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《Sob o Olhar do Capitão》Capítulo 7

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Capítulo 7: Cercado por Todos os Lados, a Verdade é Exposta

Ricardo tornou-se alerta instantaneamente, estreitando seus olhos negros.

— Como era o desempenho acadêmico de Letícia?

Estela limpou as lágrimas no rosto.

— O meu desempenho acadêmico era o primeiro da turma. Letícia devia estar entre as vinte melhores, mas com o apoio total do Professor Alberto, a vaga de intercâmbio acabou ficando para ela.

Ricardo batucou levemente os dedos longos sobre a mesa.

— O que mais você ouviu naquele momento?

— Eu me lembro de ouvir a Professora Helena dizer ao Professor Alberto, muito agitada: "Se você se atrever a deixar a Letícia ir, eu farei você cair em desgraça", ou algo do tipo.

Ricardo assentiu.

— Certo, obrigado pelas pistas que você forneceu.

— Inspetor, eu poderei ver a Professora Helena pela última vez?

— Somente após o encerramento do caso.

Estela assentiu com a cabeça.

— Espero que vocês descubram a verdade o quanto antes.

Após a saída de Estela, Ricardo chamou Gabriel para entrar.

— Biel, vá agora mesmo investigar uma aluna da Universidade chamada Letícia. Quero todos os registros de entrada e saída do país e qualquer informação relacionada.

— Sim, senhor.

……

Sala de interrogatório.

Ao ver Ricardo entrar, Alberto levantou as pálpebras com indiferença.

— Inspetor, falta apenas uma hora para completar as quarenta e oito horas. Vocês não encontraram prova nenhuma e me mantêm preso. Meu advogado está prestes a chegar; assim que eu sair, farei questão de denunciar vocês!

Os olhos de Alberto mostravam leves traços de sangue, e seu rosto, habitualmente erudito, carregava uma mistura de fúria e cansaço.

Ricardo sentou-se à frente de Alberto, sem expressão. Ele encarou fixamente os olhos dele, exalando uma pressão esmagadora.

— Você realmente não sente nenhum pingo de remorso? Os pais de Helena o ajudaram a pagar a faculdade, e a própria Helena o apoiou em toda a sua trajetória. Ela preferiu abrir mão de ser avaliada como professora titular para ceder a oportunidade a você. Quando você não tinha nada, ela ficou ao seu lado sem reclamar, entregando-se de corpo e alma. O destino final dela tinha que ser morrer pelas suas mãos?

Diante do questionamento de Ricardo, o rosto de Alberto não demonstrou qualquer oscilação emocional. Ele até esboçou um sorriso de deboche no canto da boca.

— Inspetor, eu realmente não entendo do que você está falando. Eu amo muito a minha esposa. Até agora, não sei como ela foi assassinada; eu estou sofrendo mais do que qualquer um.

Dito isso, ele começou a chorar falsamente de novo.

— Eu contava que vocês, policiais, me dessem uma resposta, mas quem diria que só saberiam me pressionar? Vocês pretendem abusar do poder e me forçar a confessar sob coação?

Alice, Lipe e Biel, observando tudo por trás do vidro da sala de interrogatório, estavam todos indignados.

Alice pressionou a língua contra a bochecha; sua vontade era invadir a sala e dar uns bons socos naquele sujeito.

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— A consciência dele foi devorada pelos porcos. Até animais de sangue frio o chamariam de mestre! — exclamou ela.

Lipe e Biel assentiram em total concordância.

— Inspetor, vocês não devem passar de incompetentes. Por não conseguirem achar o verdadeiro culpado, querem empurrar a culpa para cima de mim, não é?

O sorriso de Alberto era de puro escárnio, com uma arrogância de quem não teme nada, como se soubesse que a polícia não encontraria provas fatais.

Ricardo, acostumado com as mentiras de diversos suspeitos, permaneceu imperturbável diante da provocação.

Ele lançou um olhar gélido para Alberto e, com um movimento brusco, jogou um maço de fotos sobre a mesa de interrogatório.

— Veja você mesmo o que é isso.

Alberto baixou a cabeça para olhar.

Naquele instante, ele ficou completamente paralisado.

As fotos mostravam Letícia carregando um bebê, saindo de um condomínio acompanhada da mãe dele.

