localização atual: Novela Mágica Moderno Divórcio de Bilhões: O Arrependimento do Meu Ex Canalha ​​​​​​​Capítulo 89

《Divórcio de Bilhões: O Arrependimento do Meu Ex Canalha》​​​​​​​Capítulo 89

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Capítulo 89: Masoquista

Ela e Bernardo Fontes não tinham mais nem o último vínculo.

— Rafael, eu não terei piedade do Bernardo. Não importa o que ele sonhou, nem se ele está prestes a morrer, nada disso me diz respeito.

— Eu peço que você, e tudo o que for relacionado ao Bernardo Fontes, sumam do meu mundo!

BUM.

Alice fechou a porta novamente.

Ela voltou para o quarto e se enrolou inteira no cobertor, como se apenas assim não se sentisse triste e se sentisse forte o suficiente.

Rafael ficou parado do lado de fora, estático, murmurando para si mesmo como um bobo: — O Bernardo ainda disse que, no sonho, ele resolveu os inimigos dos Guimarães e matou a Isadora para te vingar, morrendo na banheira por fim... Ele disse... que parece que, no sonho, ele já te amava, só que foi tarde demais...

— Alice, por que você simplesmente não acredita nele?

...

Embora o casamento de Henrique e Vitória tenha sido realizado em São Paulo, muita gente do Grupo Yuri, do Leste, compareceu.

A união de duas superpotências da elite mobilizou figurões e celebridades de todos os setores.

Alice chegou cedo para acompanhar Vitória.

Vitória vestia aquele modelo sereia; estava nobre, elegante e com uma aura etérea. Quem a via não poupava elogios ao bom gosto de Henrique.

Exceto Henrique, que parecia um tonto; ele não sabia o que fazer durante todo o processo. Se não fosse pela Clara (Guan Zhizhi) e os assistentes o monitorando, ele provavelmente teria procurado um lugar para se esconder.

Clara encontrou Alice, dizendo que Henrique estava com crise de ansiedade pré-nupcial e pediu que ela ajudasse a acalmá-lo.

Alice viu Henrique sentado em uma cadeira num canto, abraçando os joelhos com força, como um jovem que não encontrava o caminho de casa. Ele exalava insegurança e tensão, o que fez Alice começar a sentir um pouco de pânico também.

Na vida passada, quando ela se casou com Bernardo, parece que passou por algo parecido, mas ela fora mais calma que Henrique; naquela época, ninguém a consolou.

— Henrique — chamou Alice.

Henrique ouviu o apelido de infância e a voz de sua amada, e sua alma pareceu voltar ao corpo instantaneamente.

— Alice querida, você veio para me levar embora?

— Que asneira você está dizendo? Você está prestes a casar e eu vou te levar? Henrique, você já é um homem, precisa assumir a responsabilidade pelo que faz.

Ao ouvir isso, um sorriso de autodepreciação surgiu no rosto angelical de Henrique.

— É verdade. Você não gosta de mim, por que me levaria?

— A Vitória é uma mulher maravilhosa. Você não sai perdendo ao casar com ela.

— Mas a pessoa que eu sempre quis casar foi você.

Alice ergueu a sobrancelha e disse calmamente: — E daí?

Ao ouvir a resposta, o peito de Henrique contraiu-se em ondas de dor.

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Para ela, o fato de ele casar com outra mulher não tinha a menor importância.

Ela só amava o Bernardo Fontes.

— Aquele sachê perfumado que te dei ainda está com você? — Henrique analisou Alice. Ela carregava uma bolsa pequena que combinava com o vestido, e o celular estava lá dentro.

Ela tirou o aparelho; pendurado como um pingente, o pequeno sachê balançava, exalando uma fragrância única.

— Está aqui.

Henrique empalideceu: — Esse sachê...

— Tem um problema — Alice completou a frase dele. — É almíscar, não é?

Henrique arregalou os olhos em pânico: — V-você já sabia?

— Eu também sou perfumista. Minha técnica não é inferior à sua. Embora não haja muito almíscar aqui dentro, não conseguiria me enganar.

Alice balançou o celular.

— Pelo menos você tem consciência, já que pareceu culpado e inquieto.

Henrique agarrou o pulso de Alice, nervoso. No ímpeto da urgência, ele acabou tropeçando e caindo sobre ela.

