localização atual: Novela Mágica Moderno Divórcio de Bilhões: O Arrependimento do Meu Ex Canalha ​​​​​​​Capítulo 111

《Divórcio de Bilhões: O Arrependimento do Meu Ex Canalha》​​​​​​​Capítulo 111

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Capítulo 111: O filho póstumo

Henrique estava, naquele momento, usando o celular para pesquisar qual restaurante tinha o melhor lanche noturno; ele pretendia buscar Vitória na casa dos Guimarães para comerem juntos e, então, voltar para casa e se desculpar.

Num momento de distração, foi atacado por aquela pessoa.

O sujeito fugiu imediatamente após a colisão; quando Henrique foi encontrado, ele chamava sem parar o nome de Vitória.

Alice arquejou: — Eu me lembro dele. Ele já assediava a Vitória na faculdade. O nome dele é Raul (Zhao Long), não é?

— Sim.

Alice lembrou-se da natureza retraída e complexa de Raul na época da faculdade, e o fato de ele ter tido a coragem de dirigir um carro contra alguém, com a determinação de matar, a fez sentir um calafrio.

O coração humano, às vezes, é como uma cobra venenosa e gélida, sempre à espreita, esperando o momento de dar o golpe fatal.

— A Vitória está grávida. A notícia maravilhosa que ela queria dar ao Henrique era essa. — Bernardo Fontes ponderou por um momento e resolveu contar a Alice.

A respiração de Alice parou por um instante.

Vitória estava grávida, mas Henrique morrera.

O que era aquilo?

Uma piada de mau gosto do destino com todos eles?

Bernardo abraçou Alice com força e disse com a voz rouca: — Alice querida, se quiser chorar, chore.

Toda a força de Alice desmoronou naquele momento. Ela encostou-se no peito de Bernardo e chorou até perder o fôlego.

Henrique era como um irmão para ela; não importava quão complexa fosse a história entre eles, no fim, ele aceitara a realidade e estava disposto a viver sua própria vida.

Ela sempre desejou que Henrique e Vitória tivessem uma vida longa e feliz juntos.

Mas por que... por que algo assim aconteceu?

Ela não entendia.

Henrique era, no fundo, um bom rapaz.

Alice chorou durante todo o trajeto. Seu abdômen começou a sofrer contrações e pontadas de dor. Bernardo, temendo pela saúde dela, pediu imediatamente que a Dra. Luana lhe aplicasse uma injeção.

Ela ainda estava em estágio de risco; suas emoções não podiam sofrer tais altos e baixos. A morte de Henrique fora um golpe pesado demais.

Quem também precisava de cuidados redobrados era Vitória.

Ela estava internada, e a mãe de Henrique, Song Yuan, não saía do seu lado.

Embora perder o filho — ver o cabelo branco enterrar o cabelo preto — tivesse destruído aquela mãe elegante, saber que o filho deixara um herdeiro neste mundo a obrigou a reunir forças para proteger essa linhagem.

Song Yuan dedicava todo o seu ser a Vitória e ao bebê em seu ventre.

Quando o pai de Henrique soube que teria um neto póstumo, sua dor profunda encontrou um pequeno consolo, e ele também se esforçou para organizar o funeral do filho.

Quando Vitória acordou, deparou-se com os olhos inchados de tanto chorar de Song Yuan.

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Song Yuan não sabia se Vitória manteria a criança. Afinal, o marido se fora; se ela ficasse com o bebê, seria para sempre uma viúva com um filho...

Mesmo que Vitória viesse de boa família e a criança tivesse a proteção dos Yuri, isso afetaria o restante da vida dela.

Ela sabia que pedir para Vitória manter o bebê era egoísmo, mas não suportava ver o filho partir tão jovem e ainda perder o último vínculo dele com o mundo...

Contudo, antes que ela pudesse abrir a boca, ouviu as palavras firmes de Vitória:

— Mãe, eu terei este filho. Nesta vida, serei para sempre a esposa de Henrique Yuri. Vivos no mesmo leito, mortos no mesmo túmulo.

— Vivos no mesmo leito, mortos no mesmo túmulo.

Essas poucas palavras selaram o destino de Vitória para sempre.

