《Divórcio de Bilhões: O Arrependimento do Meu Ex Canalha》Capítulo 102

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Capítulo 102: Uma sorte grande com pretendentes

— A Paola soube da sua gravidez e insistiu em voltar para te convencer a ficar com o bebê.

Alice enfureceu-se: — Até vocês já sabem que estou grávida?

Aquele Bernardo Fontes!

Linguarudo!

Onde ficou o acordo de sigilo?

Aquele desgraçado!

— Mana, eu percebi que o Bernardo mudou com você, não é mais como antes. Além disso, aquela piranha falsa não vai casar? Ela não poderá mais atrapalhar vocês. Por que você não considera a ideia?

— Não há o que considerar! — Alice recusou a sugestão de Leo sem hesitar, dizendo em tom grave: — Vocês estão proibidos de voltar! Fiquem aí e foquem no tratamento dos olhos dela!

Dito isso, Alice desligou.

Ela calçou os sapatos e dirigiu-se ao quarto ao lado.

A porta estava aberta. Eduardo estava saindo com uma mala e, ao ver Alice furiosa, olhou com temor para o homem lá dentro.

— Senhora, procura pelo patrão?

— Bernardo Fontes, saia já daí!

Eduardo, vendo o clima pesado, não ousou ficar para ver a briga do casal; correu com a mala e ainda teve a delicadeza de fechar a porta.

Alice entrou a passos largos. Bernardo, ao vê-la, demonstrou irritação em seu rosto bonito.

Em seguida, ele encerrou a ligação que fazia.

Ele virou-se para Alice: — Algum problema?

— Não se faça de sonso. Acha que esses joguinhos têm graça? Você é homem, trate de resolver as coisas de frente! Pare de tentar manipular as pessoas, isso é desprezível!

As pupilas negras de Bernardo brilharam com decepção e dor.

Ela nem perguntava nada, já chegava insultando seu caráter?

— Você tem uma visão errada sobre mim — disse ele.

— Sim, eu te entendi todo errado. Achei que você tivesse mudado, que soubesse respeitar os outros, que fosse honesto e cumprisse promessas. Eu realmente te subestimei!

Cada palavra de Alice era puro sarcasmo.

Ela lançou um olhar para o celular na mão de Bernardo: — Com quem estava falando? Com a Paola? Queria que ela voltasse para me convencer a ter o filho?

— Alice, do que você está falando?

— Você sabe muito bem! — Alice estava sofrendo com enjoos e oscilações de humor; qualquer coisa a irritava profundamente.

Bernardo ouvira da Dra. Luana que o estado emocional dela era crucial. Tanto no início quanto no fim da gravidez, era preciso ter paciência e comunicação.

Ele estava tentando.

Mas agora ela estava a um passo de apontar o dedo no nariz dele e chamá-lo de trapaceiro ardiloso e mau-caráter.

— Que olhar é esse? Acha que eu perdi o juízo?

Alice percebeu a paciência e a irritação contida de Bernardo, e a fúria em seu peito explodiu novamente.

Ela disse entre dentes: — Não importa quem você peça para me convencer, eu jamais voltarei para você. Se quer reatar, pode continuar sonhando acordado.

Bernardo perdeu o controle!

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Ele segurou o rosto de Alice e a beijou com força.

A forma mais rápida e eficaz de calar aquela boca era beijando-a.

Alice tinha uma fúria acumulada sem lugar para sair. Aquele beijo, porém, foi profundo e terno, nada compatível com o "estilo Bernardo".

Ela estaria louca? Estava saboreando o beijo dele.

Ela empurrou o peito dele com força.

As linhas rígidas sob sua palma emanavam uma força sensual.

O aumento do estrogênio trazia consigo uma curiosidade e um desejo pelo homem.

Alice ficou tonta com o beijo.

— Bernardo... afaste-se. — Ela finalmente conseguiu recuperar o fôlego.

Seus olhos estavam úmidos enquanto encarava o homem.

Só faltava acusá-lo de assédio.

— Não importa o que você entendeu errado, por favor, fale com clareza. Me dê a chance de explicar.

O coração de Alice fazia

tum-tum, tum-tum

.

A fúria fora dissipada por aquele beijo.

Quanto à explicação do homem...

— Não há nada a explicar — murmurou Alice para si mesma. Ela virou-se para sair, mas o homem segurou sua mão com firmeza.

— Vem aqui, me xinga de tudo quanto é nome e já quer ir embora? Alice, você me ignora demais.

— E daí?

Bernardo sentiu uma vontade súbita de rir.

O gênio dela estava ficando cada vez mais difícil.

— Nada. Surgiu uma emergência no Grupo Fontes e preciso partir esta noite. Você volta amanhã com a Dra. Luana. Deixarei o Eduardo e outros guardas com você.

Alice soltou um "ah".

Eduardo não era o braço direito dele?

Se havia problemas no Grupo Fontes e o Eduardo não fosse junto, Bernardo não teria dificuldades?

— Não precisa deixar ninguém. Se eu não puder me proteger, como cuidaria dos Guimarães? Pode ir embora agora!

Alice mantinha a pose de durona.

Mas estava preocupada.

Mesmo tendo vindo ali para tirar satisfação.

— Não falaremos de casamento por enquanto. Cuide da saúde, proteja a si mesma e ao bebê.

Dito isso, ele ainda depositou um beijo na testa de Alice.

Ao deitar na cama novamente, Alice levou a mão involuntariamente ao lugar onde Bernardo a beijara...

Era estranho.

Por que sua fúria e rancor desapareciam tão facilmente?

Será que a gravidez mudara sua personalidade, tornando-a fácil de enganar?

Ao lembrar que Bernardo a acompanhara até o quarto e a beijara antes de partir, Alice se xingou por ser tão "sem fibra".

A briga no aeroporto e a discussão de agora pouco viraram piada.

Contudo, após desabafar, o sono finalmente veio.

Henrique e Vitória também voltariam para São Paulo, então iriam todos juntos. Apenas Red ficaria em Hong Kong, dizendo que cuidaria de Lin Hua — embora Lin Hua tivesse desistido do tratamento. O que aquela jovem excêntrica pretendia em Hong Kong, ninguém sabia.

Real apareceu no aeroporto. Com seus cabelos loiros e olhos azuis, sua aparência apaixonada trouxe um pouco de calor ao outono frio.

— Alice, me espere. Eu vou convencer meu pai e meu avô. Só casarei com você.

Alice revirou os olhos: ele não ouvira nada do que ela dissera antes?

Será que ele era assim tão aéreo ao negociar negócios também?

— Pare de perseguir o Bernardo Fontes, ou ele vai acabar te prejudicando. Além disso, quando voltar para São Paulo, não assuma projetos novos por enquanto e não deixe o Henrique investir com você, entendeu?

Real parecia sério e não estava brincando. Alice assentiu: — Obrigada.

— Me espere, eu irei te procurar em São Paulo o quanto antes!

— Juan. — Alice tentou ser pedagógica mais uma vez: — Eu não pretendo casar com ninguém e não tenho interesse em alianças. Não perca seu tempo comigo.

— Mesmo que não queira casar, isso não me impede de te cortejar.

Ao ver que Alice ia começar outro sermão, Real fugiu.

Vitória aproximou-se por trás e tocou o ombro da amiga: — Que sorte grande com pretendentes, hein?

— Grande ao ponto de me dar dor de cabeça.

— O que ele sussurrou para você? Vi que sua expressão mudou.

O olhar de Alice tornou-se sombrio.

— Algo aconteceu no Grupo Fontes.

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