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《Sob o Olhar do Capitão》Capítulo 10

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Capítulo 10: Usando a Beleza como Arma, Ele vai Morder a Isca?

Após Alice bater por um tempo, a porta finalmente se abriu.

Uma silhueta alta e imponente surgiu diante de seus olhos.

O homem provavelmente acabara de se exercitar; ele vestia uma regata preta de tecido colado ao corpo, que delineava sua estrutura física robusta e poderosa. As linhas de seus braços eram fluidas e marcantes, e seus bíceps saltavam levemente enquanto ele secava o suor com uma toalha.

Por baixo da regata, o contorno dos músculos peitorais era visível, exalando uma sensação de força e uma virilidade avassaladora em cada centímetro.

Naquela noite casual, ele apagara as luzes, e ela não pudera apreciar devidamente aquele corpo magnífico.

Mas ela o havia tocado.

Era firme, vibrante e transbordava tensão sexual.

Lembrando-se das imagens daquela noite, Alice sentiu a garganta ficar subitamente seca.

Ricardo pegou a toalha e limpou o suor da testa.

Seus olhos negros fixaram-se sombriamente na mulher que o encarava sem desviar o olhar, e ele perguntou com a voz ríspida:

— Algum problema?

Alice curvou os lábios vermelhos levemente, como uma rosa sedutora.

— Capitão Ricardo, estava treinando agora mesmo?

— Se tem algo a dizer, diga logo. — O tom do homem era duro e impessoal.

Alice deu um passo em direção a ele e, com a ponta do dedo fino e alvo, enganchou levemente o cinto da calça dele.

— Por que tanta rispidez? Por acaso está insatisfeito?

Sua voz era suave e magnética; ela o estava provocando descaradamente.

Ricardo afastou o dedo da mulher de seu cinto, encostou seu corpo alto e selvagem contra o batente da porta e cruzou os braços, estreitando seus olhos negros.

— Nada de gracinhas.

Ao ver aquele ar solene, autoritário e totalmente sério dele, Alice não pôde deixar de achar graça.

— Por que está fingindo que não temos intimidade? Eu sei até onde ficam as pintas no seu quadril.

Ricardo pressionou a língua contra os dentes molares.

— Eu não tenho pintas no quadril.

Alice arqueou as sobrancelhas, e seus belos olhos brilharam com uma malícia sedutora.

— É mesmo? Então... me deixa conferir?

Percebendo que ela o estava provocando de propósito, ele estendeu um dedo longo e o pressionou contra o ombro dela, impedindo que ela se aproximasse mais.

— Alice, não tente usar sua beleza como arma. Eu não caio no seu jogo.

Alice fez um biquinho de desprezo.

— Pois naquela noite eu vi que você "caiu" com muito entusiasmo.

Ricardo: — ...

Provavelmente por nunca ter encontrado uma mulher tão selvagem, provocante e desavergonhada como ela, ele sentiu uma vontade quase incontrolável de rir de puro nervoso.

— Não foi você quem disse que estávamos quites? O quê, se arrependeu?

Antes que Alice pudesse responder, ele acrescentou friamente:

— Pare de me provocar. Eu não tenho interesse em você.

Alice olhou para aquele rosto rústico e atraente, com um brilho de desejo nos olhos.

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— Sem interesse? Naquela noite você não se cansava de me procurar. Pelo visto, você é rígido em todos os sentidos.

Seu olhar deslizou de forma sugestiva para baixo do abdômen dele.

Ricardo ficou paralisado por um instante, sentindo as orelhas esquentarem involuntariamente.

— Tenha um pouco de compostura.

— E ter compostura vai me ajudar a conseguir o Capitão?

A mandíbula de Ricardo tensionou-se, e ele desviou o olhar do rosto enfeitiçante da mulher.

— O que você veio fazer aqui, afinal?

Alice sabia a hora de parar. Continuar provocando agora poderia causar repulsa.

Ela levantou o celular e o balançou diante dele.

— Eu enviei o pedido de amizade no WhatsApp há mais de uma hora. Você ignorou de propósito ou está fingindo que não viu? Mesmo que não sejamos parceiros casuais, teremos que nos comunicar por lá sobre assuntos de trabalho, não?

Dito isso, ela ficou na ponta dos pés e sussurrou perto do ouvido dele:

— Ou o Capitão quer misturar o profissional com o pessoal?

O hálito quente, misturado à fragrância suave que ela exalava após o banho, atingiu o rosto de Ricardo.

No ar, espalhou-se uma atmosfera de sensualidade e ambiguidade difícil de descrever.

As costas largas de Ricardo pressionaram-se contra a porta, e seu pomo de adão moveu-se nervosamente.

Ele segurou a cintura fina e macia da mulher com sua mão grande, e seu olhar varreu as pernas longas e brancas por baixo da camisola.

Naquela noite, ela estivera entrelaçada ao corpo dele.

Ao lembrar-se do que não devia, sentiu um aperto súbito no baixo ventre.

Ele aplicou um pouco de força e a afastou.

— Vou aceitar agora.

Dito isso, fechou a porta com um estrondo.

O nariz elegante de Alice quase bateu na madeira. Ela ergueu o punho e o agitou com raiva contra a porta fechada.

Cachorro. Vamos ver até quando você aguenta ser tão durão.

Alice voltou para o seu apartamento. Esperou mais meia hora até que ele finalmente aceitasse o pedido.

Hunf. Frio e orgulhoso.

...

