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《Sob o Olhar do Capitão》Capítulo 11

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Capítulo 11: Apenas um Jogo e o Desabafo do Coração

As luzes se apagaram e o quarto mergulhou na escuridão.

O silêncio no ar era quase aterrador.

Alice enterrou o rosto no cobertor, sentindo o aroma fresco e agradável de um perfume masculino.

Era o cheiro de Ricardo.

Ela imaginava que, pela rotina exaustiva de trabalho, ele não fosse muito atento à higiene pessoal.

Para sua surpresa, a roupa de cama estava impecável e exalava um suave perfume de amaciante.

Lá fora, os trovões explodiam um após o outro.

Os dedos de Alice apertaram a borda do cobertor com força.

Sem saber se o homem no chão já havia pegado no sono, ela espiou para fora das cobertas:

— Capitão, eu queria te abraçar. Você não quer subir e dormir na cama?

A voz vinda do chão foi curta e grossa:

— Cala a boca e dorme.

O quarto ficou em silêncio por um momento.

Mas logo em seguida, a mulher desceu da cama e rastejou direto para o edredom dele no chão.

Ela se enfiou debaixo das cobertas dele.

Ricardo ia estender a mão para retirá-la de lá, mas ela envolveu a cintura firme dele com os braços.

— Não me empurra.

Os lábios de Alice tremiam levemente.

— Dois anos atrás, minha irmã voltou escondida para o meu casamento. Ela acabou sendo seguida por criminosos que suspeitavam da identidade dela. Eles abusaram dela e descartaram o corpo em um terreno baldio, como se fosse lixo.

Alice escondeu o rosto no peito do homem; sua voz na escuridão carregava um tremor sutil.

— Minha irmã era uma policial infiltrada. Se não fosse para me trazer um presente de casamento, ela não teria sido visada. Aqueles monstros preferem matar por engano do que deixar passar qualquer suspeita—

Ricardo sentiu uma umidade quente molhar seu peito.

A mão que ele havia levantado para afastá-la acabou pousando suavemente no ombro dela, dando leves tapinhas.

— Aquela organização criminosa ainda não foi desmantelada. Na verdade, eu pedi para ser infiltrada há um ano, mas meus superiores disseram que eu ainda não tinha experiência suficiente. Disseram que eu precisava de mais um tempo de prática antes de ir para o treinamento especializado em infiltração.

Ricardo baixou o olhar para a mulher em seus braços.

Na escuridão, ele mal conseguia distinguir sua silhueta delicada.

Um brilho de complexidade surgiu em seus olhos.

— Você é mais corajosa do que eu imaginava.

Os cílios de Alice tremeram.

— Para que o mundo tenha paz, alguém precisa estar na linha de frente. Minha irmã é meu exemplo. Espero que um dia eu possa prender com minhas próprias mãos os criminosos que a mataram.

Ricardo soltou um "hum" baixo em concordância.

Alice levantou o olhar para ele:

— E você, Capitão? Por que se tornou policial?

Ricardo fixou os olhos negros no teto; ele cerrou os lábios finos e não disse nada.

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Alice sentiu uma aura pesada emanar dele.

— Se não for conveniente falar, não precisa.

Ricardo fechou os olhos, reprimindo as emoções.

— Por causa de uma pessoa muito importante.

Alice aguçou os ouvidos imediatamente.

Sentiu que ali havia uma história.

Esperou um bom tempo, mas ele não continuou.

Ela estendeu a mão e cutucou o músculo peitoral dele:

— Não tem continuação?

Ricardo segurou os dedos dela que o cutucavam:

— Para de me tocar.

— Um corpo desses e não pode tocar? Se quiser, eu deixo você tocar no meu.

A respiração de Ricardo pesou.

Essa mulher não conseguia ser séria por mais de cinco minutos.

Ele apertou os dedos dela com um pouco mais de força:

— Você faz isso com todo homem que é bonito e tem um corpo legal?

Alice ergueu o rosto, aproximando os lábios do pomo de Adão dele:

— Claro que não. Ele também tem que ser bom de cama.

Ricardo: — ...

Alice puxou os dedos da mão dele e, deslizando pelo peito robusto, desceu lentamente até o abdômen definido.

— Você deixava a Camila te tocar assim?

Seja pelo toque dos dedos dela ou pelo nome mencionado, os músculos abdominais do homem tensionaram-se bruscamente.

O contorno dos gomos ficou ainda mais evidente.

A mão dela foi novamente capturada pela dele.

Desta vez, a palma de Ricardo estava muito mais quente.

Ele olhou para baixo, encarando-a com a respiração pesada; sua voz rouca transbordava perigo:

— Alice, aquela noite no bar foi um acidente. Eu não vou dormir com você de novo. Tire da cabeça essa ideia de querer brincar comigo.

Brincar?

De onde ele tirou que ela só queria brincar?

Lembrando-se subitamente da mensagem enviada por erro no grupo de trabalho, um sorriso surgiu nos lábios dela.

— E você... gosta de ser "brincado" por mim?

