurava um cinzeiro de cristal coberto de sangue.

Ao vê-lo chegar, Letícia começou a tremer violentamente:

— Foi a Helena que me mandou mensagem pedindo para vir aqui. Ela disse que queria negociar... Quando cheguei, ela estava sentada no sofá, sem forças. Ela me mandou te deixar, senão exporia o escândalo. Eu não bati nela de propósito, eu fiz isso pela sua reputação...

— Ela também descobriu que eu estava grávida! Ela tinha inveja de que eu pudesse dar um herdeiro para a sua família, inveja de eu ser mais jovem e bonita, inveja de eu ter o seu coração! Uma mulher como ela tem a alma pequena; se ela não morresse, jamais nos deixaria em paz!

Letícia ajoelhou-se diante dele, chorando de forma lamentável:

— Professor, eu fiz tudo pelo seu bem! Sem ela, ninguém mais vai dizer que você só chegou onde chegou por causa da sombra dela. Você poderá se casar comigo e registrar nosso filho legalmente! Você terá uma vida nova!

Ela pegou a mão dele e a colocou sobre o ventre:

— Sinta, aqui está o nosso filho. Você não sonhava em deixar um herdeiro para a sua linhagem? Se a morte da Helena for descoberta, você perderá tudo!

Alberto fechou os olhos e disse com a voz trêmula:

— Eu vou cuidar disso. Você deve ir para o exterior e ter o bebê em paz.

Terminando o relato, Alberto parecia estar em um surto psicótico. Seu rosto estava contorcido, as veias da testa saltadas, e ele soltou um rugido selvagem:

— Aquela piranha... como ela se atreveu a me enganar! Eu matei a mulher que me amava de alma e coração por causa de uma mentirosa daquela... Helena... meu amor, me perdoa... eu errei...

Alberto chorava compulsivamente.

Ricardo não sentiu nenhuma compaixão por ele. Levantou-se e ordenou à equipe que prendesse Letícia imediatamente.

……

Aeroporto Internacional de Rio Verde.

Letícia usava óculos escuros e carregava uma mala. Ao passar pela segurança, olhava constantemente ao redor. Por trás das lentes, seus olhos escondiam uma culpa e um pânico incontroláveis.

Desde que Alberto fora levado pela polícia, ela vivia em constante estado de ansiedade. Sabia que, mais cedo ou mais tarde, chegariam até ela.

O bebê estava temporariamente com a mãe de Alberto; se ele fosse condenado sem entregá-la, ela voltaria depois.

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Ao sentar-se na poltrona do avião, Letícia relaxou um pouco. Acreditava que, pelo valor que Alberto dava ao "filho", ele não falaria nada. Ela olhou pela janela, torcendo para que a aeronave decolasse logo. Somente fora do país estaria segura.

No exato momento em que a porta da cabine estava prestes a ser fechada, dois policiais uniformizados entraram. Seus olhares focaram precisamente nela.

— Senhorita Letícia, somos da Polícia Civil. Você está detida por suspeita de homicídio qualificado. Por favor, acompanhe-nos.

O rosto de Letícia ficou pálido como papel. Seus dedos agarraram o cinto de segurança com força.

— Vocês estão enganados, eu não matei ninguém...

Os policiais ignoraram os protestos dela e colocaram as algemas em seus pulsos.

……

Na sala de interrogatório.

Ao saber que Alberto já havia contado tudo, e diante do olhar gélido e da presença imponente de Ricardo, Letícia desabou. Entre soluços e lágrimas, ela confessou tudo.

— Quem matou a Helena com o cinzeiro fomos eu e meu namorado, Carlos.

Letícia e Carlos cresceram juntos e se amavam desde cedo. Carlos não tinha bons estudos e parou de estudar no ensino médio para trabalhar e pagar a faculdade dela. Eles planejavam se casar após a formatura.

No entanto, quando ela entrou na universidade, Carlos foi enganado e viciou-se em jogos de azar. Ele acumulou dívidas imensas com agiotas que ameaçavam cortar as mãos dele se não pagasse em duas semanas.

A única pessoa rica que conheciam era Alberto, o professor da aldeia deles. Embora Alberto tivesse dinheiro, Letícia e Carlos o desprezavam secretamente, achando que ele só tinha sucesso por causa de Helena.

Para salvar Carlos, ela aproximou-se de Alberto de propósito. Sabia que a esposa dele não podia engravidar e que o casamento estava em crise. Ela agiu como uma tentação irresistível.

Alberto mordeu a isca, e eles iniciaram um caso. Ela dizia que não queria nada dele, mas pedia dinheiro constantemente. Quando Carlos descobriu que ela estava com o professor para pagar as dívidas, ele a incentivou a continuar para conseguir mais.

Para que Alberto desse cada vez mais, ela usava todas as táticas para deixá-lo viciado nela.

Mas ela nunca imaginou que Helena descobriria. E pior: que após a descoberta, Alberto tentaria abandoná-la.

Por coincidência, ela descobriu que estava grávida. Na época, nem ela sabia se o filho era de Alberto ou de Carlos.

No dia da morte de Helena, ela recebeu um convite para ir à casa da professora para conversar. Com medo, ela levou Carlos junto.

Ao entrar, encontrou Helena caída no sofá, pálida e sem forças após ser estrangulada por Alberto.

Helena olhou para ela e disse algo que a fez perder a razão e despertar seu instinto assassino—

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