No meio da noite, relâmpagos e trovões cortavam o céu.

Em um beco escuro e profundo, uma mulher vestindo um vestido branco corria desesperadamente, sem saber para onde ir.

Atrás dela, vários homens soltavam gargalhadas cruéis e malignas.

Ela corria até perder o fôlego, mas no final, seus cabelos longos foram agarrados com força.

Seu vestido foi rasgado; o mundo girou e ela foi arrastada para o abismo.

Deitada na cama, Alice estava coberta por um suor frio, e seu rosto estava pálido.

Suas mãos, sobre o cobertor de seda, estavam firmemente entrelaçadas.

Ela estava presa em um pesadelo.

De repente, a imagem mudou.

A mulher de vestido branco estava caída em uma floresta gélida.

Havia uma grande mancha de sangue em seu corpo; suas pupilas estavam dilatadas, morta sem conseguir fechar os olhos.

Um trovão ensurdecedor explodiu do lado de fora da janela.

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Alice abriu os olhos e sentou-se bruscamente na cama.

O suor frio encharcara sua camisola, e seu coração parecia que ia saltar do peito.

Ela pressionou os dedos contra o tórax, sentindo uma dor sufocante, enquanto respirava pesadamente.

Demorou um bom tempo para ela conseguir se levantar e ir ao banheiro tomar um banho.

...

Ricardo estava dormindo profundamente quando ouviu batidas na porta.

Ele não tinha descansado bem devido à investigação e, agora que finalmente conseguira dormir algumas horas, estava sendo acordado. Sentia-se irritado.

Pressionou as têmporas e ignorou as batidas.

Dava para imaginar, sem nem pensar muito, que era aquela mulher aprontando alguma de novo.

Em plena madrugada, ela não deixava ninguém dormir?

Depois de um momento, as batidas pararam. Ele achou que ela tivesse voltado para o apartamento da frente.

No entanto, seu celular começou a tocar com uma chamada de vídeo.

Ricardo não atendeu. Com o rosto rígido, vestiu um roupão azul-marinho e caminhou até a porta.

— Alice, será que você não pode parar de...

As palavras morreram em sua boca ao ver a mulher parada ali, segurando um travesseiro, com o cabelo desgrenhado e lágrimas no rosto.

Ela estava estranha.

Normalmente, ela parecia radiante e cheia de energia. Mas agora, seu rosto estava pálido, os olhos vermelhos e ela parecia prestes a desabar, como uma boneca de pano quebrada.

— O que aconteceu? — perguntou Ricardo com voz grave.

Alice, com os cílios úmidos e trêmulos, sussurrou:

— Capitão Ricardo, eu posso dormir aqui hoje?

Ricardo cerrou os lábios.

— Não.

— Eu não vou fazer nada com você. Só queria que você me fizesse companhia.

O olhar de Ricardo tornou-se sombrio.

— Não me diga que uma legista tem medo de trovões.

Alice não disse mais nada. Ela mordeu o lábio inferior com força, baixou os cílios e as lágrimas voltaram a escorrer.

Ricardo: — ...

Droga!

Ele soltou um palavrão em voz baixa e deu passagem.

Ao ver que ele finalmente a deixaria entrar, Alice abraçou seu travesseiro e entrou rapidamente.

Após fechar a porta, Ricardo apontou para o quarto de hóspedes:

— Você dorme naquele ali.

Como as plantas dos apartamentos eram idênticas, Alice sabia onde ficava a suíte principal. Ela ignorou Ricardo e caminhou direto para o quarto dele.

Ricardo correu atrás dela ao vê-la entrar na suíte.

— Alice, eu disse que não ia mais ter nada com uma col—

Alice virou-se para ele. Seus olhos estavam úmidos e com uma expressão de mágoa profunda.

— Capitão, por que sua mente está cheia de pensamentos sujos? Eu não disse que queria ter nada com você, não seja convencido.

Ricardo sentiu vontade de rir de puro nervosismo.

No meio da noite, ela batia à porta dele de camisola, entrava no quarto dele e ainda dizia para ele não pensar bobagem?

Vendo o ar defensivo e rígido do homem, Alice tocou o peito dele com o dedo.

— Fique tranquilo. Hoje meu humor está péssimo, não estou interessada no seu corpo.

Ricardo: — ...

Muito obrigado, hein.

A cama dele era um modelo suspenso de dois metros de largura, em couro cinza, discreta e elegante.

O quarto não tinha muitos objetos; tudo era organizado e rigoroso, refletindo a personalidade dele.

Alice deitou-se na cama abraçada ao seu travesseiro. Ela olhou para o homem parado à porta e comprimiu os lábios.

— Ou você dorme aqui na cama comigo, ou dorme no chão.

— Nem nos seus sonhos. Eu vou para o quarto de hóspedes.

Outro trovão explodiu lá fora.

O rosto de Alice ficou ainda mais pálido.

— Capitão Ricardo, em nome da nossa antiga parceria casual, você poderia ficar aqui comigo?

Ricardo trabalhava com investigação e entendia de psicologia.

Ele percebeu que aquela mulher, normalmente tão audaciosa, estava realmente com medo naquele momento.

Ele foi até o closet, pegou um edredom e o estendeu no chão ao lado da cama.

Alice, vendo que ele preferia dormir no chão a deitar-se com ela, jogou o travesseiro dele em cima dele, irritada.

— Um dia, eu farei você implorar para subir na minha cama.

Ricardo: — ...

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