localização atual: Novela Mágica Moderno Divórcio de Bilhões: O Arrependimento do Meu Ex Canalha ​​​​​​​Capítulo 113

《Divórcio de Bilhões: O Arrependimento do Meu Ex Canalha》​​​​​​​Capítulo 113

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Capítulo 113: Uma mulher tem que ser implacável

— Na verdade, a Beatriz (Shen Yanxi) me procurou em particular. — Alice, vendo que Vitória não se opunha à aliança, resolveu falar abertamente: — Ela não sabia se você a aceitaria, mas me garantiu que, se você quiser, poderá morar na casa dos Vitória a vida inteira como a primogênita da família.

— Além de você, a Beatriz é minha melhor amiga, mas nestes anos meu irmão mais velho nunca namorou ninguém. Quando meu pai pergunta, ele sempre diz que tem alguém no coração, mas se recusa a dizer o nome. Como a Beatriz é minha amiga, não quero prejudicá-la.

— Você quer dizer que não deseja que ela seja sua cunhada?

Vitória olhou para Alice com um sorriso autodepreciativo: — Qual é a sensação de casar com um homem que não te ama... eu entendo melhor que qualquer um de vocês. Certos sentimentos não podem ser forçados.

Alice sentiu um aperto no coração pela atitude da amiga. Ela não queria advogar por Beatriz, apenas não suportava ver Vitória remoendo aquilo. Desde a morte de Henrique, Vitória tornara-se frágil, como se pudesse quebrar ao menor toque; Alice não queria de forma alguma estimulá-la negativamente.

— Não falaremos mais da Beatriz e do seu irmão. Ambos são adultos; as escolhas que fizerem, eles mesmos arcarão com as consequências.

Mal Alice terminou de falar, seu celular tocou. Ela olhou a mensagem e seus cílios tremeram; a expressão em seu rosto era indescritível.

Vitória perguntou curiosa: — O que aconteceu? Sua expressão de "poker face" falhou agora.

— É uma mensagem do Bernardo. Ele não foi à casa dos Samuel procurar a Isadora Matos? Eu imaginei que ela e o Samuel tivessem brigado de novo, mas a expressão dele na hora parecia muito estranha. A coisa deve ter sido feia para ele ir pessoalmente.

Vitória murmurou: — O Chefão não tinha deixado os assuntos da Isadora com o Rafael? Com aquele playboy vigiando, o Samuel não deveria ser capaz de maltratá-la tanto.

— Pois é. — Alice torceu o canto da boca. — Mas desta vez, a situação passou dos limites.

— O que houve afinal? Pare de mistério.

— A Isadora sofreu um aborto após ser agredida pelo Samuel. Ela já foi levada para o hospital.

Alice descreveu o fim trágico de Isadora em poucas palavras e concluiu com frieza: — Ela escolheu isso. Quis usar a criança para subir na vida e casar com o Samuel, achando que recuperaria o status de madame da elite. Teria sido melhor ter abortado logo no início; com a proteção do Bernardo, ela poderia ter ido estudar fora ou aberto o próprio negócio. Qualquer opção seria melhor do que casar com um libertino como o Samuel.

Vitória comentou: — Se todos fossem inteligentes e desapegados como você, a vida seria fácil demais.

Nesse momento, Bernardo ligou.

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— É o Bernardo, vou atender — disse Alice.

Ela percebeu o interesse de Vitória e colocou no viva-voz, na esperança de distraí-la um pouco da própria tristeza.

— A Isadora acordou. Ela quer te ver.

— Não tenho nada para falar com ela.

— Ela diz que caiu na real. Assim que receber alta, sairá do país imediatamente. Mas... ela quer te ver uma última vez, diz que tem muito a te dizer.

Bernardo também estava em um dilema.

Ele sempre quis mandá-la para o exterior; isso seria honrar o Caio, que deu a vida por ele. O problema foi que Isadora alimentou outras intenções, o que gerou toda essa confusão.

Ele esperava que ela finalmente se comportasse, fosse embora e tentasse ser uma pessoa melhor.

Mas Alice estava grávida, e ele não queria deixá-la infeliz; ele jamais faria algo que pudesse afetar a saúde dela ou do bebê!

— Vá — sussurrou Vitória.

Alice ergueu a sobrancelha levemente: — Estou na casa da Vitória. Venha me buscar.

— Tudo bem.