Ela estava disposta, de todo o coração, a ser a esposa de Henrique por toda a vida.

Song Yuan chorou emocionada, incapaz de dizer uma única sílaba.

As duas se abraçaram, chorando juntas pelo homem que amavam profundamente.

Após o funeral de Henrique, Vitória permaneceu em repouso absoluto para garantir a gestação. No mesmo estado, estava Alice Guimarães.

Desde o acidente de Henrique, Alice passara a ter ainda mais respeito pela vida. Ela sonhava frequentemente com os eventos da vida passada.

Já não sabia mais o que era real ou o que era apenas sonho.

Chegaram notícias de Hong Kong: Lin Hua falecera devido à doença.

Naquele momento, tudo o que Alice pretendia fazer após renascer parecia ter se tornado passado.

As provações haviam terminado.

Uma nova vida precisava recomeçar, não era?

Bernardo Fontes esteve ao seu lado o tempo todo. Por ela, ele chegou a desistir voluntariamente do plano de expansão do Grupo Fontes na Europa.

Por causa disso, foi criticado por muitos no conselho administrativo, mas para ele, a esposa e o filho eram a prioridade absoluta.

Nesse período, Alice e Bernardo tiveram uma conversa franca. Seus sonhos tinham muitos pontos em comum e, através deles, ambos enxergaram seus verdadeiros corações.

Alice decidiu perdoar o Bernardo da vida passada e aceitar o Bernardo desta vida.

E Bernardo estava disposto a dedicar todo o sentimento de duas vidas na união desta nova jornada.

A notícia de que eles iriam se casar novamente espalhou-se rápido. Os mais felizes com a reconciliação eram, sem dúvida, o Patriarca Fontes, Antônio e Helena.

Para dar a Alice um casamento grandioso — diferente do desleixo da vida passada, onde deixara tudo nas mãos de terceiros —, Bernardo cuidou de cada detalhe pessoalmente: desde o design do vestido e do anel até a lista de convidados e as flores da decoração.

Rafael e Iago, vendo os amigos finalmente se acertarem, esforçaram-se ao máximo para ajudá-lo a organizar a cerimônia.

Calculando o tempo, o casamento ocorreria quando Alice estivesse no sétimo mês de gestação.

Quanto ao design do vestido, ele poderia esconder perfeitamente a barriga, mas Alice não quis ocultá-la. Para que o bebê testemunhasse a felicidade dela e de Bernardo, pediu que o estilista criasse um modelo específico para gestantes.

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Os olhos de Paola também voltaram a enxergar.

As córneas utilizadas foram as de Henrique.

Os pais de Henrique desejaram que a vida do filho continuasse de outra forma, então doaram suas córneas para Paola.

Desde que recuperara a visão, Vitória permanecera em São Paulo, sempre acompanhando Paola, perdendo-se às vezes ao olhar para aqueles olhos.

Na verdade, todos sabiam que o amor e a saudade de Vitória por Henrique estavam depositados naqueles olhos. A própria Paola, sempre que podia, ia conversar com Vitória, comer, ler e até ajudá-la a escolher itens para o enxoval do bebê.

Todos, à sua maneira, agradeciam pela dádiva divina.

E, à sua maneira, honravam a memória de quem merecia ser lembrado.

……

— Mana, tenho uma notícia para você. — Leo, após receber seu diploma, pretendia entrar na empresa para aliviar a pressão sobre a irmã; por isso, ia sempre à Mansão do Horizonte pedir conselhos a Alice.

Para Alice, manter o repouso absoluto era impossível; os Guimarães ainda dependiam dela.

Mas Antônio e Helena, como pais protetores que eram, reassumiram os fardos da empresa e dedicavam-se integralmente a treinar o filho na gestão.

A teoria deles era: o filho trabalha, e o dinheiro que ele ganha fica à disposição da filha.

Contanto que a filha estivesse feliz e saudável, eles e o filho seriam voluntariamente os "funcionários de elite" dela.

Alice, por causa disso, chorava e ria de emoção.

Assim que viu a expressão de Leo, Alice soube o que ele diria.

— Eu estou acompanhando o caso — disse ela.

— Ah? Já sabe que o Raul foi condenado à morte e a execução é hoje?

— Sim.

