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《Sob o Olhar do Capitão》Capítulo 3

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Capítulo 3: Adeus, Ex-Marido!

Devido à dor e ao cansaço nas pernas, Alice não deixou o hotel naquela noite.

Ela só pegou um táxi de volta no dia seguinte.

Embora tivesse assinado o divórcio com Mateus ontem, ela ainda não havia se mudado da casa onde moravam.

Como herdeiro da família e sendo o culpado pela separação, Mateus a compensou com uma boa quantia em dinheiro no divórcio.

Ela não quis ficar com a cobertura duplex de quase trezentos metros quadrados.

Alice e Mateus foram casados por dois anos, e cada detalhe daquela casa fora decorado por ela.

Antigamente, ela acreditava sinceramente que aquele lugar era seu porto seguro mais feliz.

Mas o que recebeu em troca foi uma traição fria e impiedosa.

Alice jamais esqueceria aquela noite, três meses atrás.

Ele voltou para casa bêbado, e ela o ajudou a deitar-se na cama.

No colarinho da camisa dele, ela encontrou uma marca de batom vermelho e um fio de cabelo longo, preto e liso.

Ela ainda se lembrava claramente de como começou a tremer; o mundo girou e ela demorou muito para conseguir se acalmar.

Ela foi olhar o celular dele, mas descobriu que ele havia mudado a senha silenciosamente.

Antes, a senha era sempre a data do aniversário dela.

Naquela noite, ela não pregou o olho.

Quando ele acordou, ela não fez escândalo; continuou a vida como se nada tivesse acontecido.

Mas começou a reunir provas.

Em três meses, ela descobriu quem era a amante.

Era a nova secretária da empresa dele.

Tinha uma aparência pura e falava com uma voz doce e suave.

Os dois se encontravam no carro, e Alice conseguiu pegar as gravações da câmera do painel.

Foi assim que descobriu que a secretária tinha um noivo chamado Ricardo.

Ela chegara a ver Ricardo esperando Camila na frente do Grupo Mateus.

A aparência, o corpo e a postura dele eram excelentes.

Porém, ele dirigia um utilitário que custava cerca de cem mil reais; quando Camila entrava no carro, seus olhos transbordavam desprezo.

Desde que começou com Mateus, Camila andava coberta de marcas de luxo, frequentava restaurantes caros e era transportada em carros importados.

Naturalmente, ela desprezava seu noivo "pobre".

Alice os seguiu discretamente uma vez.

Em uma cafeteria, ela ouviu Camila terminar com ele.

Ela achou que o homem teria uma reação histérica ou imploraria para que ela ficasse, mas ele apenas lançou um olhar indiferente para Camila e assentiu em silêncio.

Foi Camila quem perdeu o controle, questionando se ele algum dia realmente a amara.

O homem permaneceu calado, com os lábios finos cerrados, como se as perguntas dela não tivessem relação com ele.

Ele era frio ao ponto de parecer cruel.

Naquele momento, Alice quase sentiu pena de Camila.

Ficar com um homem de gelo como aquele era insuportável para qualquer pessoa.

Lembrando-se de como o homem estava ontem à noite, suando e ofegante, Alice mal conseguia associá-lo àquele "homem de gelo".

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Realmente, entre quatro paredes, até os mais frios se transformam.

Alice entrou no quarto e pegou sua mala.

Quando estava quase terminando de arrumar tudo, Mateus chegou.

Ele vestia um terno impecável com gravata; parecia um cavalheiro refinado e educado.

Antigamente, Alice fora enganada por essa aparência de "bom homem".

— Querida...

Os belos olhos de Alice lançaram um olhar afiado para ele.

— Ex-marido, nós já estamos divorciados. Não me chame mais assim.

Mateus a olhou com uma expressão complexa.

— Na verdade, eu não queria te trair. Mas estamos casados há dois anos e você nunca quis ter filhos. Meu pai tem um filho ilegítimo fora; se ele tiver o primeiro neto da família antes de mim, minha posição no Grupo pode estar em risco.

Alice soltou uma risada sarcástica.