Enquanto falava, seu hálito atingia o pescoço dele.

Era como uma pequena corrente elétrica, causando um formigamento arrepiante.

Ele pressionou a cabeça dela contra o peito e, sem qualquer delicadeza, deu um tapa em seu bumbum.

— Cala a boca e dorme.

Alice: — ...

Autoritário.

Ditador.

Chato.

Ela achou que não conseguiria dormir naquela noite, mas sendo abraçada pelos braços fortes do homem e encostada em seu peito largo, sentindo aquele aroma que transbordava segurança, suas pálpebras foram pesando.

Quando acordou pela manhã, o homem não estava mais ao seu lado.

Alice dobrou o edredom dele e, segurando seu travesseiro, saiu do quarto.

Ao passar pela cozinha, viu o homem alto parado diante da bancada preparando o café da manhã.

Alice aproximou-se em silêncio e ficou na ponta dos pés para espiar por trás dele.

— Uau! O Capitão também sabe cozinhar?

Ele preparara macarrão e fritara ovos; parecia muito apetitoso.

Ricardo olhou para Alice e apontou para uma das tigelas:

— Leve para o seu apartamento e coma lá.

Alice arqueou as sobrancelhas:

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— Não posso comer aqui com você?

— Não.

Alice: — Você me odeia tanto assim?

A linha dos lábios do homem endureceu.

— Alice, você se acha tão charmosa que acredita que qualquer homem cairia na sua provocação?

Alice não entendeu o que deu nele. Teria acordado com o pé esquerdo?

Sentindo-se atingida, ela ergueu o queixo e deu um sorriso irônico:

— Se não caiu na provocação, por que dormiu comigo naquela noite? Eu te obriguei a ficar excitado?

As veias na têmpora de Ricardo saltaram levemente. Ele cerrou o punho com força ao lado do corpo.

— Se você é tão confiante assim, por que seu ex-marido te traiu?

O ar ficou em silêncio instantaneamente.

Alice não esperava que Ricardo fosse tocar em sua ferida.

O sangue subiu à cabeça e ela o encarou com fúria:

— E você é a mesma coisa. É porque você é pobre e inútil que sua noiva virou amante do meu ex.

Faíscas voavam no ar; a tensão entre os dois era como um arco esticado ao limite, prestes a romper.

Os punhos de Ricardo estalaram.

Por um momento, Alice achou que ele fosse bater nela.

A mandíbula dele estava rígida como navalha e seu olhar era gélido. Ele apontou para a porta:

— Fora!

— Eu vou embora mesmo! Você acha que eu faço tanta questão de você?

Se ele não fosse o capitão da sua unidade, ela nem perderia tempo olhando para ele.

Alice jogou o cabelo para trás e saiu bufando.

Ricardo observou-a sair, tentando suprimir as chamas que ardiam em seus olhos.

Só Deus sabia que ele não pregara o olho a noite toda.

Aquela mulher não parava quieta enquanto dormia: ora enfiava a mão dentro do roupão dele, ora jogava as pernas sobre sua cintura.

Fora uma tortura.

Era melhor traçar um limite agora, enquanto ainda não tinham muito contato. Caso contrário, ele sofreria as consequências depois.

A mensagem que ela enviara por erro no grupo ontem também deixava claro o que ela pensava.

Para ela, homens eram apenas diversão.

...

Alice pretendia retribuir o fato de ele tê-la acolhido e deixado dormir em seus braços convidando-o para jantar.

Mas depois da briga da manhã, ela só queria que ele sumisse.

Ele realmente se achava irresistível a ponto de ela ser obrigada a provocá-lo?

Que ódio, ela estava furiosa.

De agora em diante, além do trabalho, não queria olhar para ele nem mais uma vez.

Após um banho para esfriar a cabeça, Alice recuperou o ânimo e pegou sua bolsa para ir trabalhar.

Estava quase atrasada. Ao entrar no prédio administrativo, correu para o elevador.

Apertou o botão e as portas que iam se fechando se abriram novamente.

O elevador estava cheio.

E entre as pessoas estava o canalha com quem ela brigara de manhã.

Ele usava roupas civis hoje, com uma mão no bolso e o perfil do rosto rígido e severo.

Ao vê-la entrar, ele nem sequer moveu o olhar.

Alice também não olhou para ele.

Hoje ela vestia uma camisa de chiffon bege com calças largas da mesma cor; um lenço fino no pescoço dava um toque de elegância fria.

O cabelo estava preso em um rabo de cavalo baixo e ela usava óculos de armação fina. Estava nobre, glamorosa e encantadora.

Lipe, no canto do elevador, acenou para ela:

— Doutora Alice, você está linda hoje.

Alice assentiu:

— Obrigada. Pedi alguns cafés por aplicativo, vou pagar uma rodada para vocês daqui a pouco.

Ao saírem do elevador, ela e Ricardo continuaram se ignorando.

Pouco depois, os cafés chegaram.

Havia um para cada pessoa do departamento forense e da equipe de investigação.

Exceto para Ricardo.

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