— E eu achando que seria o primeiro a te contar. Mana, desta vez o vilão foi punido. Quem morreu injustamente agora pode descansar em paz.

Alice baixou o olhar. Ela não sabia se Henrique descansaria em paz, mas sabia que uma pessoa viveria para sempre com o peso da culpa.

— Fique tranquila, a Paola sempre que pode vai à casa dos Vitória acompanhar a Vi. Ela está bem.

Alice assentiu.

As córneas de Paola eram de Henrique; em outras palavras, Vitória podia sentir a vida dele através dela. Para Vitória, isso era um consolo.

Capítulo 112: Não sou santa

A culpa de Vitória residia no fato de acreditar que não deveria ter saído de casa, nem que sua recusa fora o estopim para a tragédia de Henrique.

Pelo bem da criança, ela parou de ser autodestrutiva, mas Alice, como sua melhor amiga, percebia que a culpa e o remorso em seu interior estavam prestes a afogá-la.

Resta esperar que, com o nascimento do bebê, ela possa ver o sol e a luz novamente.

— Mana, por que o casamento de vocês vai ser só daqui a três meses? Eu não aguento mais esperar.

— O Bernardo quer cuidar de muita coisa pessoalmente, por isso demora mais.

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— Ai, um homem inteligente como ele não sabe que "quem muito espera o tempo leva"?

Leo sentou-se, tomou um gole de chá e murmurou: — Aquela Isadora Matos, mesmo casada com o Samuel, não toma jeito. Vive indo na empresa procurar o Bernardo. Mana, você não sente nenhuma insegurança?

Isadora Matos?

Alice soubera que ela apanhara de Samuel e quase sofrera um aborto. Depois, Rafael teve que ir à casa dos Samuel em nome de Bernardo para que o pai de Samuel interviesse e segurasse o filho.

Ela ainda tinha audácia de causar problemas? Não tinha medo de apanhar de novo se o Samuel descobrisse?

— Insegurança não, mas sinto um pouco de nojo.

Alice não era santa.

As dívidas da vida passada já foram cobradas, mas, quanto a Isadora, ela preferia manter a política de "longe dos olhos, longe do coração".

— Contanto que você não se irrite, está tudo bem. — Leo hesitou, o que deixou Alice curiosa.

Esse garoto tinha uma grande capacidade de aprendizado. Desde que os pais o colocaram na empresa, ele entendeu o funcionamento de tudo em velocidade recorde, e já estava consolidado como Diretor Geral.

Um gênio do trabalho.

Não deveria ser sobre a empresa.

Relacionamentos?

Também não; Paola estava no país fazendo a reabilitação ocular e os dois se viam sempre. Não seria saudade.

— Se tem algo a dizer, diga logo. Sem rodeios. Sou sua irmã, de que tem medo?

— Bem... eu queria perguntar... depois que vocês casarem de novo... eu e a Paola... como... nos chamaremos?

Alice arregalou os olhos: — O quê?

Bernardo, que chegara cedo do trabalho para ficar com a esposa, entrou na sala. Com sua voz límpida e um toque de humor, respondeu calmamente ao cunhado:

— Cada um no seu papel. Você me chama de cunhado, e eu te chamo de cunhado.

— ...... — Leo encarou Bernardo com uma expressão tão estranha que parecia ter visto um alienígena. — Pode isso?

Alice deu um peteleco na testa do irmão: — Por que não poderia? Em que época você acha que vivemos? E mesmo em tempos antigos, isso seria considerado "fortalecer os laços familiares".

"Fortalecer os laços".

Essas palavras atingiram em cheio o coração de Leo.

Ele abriu um sorriso bobo, coçando a cabeça: — Então não vou mais me segurar, hein? Depois que vocês casarem, vou namorar a Paola por mais dois anos e também vamos casar.

Alice sorriu: — É bom saber que você se importa com ela. Casem quando quiserem.

Bernardo acrescentou: — Podem usar o meu casamento atual como padrão de referência.

Quando parecia que tudo estava encaminhado, Isadora Matos aprontou de novo.

Bernardo recebeu uma ligação da família Samuel e, instintivamente, olhou para Alice: — É a Isadora.