Contanto que ela permitisse que ele a acompanhasse, ele poderia protegê-la. Seu medo era que ela ficasse irritada ou fizesse birra, tirando dele a chance de estar por perto.

Após desligar, Bernardo dirigiu imediatamente para a casa dos Vitória.

Alice não entendia: — Você não detesta a Isadora Matos? Por que me incentivou a ir vê-la? Sendo honesta, esse aborto era questão de tempo; a Beatriz já tinha dito várias vezes que ela e o Samuel brigavam e se agrediam todo dia.

Aquela criança, se nascesse, seria um fardo.

Um filho que não é amado pelos pais e serve apenas como peça de tabuleiro... como poderia ser feliz?

— Você e a Isadora precisam de um encerramento definitivo. — Vitória comprimiu os lábios e, após um silêncio, disse a verdade para Alice.

— No passado, a Isadora sabia que você amava o Bernardo, mas ela não aceitava perder e insistia em competir com você. Ela até me procurou para que eu te convencesse a desistir. Naquela época, você estava tão obcecada por ele que, mesmo se eu te contasse que o irmão dela salvou o Bernardo e que ele nunca a abandonaria, você não soltaria o osso, não é?

Alice lembrou-se de sua obsessão passada e balançou a cabeça, impotente.

Na vida passada, o fim dela e o de Isadora foram diferentes justamente por causa de seu "cérebro de apaixonada". Sua mente era só Bernardo Fontes; ela nunca pensava nos interesses da família, não cuidava de seus entes queridos nem do seu próprio futuro.

Por isso ela morreu.

Não importava o que Bernardo fez após a morte dela; nada mudaria o fato de seu fim trágico.

Nesta vida, ela se livrou dessa obsessão e assumiu o controle da relação, por isso seu destino mudou.

Até os planos de Isadora viraram fumaça.

Ela se vingou, engravidou e ainda conquistou o coração sincero de Bernardo.

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Em comparação, o fim de Isadora foi, de fato, lamentável.

— Eu não queria te contar isso, mas como ela chegou a esse ponto e vai embora do país, achei melhor falar.

— Fez bem em não me contar antes. Se eu soubesse de tudo aquilo, sabe-se lá quanto tempo eu ainda perderia focada em homem. Veja só: homens são assim, quando você os ama, eles fazem charme; quando você para de amar, eles lembram do seu valor e passam a te perseguir feito sombra.

Vitória pensou nela e em Henrique.

Se Henrique não tivesse morrido, talvez ele também aprendesse a amá-la aos poucos. Com a personalidade dela, ela não seria uma "apaixonada cega" para sempre.

Infelizmente, ela e Henrique não tinham mais um "depois".

— Vi, não importa o que aconteça, estarei sempre ao seu lado. Somos melhores amigas; pode me contar qualquer coisa e enfrentaremos juntas!

Alice segurou a mão de Vitória e notou que ela estava gelada.

Se Vitória não superasse seus demônios internos, ficaria presa para sempre no pesadelo de "ter causado a morte de Henrique".

Alice realmente não via uma forma melhor de resgatar a amiga.

Bernardo logo chegou. Ao partir, Alice recomendou que Vitória comesse e dormisse bem; a amiga assentiu a tudo, mas parecia não ter absorvido nada.

O semblante melancólico de Alice foi interpretado por Bernardo como irritação por ter que ver Isadora.

Ele não resistiu: — Se você não quiser ir, voltamos para casa agora mesmo.

Alice piscou: — E por que eu não iria querer ir?

— Eu te vejo infeliz.

Aquele homem arrogante e nobre, que sempre agira com superioridade e estava acostumado a ser bajulado, mudara completamente desde que decidira reconquistar Alice.

Ele passava cada segundo tentando agradá-la de forma quase submissa.

Desejava entregar tudo o que tinha aos pés dela.

Alice não era boba; ela via perfeitamente o quanto ele estava se esforçando por ela.

Pensando na ligação dele com o Caio, mesmo que ela não quisesse ver Isadora, daria esse voto de confiança a ele. Além disso, Vitória tinha razão: ela e Isadora precisavam de um ponto final.

— Não é que eu não queira ver a Isadora, estou preocupada com a Vitória. Você tem algum jeito de deixá-la mais alegre? Ou de fazer ela parar de se culpar pela morte do Henrique?

— Eu tenho um método.

Os olhos de Alice brilharam, mas no segundo seguinte ela ficou estática com as palavras do homem.

Ele disse...

 

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