Capítulo 116: Perdeu a disputa e desmoronou
Bernardo caminhou até Alice e pousou a mão gentilmente na cabeça dela. — Do que você está rindo, boba?
Alice deu uma risadinha: — Acontece que o Real se apaixonou pela "mulher do Bernardo Fontes", e não por Alice Guimarães.
Real: — "......"
O quê? Como ela podia acusá-lo assim?
Bernardo olhou de soslaio para Real: — Ficou corajoso?
— E-eu quis dizer que, como você é a mulher que o Bernardo escolheu, deve ter algo especial. Além disso, você é linda e foda; não é normal eu gostar de você?
— Aí é que está o ponto — Alice segurou o braço de Bernardo e levantou-se.
Os dois, lindos e elegantes, formavam o casal perfeito. Ao caminharem em direção a Real, ele ficou hipnotizado pela imagem.
Alice parou diante dele e puxou levemente a orelha de Real.
— Se você quer competir com o Bernardo, não precisa me envolver. Especialmente usando essa bandeira de "amor" para tentar um drama de interrupção de casamento.
Interrupção de casamento?
Os olhos de Bernardo brilharam com uma centelha assassina direcionada a Real.
Real encolheu o pescoço: — Quem... quem falou em interromper casamento? Eu só estava falando bobagens. Eu nem conseguiria vencer ele mesmo.
Real olhou com rancor para Bernardo: — Desde pequeno meu pai me manda aprender com você. Quando você se divorciou, eu ri muito, mas o troco veio rápido. Por que você tem que ser sempre melhor que eu?
Bernardo respondeu: — Sua tia nunca te ensinou que deve tratar seu irmão mais velho com respeito absoluto, e sua cunhada ainda mais?
Ao ouvir isso, o rosto angelical de Real "caiu".
Alice piscou, olhando para Bernardo: — Tia? Irmão?
— A mãe do Real é minha tia materna. Minha mãe e minha tia foram criadas separadamente pelos pais após o divórcio dos meus avós, por isso pouca gente sabe do nosso parentesco.
Alice entendeu. Com razão Real era tão focado nela; havia essa ligação familiar.
— Você me incentivou a vir vê-lo hoje só para eu te ver dar uma lição no seu primo, não foi?
Bernardo disse friamente: — Se eu não viesse com você, ele nunca desistiria.
Real sentiu-se desprezado novamente. Estava irritado e furioso, mas sua "fúria impotente" era vista pelos dois apenas como birra de criança.
— Sumam! Sumam daqui! Parem de ostentar esse amor na minha frente!
Ele começou a empurrar os dois para fora do camarote.
Bernardo percebeu que ele já havia aceitado a derrota e conduziu Alice para fora.
Lina esperava do lado de fora.
Alice, ao vê-la, sorriu levemente: — Parabéns. Você venceu.
Lina sorriu discretamente.
Vencera? Assim esperava.
No carro, Alice jogava
Honor of Kings
.
Bernardo sentia um aperto no peito toda vez que via ela franzir a testa, mesmo que fosse por ter sido "abatida" no jogo muitas vezes.
Ele parou o carro no acostamento.
— Eu te ensino.
A voz grave e magnética ao pé do ouvido fez Alice errar o movimento, sendo morta pelo caçador adversário novamente.
— Ai! É tudo culpa sua! Agora você vai ter que recuperar a minha honra no jogo!
— Tudo bem.
Bernardo jogou e venceu a partida para ela. Ela quis continuar, então ele abriu o jogo que acabara de baixar, fez o login e disse: — Eu te carrego.
Alice olhou-o com desdém: — Você não sabe que iniciantes não podem jogar partidas ranqueadas?
Embora os movimentos dele tivessem sido super fluidos e estilosos na partida anterior, ela não queria admitir. Queria aproveitar para provocá-lo.
— Quem te disse que sou iniciante?
— O quê?