— O nome que consta na certidão de nascimento dessa criança é o seu. Foi porque a Helena descobriu o seu caso com a Letícia e a gravidez que você a matou, por medo de que o escândalo viesse a público?

As pupilas de Alberto se contraíram. Ele reprimiu o pânico passageiro e continuou mentindo:

— Não, eu não matei ninguém! Mesmo que eu tenha sido infiel, isso é apenas um problema moral. A morte da minha esposa não tem nada a ver comigo!

Nesse momento, um policial da perícia técnica chegou.

— Capitão Ricardo, encontramos o celular que pertenceu à Helena. Estava em um imóvel alugado no nome do pai do Alberto. Também descobrimos que o Alberto fez disciplinas de computação na faculdade e é especialista em localização virtual e camuflagem de dados.

Ricardo olhou para o celular dentro do saco de evidências.

— Façam a perícia de impressões digitais imediatamente.

Em seguida, voltou seu olhar afiado para Alberto:

— As impressões digitais não mentem. Seus rastros ao forjar as postagens e encobrir o crime serão revelados agora mesmo.

O emocional de Alberto desabou instantaneamente.

Ele desabou na cadeira, com os ombros tremendo levemente; aquela arrogância de antes desapareceu por completo.

Ele apoiou as mãos na testa, com a voz extremamente rouca:

— Eu não pretendia matá-la... foi ela quem me pressionou, ela não queria me deixar em paz...

……

Houve um tempo em que ele realmente amou Helena e foi muito grato pela ajuda da família dela.

Ele era um garoto pobre que estudou desesperadamente para sair das montanhas e entrar na universidade dos seus sonhos.

Os dois se conheceram no ensino médio e, naquela época, as notas de Helena já eram melhores que as dele.

Ela tomou a iniciativa de lhe dar aulas particulares e, quando ele não tinha condições de pagar a faculdade, ela convenceu os pais a financiá-lo.

Ele jurou que a trataria bem pelo resto da vida.

Ao se formarem, ambos ficaram na universidade como professores e, naquele mesmo ano, se casaram.

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Todos diziam que eram o casal modelo, a união perfeita, mas ninguém conhecia a amargura e a humilhação que ele sentia por dentro.

As pinturas dela ganhavam prêmios constantemente, e ela subia de cargo antes dele. Muitos professores comentavam pelas costas que ele só conseguira ficar na universidade e sair da pobreza graças a ela.

Na casa dela, as palavras dos sogros sempre deixavam claro que Helena havia "casado abaixo do nível" e que ele era o sortudo, devendo valorizá-la dobrado.

Naquela família, ele parecia ser sempre um estranho, sempre o menosprezado.

Ele não tinha sequer o direito de discutir com ela; se o fizesse, era porque "não sabia dar valor".

Imerso em memórias, os olhos de Alberto ficavam cada vez mais vermelhos. Ele perdeu o controle emocional, falando de forma histérica:

— Eu aguentei todas aquelas humilhações, afinal, eu a amava. Mas o que eu não pude aceitar foi que ela não podia ter filhos. Era um problema no corpo dela, mas ela simplesmente dizia com leveza: "Podemos ser felizes sendo um casal sem filhos".

Ele era o único filho da família. Sem herdeiros, seus pais eram insultados na aldeia como "linhagem interrompida".

Toda vez que ligava para casa, sua mãe chorava perguntando que pecado teria cometido na vida passada.

Pensando que a amava, ele se forçou a aceitar um casamento sem filhos.

No entanto, conforme envelhecia e via colegas postando fotos com bebês, e via sua mãe enxugando as lágrimas escondida, seu coração doía profundamente.

— Letícia é uma universitária que veio da nossa aldeia. Eu a ajudei financeiramente. Ela passou para a nossa Universidade e tornou-se minha aluna.

O olhar de Alberto tornou-se suave por um momento.

— Ela me admirava muito, dizia que minhas aulas eram melhores que as de qualquer um... dizia que eu não deveria viver sob a sombra da Helena... Letícia é uma boa menina. Embora eu tivesse algum interesse nela naquela época, eu ainda não pensava em traição.

Alberto fechou os olhos. Após respirar fundo, continuou:

— Até que aconteceu aquele incidente—

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