— O verme nunca acha que é sujo, o rato nunca acha que rouba, e o homem cafajeste nunca admite que é lixo. Não tente encenar esse drama sentimental para mim; eu não tenho o poder de te dar um Oscar.

Mateus franziu a testa profundamente.

— Alice, sua personalidade é orgulhosa e dominante demais. Uma mulher precisa ser um pouco mais dócil.

Alice era legista, e Mateus nunca gostou dessa profissão.

Lidar com cadáveres frios o dia todo lhe parecia algo agourento.

Ele tentou convencê-la a trabalhar no Grupo Mateus, mas ela disse que amava sua carreira e pediu que ele não interferisse.

Eles brigaram várias vezes por causa disso; talvez as rachaduras já estivessem lá há muito tempo.

Camila era diferente de Alice: tinha uma personalidade doce, falava baixinho, o admirava profundamente e fazia todas as suas vontades.

— Alice, com esse seu jeito, nenhum homem vai gostar de você no futuro.

Alice lançou um olhar de desprezo para Mateus.

— Você bebeu veneno e derreteu o cérebro? Eu estou divorciada, sou linda, rica e tenho minha carreira. Por que eu precisaria que um homem gostasse de mim? Se eu precisar de um homem, eu pago um modelo; ele me dá prazer e atenção. Acha que eu seria estúpida o suficiente para entrar no cemitério do matrimônio de novo?

Mateus olhou para Alice, que parecia um porco-espinho com as defesas armadas, e sentiu as têmporas pulsarem.

— Eu sei que você ainda está sofrendo...

Antes que ele terminasse, Alice afastou o cabelo longo do pescoço.

Na pele alva, brilhava uma marca vermelha de um beijo profundo.

Mateus soube imediatamente o que era.

Suas pupilas se contraíram. Ele deu um passo à frente e agarrou o ombro fino dela.

— Você saiu para procurar um qualquer ontem à noite?

Alice afastou a mão dele com um gesto brusco.

Ela deu um sorriso provocante.

— Qual o problema? Agora sou uma mulher rica e solteira. O que tem de errado em sair e encontrar um homem obediente para me dar prazer?

Ela estreitou os olhos para Mateus, cuja face ficava cada vez mais sombria.

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— Ah, depois de ontem, eu finalmente entendi a alegria de ser solteira. Ele, sabe... é muito melhor que você. O corpo é incrível, a resistência é altíssima. Ontem à noite eu me senti no céu!

O rosto de Mateus ficou roxo de raiva, e ele cerrou os punhos até os ossos estalarem.

— Alice, você não tem vergonha na cara!

TAP!

Alice levantou a mão e deu um tapa certeiro no rosto de Mateus.

Ela queria dar esse tapa há muito tempo.

— Quem não tem vergonha aqui? Mateus, se você abrir a maldita boca para falar mais um "a" para mim, eu mando o vídeo da sua traição com a Camila direto para o seu irmão ilegítimo.

O filho ilegítimo do pai de Mateus fora reconhecido recentemente e estava competindo com ele. Se o vídeo da traição viesse a público, a reputação de Mateus seria arruinada e sua posição no Grupo estaria em perigo.

Mateus tocou o rosto inchado pelo tapa e rangeu os dentes.

— Alice, eu disse antes: se você aceitasse o filho que a Camila vai ter, você continuaria sendo a Senhora Mateus. Foi o seu orgulho que não permitiu—

Alice estendeu a mão, interrompendo-o.

— Pare de me dar nojo. Em que século você vive? Querendo registrar o filho da amante no nome da esposa legítima? Seu cérebro deve ter sido comido por zumbis! Chega, não quero mais perder tempo com um homem desprezível como você. Desejo que você e a amante fiquem presos um ao outro para sempre, para não estragarem a vida de mais ninguém!

— Alice, você ficou louca!

Alice piscou os olhos, mudando o tom de voz para algo debochado:

— Divórcio é bom! Divórcio é mara! Chutar o lixo pra fora não dá dor de cabeça! Vida de solteira é nota dez!

Ao ver a expressão radiante dela, Mateus quase cuspiu sangue de tanta raiva.

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