Bernardo disse pausadamente: — Pedi para o Eduardo subir minha conta até o elo Diamante. Já posso jogar com você.
Alice adorava esse ar prepotente e arrogante dele.
Ela aproximou-se e beijou o canto da boca do marido: — Mandou bem.
Para conquistá-la, ele não poupava esforços, chegando a colocar o seu super assistente para jogar videogame e subir de elo para ele.
A jogabilidade era nota 10.
O casal ficou ali no acostamento, dentro do carro, conversando e jogando. Após massacrarem os adversários, Alice sentiu-se satisfeita.
— Vamos para casa. Dormir.
……
O casamento logo chegou.
Vitória e Beatriz acompanhavam Alice. Até a Cissa (Qin Xi), que vivia perseguindo Rafael para casar, inscreveu-se para ser madrinha.
Vitória, estando grávida, não era a candidata ideal para madrinha de altar. No momento, Paola e Cissa eram as mais adequadas.
Mas Paola recusou.
Alice sabia que ela temia os comentários sobre o fato de estar namorando Leo. Embora não fosse proibido, casar dois irmãos com dois irmãos gerava falatório.
Alice não conseguiu convencê-la e mandou Leo tentar; ele também voltou derrotado.
As madrinhas finais foram Cissa e 韻 (Jade).
Na suíte da noiva, Alice estava nervosa após a maquiagem.
O primeiro casamento com Bernardo fora discreto, e naquela época ela implorara para casar, abrindo mão de sua dignidade apenas para ser a mulher dele.
Naquela época, além de nervosa, ela sentia medo.
Agora, além do frio na barriga, ela sentia apenas expectativa pelo futuro.
Tendo renascido, ela não imaginava casar de novo com este homem, e muito menos que este casamento teria o bebê em seu ventre como testemunha.
Quando Vitória e Beatriz saíram, deixaram um bracelete na penteadeira de Alice, junto com um cartão.
Alice reconheceu a caligrafia instantaneamente.
Era a letra de Henrique Yuri.
Ele provavelmente já sabia que ela e Bernardo acabariam juntos novamente, então preparara o presente e os votos de felicidades com antecedência.
Apenas... ele não pôde comparecer.
Vitória entregou essa benção em nome dele.
Alice segurou o bracelete; era uma joia que ela cobiçara quando criança, na época em que morava com os Yuri no Leste. Mas como era uma peça do enxoval da Senhora Yuri, ela nunca ousara pedir.
Quem diria que Henrique lembraria e até conseguiria a peça para ela.
Ela fechou os olhos, contendo as lágrimas.
Henrique, eu serei feliz. Obrigada.
Eu cuidarei da Vitória e do bebê por você.
……
— Daqui a pouco você TEM que me ajudar a pegar o buquê da noiva! Todo mundo diz que o buquê tem magia: quem pega é a próxima a casar!
Cissa, em seu vestido rosa de madrinha, agarrava o braço de Rafael com força.
Rafael estava morrendo de vergonha.
— Minha Nossa Senhora, nós temos o mesmo sobrenome! As pessoas acham que somos irmãos, esse grude não fica bem!
O outrora libertino Rafael encontrara seu ponto fraco.
Cissa era a filha única dos Qin do Sul, que não tinham parentesco direto com os Qin de São Paulo, mas os negócios aproximaram as famílias, e ela cresceu chamando Rafael de "irmão".
Muitos achavam que Rafael ganhara uma irmãzinha.
Aos quinze anos, por motivos misteriosos, ela fora mandada para o exterior.
Voltara há apenas três meses e entrara direto no hospital onde Rafael trabalhava, tornando-se sua estagiária e sua sombra.
Para qualquer um que perguntasse, ela explicava: — "O Rafael não é meu irmão, ele é o homem da minha vida".
Ela era linda, rica e tinha uma personalidade adorável. Mesmo quem tinha interesse em Rafael acabava desistindo ao vê-la.
Afinal, Cissa e Rafael pareciam ter sido feitos um para o outro.