Alice caiu no tapete, com Henrique a pressionando por cima.

— Levante-se — disse Alice, tentando manter a calma em tom gélido.

Henrique fechou os olhos, fingindo não ouvir nada.

Ele só queria um abraço dela.

Ele ia casar; depois disso, nunca mais poderia ter nada com ela...

Por que ela não o culpava? Por que agia com tanta indiferença?

Ela nem ligava para os pequenos truques dele,

buáaa

.

— Henrique, o Senhor Bernardo disse que quer te parabenizar pessoalmente. Você está aí dentro?

Alice sentiu o corpo enrijecer visivelmente.

— Henrique Yuri, saia de cima de mim agora.

— Não quero.

Henrique gritou para a porta: — Pode entrar!

Bernardo entrou logo atrás de Clara e a cena que viu foi de cair o queixo.

Henrique pressionava Alice contra o tapete em uma postura extremamente íntima; sem contar que Henrique exibia uma expressão de triunfo e orgulho.

Era como se declarasse guerra a Bernardo:

Veja, a pessoa que ela gosta sou eu.

Alice respirou fundo algumas vezes, não demonstrando nenhuma reação, fingindo que ela mesma era o tapete.

Bernardo estreitou os olhos perigosamente e lançou um olhar para Clara. Clara, sendo esperta, correu na hora: — Como foi que caíram assim? Estão bem?

Clara empurrou Henrique com força.

Alice levantou-se sem pressa, ajeitou o vestido e disse calmamente: — O casamento vai começar, deixe de ser bobo.

A frase foi dirigida a Henrique.

Henrique, inconformado, disse propositalmente na frente de Bernardo: — Você usa um sachê de almíscar no pingente do celular... acaso tem medo de engravidar de certas pessoas?

O semblante calmo de Bernardo congelou instantaneamente.

Seu olhar disparou contra Alice como uma flecha.

Alice deu um riso frio.

— Eu sou estéril de nascença. Esse almíscar, para mim, é apenas um perfume; não há motivo para preocupação.

Estéril?

Henrique e Clara ficaram boquiabertos.

Apenas Bernardo sabia que Alice estava apenas provocando; os exames pré-nupciais dela eram impecáveis, era impossível ela ser estéril.

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Após Alice sair, Bernardo ignorou as provocações de Henrique e foi atrás dela.

Ele a arrastou para dentro de um quarto vago do hotel.

A fragrância suave da mulher parecia ainda mais sedutora com o toque do almíscar.

— Alice Guimarães, você quer se vingar de mim?

Alice o empurrou com força, encarando seus olhos negros com firmeza: — Você é presunçoso demais. Me vingar de quê? Ex-marido!

Ex-marido?

Bernardo, ignorando a vontade dela, segurou seu pulso novamente: — Você é perfumista. Sabia muito bem que era almíscar; por que continuou usando isso o tempo todo?

Alice respirou fundo.

— Porque eu não quero engravidar, entendeu?

Ela e Bernardo não tinham transado tantas vezes assim.

Mas em todas, ele não usara proteção.

O relacionamento deles estava arruinado há muito tempo; ela não toleraria nenhum imprevisto.

A mão de Bernardo tremeu.

Não queria engravidar?

Um brilho de autodepreciação passou por seus olhos afiados.

Ela o odiava a esse ponto?

— Alice, você é cruel consigo mesma e ainda mais cruel com os outros.

— Que bom que você sabe. Bernardo, já estamos quites há muito tempo. Pode parar de me perseguir?

Bernardo a prensou bruscamente contra a parede.

No rosto arrogante, surgiu uma sedução maliciosa: — E se eu não quiser?

— Por que eu deveria te soltar só porque você quer?

— Alice, foi você quem quis casar comigo e me provocou primeiro. Por que acha que pode sair a hora que quiser?

A respiração dele ficava cada vez mais quente.

A sensibilidade de Alice era provocada com precisão pelo homem.

Ele observava satisfeito os olhos magníficos de Alice brilharem com lágrimas, enquanto seus movimentos tornavam-se cada vez mais ousados e deliberados.

— Bernardo Fontes, você é um pervertido?

— Você tem razão, eu sou um pervertido. Eu sou um masoquista; mesmo sabendo que você não tem coração, eu ainda quero te ver, quero estar com você...

Antes que ele terminasse, Alice mordeu seus lábios com força.

 

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