Alice ergueu a sobrancelha. Foi a primeira vez, desde a reconciliação, que ele perguntou tão seriamente se deveria se envolver nos assuntos de Isadora.

Caio salvara a vida dele.

Isadora já estava pagando por seus erros.

Alice não era mesquinha, contudo...

— Eu não vou.

— Tudo bem.

Bernardo caminhou até a porta, mas voltou subitamente. Segurou as mãos de Alice e depositou um beijo em sua testa: — Eu volto logo.

Esse homem está sensível demais,

pensou Alice.

Mas ela se sentia comovida com todo esse cuidado e atenção.

Desde a gravidez, Bernardo não a deixava mais dirigir. Para qualquer lugar, ela precisava de um motorista ou da companhia dele.

Alice estava entediada sozinha na Mansão do Horizonte, especialmente com Bernardo resolvendo o caso da Isadora. Ela pegou as coisas que comprara para Vitória e pediu que o motorista a levasse até lá.

Vitória assistia a vídeos das competições da Paola. Sabendo que Alice vinha, já estava à espera.

Seu rosto continuava pálido, sem cor. Se não fosse pelo bebê, até comer seria um fardo para ela.

Song Yuan, preocupada com a saúde da nora, mudara-se para São Paulo e ia visitá-la todos os dias.

Ela nunca pensou em levar Vitória para morar no Leste; Vitória crescera em São Paulo, e o ambiente familiar era o melhor para a gestação.

Breno (Wen Cheng), irmão de Vitória, ainda não casara e, sendo ela a pessoa mais importante para ele, também insistia que ela ficasse na casa dos Vitória.

Eles cuidavam muito bem dela. Fazia um mês que Henrique se fora. Embora Vitória não tivesse recuperado sua alegria e saúde de antes, ao menos não tivera novas complicações na gravidez.

Alice a visitava com frequência, mas quem Vitória mais queria ver era Paola.

Paola era outra forma de Vitória se apegar ao amor que sentia por Henrique.

— Ele simplesmente foi ajudar a Isadora e você não ficou brava? — comentou Vitória após ouvir o relato de Alice.

Alice balançou a cabeça: — Depois de passar por tanta coisa, a gente para de dar importância a certas bobagens. O fato é que agora estou vivendo bem, minha família está segura e feliz. Isso basta.

— Tem um cheiro de quem atingiu o nirvana.

— Talvez. — Alice mudou de assunto, com um olhar sugestivo: — E você... está tudo bem?

— Sim, tudo bem.

— O seu irmão não teve um encontro às cegas? Você...

Vitória sabia o que Alice queria dizer.

— A Beatriz gosta do meu irmão. Ela usa a desculpa de uma aliança, dizendo que quer se unir a ele para tomar o poder dos Samuel, mas eu sei que ela só quer estar com ele.

Beatriz tinha uma boa relação com Alice e Vitória. Era competente, mas por ser mulher, nunca fora valorizada pelos Samuel. Mesmo assim, provara seu valor para muitos ao longo dos anos.

Samuel era o maior obstáculo de Beatriz.

Ela o enfrentara sozinha por anos. Muitos a aconselharam a encontrar um parceiro poderoso para intimidar o clã Samuel, mas ela sempre recusou.

Até seis meses atrás, quando Breno teve um contato mais profundo com ela, e algo mudou.

Alice e Vitória percebiam que a "aliança" de Beatriz era apenas uma forma de convencer os outros, inclusive Breno.

Beatriz era forte e não queria que Breno visse sua vulnerabilidade, por isso escolhera esse tom pragmático.

Alice perguntou: — E você quer que ela seja sua cunhada?

— Sinceramente? Ela é perfeita para o meu irmão.

Breno e Vitória eram irmãos que dependiam um do outro. Embora tivessem pai, este tinha inúmeras amantes e um filho com a madrasta; nunca ligou para os filhos do primeiro casamento.

Se Breno não detivesse as rédeas do Grupo Vitória e o pai e a madrasta não dependessem do seu dinheiro para viver, os dois irmãos já teriam sido explorados até o osso.

Breno era um irmão mais velho exemplar e protetor. Vitória desejava sinceramente que ele encontrasse uma mulher que o amasse de verdade.

Alguém que não buscasse dinheiro ou poder, apenas o coração dele.

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