localização atual: Novela Mágica Moderno Divórcio de Bilhões: O Arrependimento do Meu Ex Canalha ​​​​​​​Capítulo 64

《Divórcio de Bilhões: O Arrependimento do Meu Ex Canalha》​​​​​​​Capítulo 64

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Capítulo 64: Ele é um sem-vergonha, e ela está furiosa

Alice colocou a comida nos pratos e ainda cortou uma porção de frutas. Ela chamou o jovem de temperamento difícil que estava jogado no chão: — Vai comer ou não?

O jovem a ignorou.

— Se comer tudo, eu te conto uma história.

O jovem levantou-se, a contragosto.

Os dois ficaram em silêncio, ouvindo apenas o som da mastigação.

Após terminarem, Alice pegou um copo de água e sentou-se no sofá; o jovem continuou sentado no chão, com uma expressão de mágoa que lembrava um cachorrinho abandonado pelo dono.

Alice concentrou-se: — Eu tive um sonho. Eu era morta pela Isadora Matos, e a minha família era alvo de uma armação feita pelas pessoas por trás dela, acabando na falência.

— Você...

— Shhh, me escute.

Enquanto Alice falava, Henrique ouvia com atenção. Nenhum dos dois percebeu que a porta fora aberta e um pequeno objeto com uma luz vermelha piscante fora colocado ali dentro.

— Eu não tenho medo de morrer, mas tenho medo que as pessoas que amo morram. O mundo daquele sonho era terrível: meus pais na miséria, meu irmão com uma morte trágica... antes de abrir os olhos, eu nem sabia se algum dos meus familiares queridos ainda estava vivo. Naquele sonho, você não existia.

Henrique, se você não tivesse vindo me procurar, eu já teria esquecido que tive um irmão com quem tive laços tão profundos na infância.

Ao acordar, eu te encontrei e fiquei feliz, mas foi apenas felicidade. Henrique, eu não quero te arrastar para o meu mundo, mesmo que você diga que me ama.

As palavras que Henrique queria dizer ficaram todas presas na garganta.

Alice disse calmamente: — Independentemente desse sonho ser real ou não, eu não cometerei o mesmo erro de novo.

— Quer dizer que você ainda gosta do Bernardo Fontes e vai escolher ele de novo?

— É claro que não! No sonho, eu o amava a ponto de perder a mim mesma, perder minha família, minha dignidade e minha vida. Eu já amei o suficiente; já cumpri minha promessa inicial.

Após acordar, eu não amarei homem nenhum, nem ele, nem você. Homens não são mais importantes para mim. O que eu realmente quero é a prosperidade dos Guimarães e a minha liberdade para viver conforme o meu coração.

Henrique disse gaguejando: — Eu não serei um obstáculo para você, eu vou apenas te ajudar.

— Eu sei que não seria, mas eu não quero. Não quero mais perder tempo com o chamado "amor", entende?

Henrique murmurou para si mesmo: — Então você acha que namorar é perda de tempo? Só por causa de um sonho, você não vai me dar nem uma chance?

— Entre nós existe apenas afeto de irmãos.

As palavras de Alice foram tão definitivas que Henrique ficou sem argumentos.

— Eu sei que você não é alguém que fica bêbado facilmente. Naquela noite com a Vitória... não foi apenas bebedeira, foi?

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Henrique apressou-se em explicar: — Eu vi o Bernardo te levando e fiquei com tanta raiva que usei o álcool para me anestesiar. Depois, eu confundi a Vitória com você. O abraço dela era tão quente, exatamente como o seu há dez anos.

— No fundo, você a usou como um substituto da "eu de dez anos atrás" ou usou a "eu" como desculpa para avançar com ela? Você tem clareza disso no seu coração?

Os olhos de Henrique transbordavam confusão, e logo seu semblante tornou-se sombrio:

— Alice, você pode não gostar de mim, pode não aceitar o meu amor, mas não pode negar o que eu sinto! Tratar-me assim é cruel demais!

Alice levantou-se lentamente e deixou o copo de lado.

— Pois saiba que eu sempre fui uma mulher cruel, não mereço o seu amor.

— Alice Guimarães—!

— Se você for homem de verdade, assuma a responsabilidade até o fim. Não me faça perder o respeito por você.

Alice conteve a culpa em seu íntimo e abriu a porta para sair.

Henrique levantou-se do chão para ir atrás dela.

Mas sua mão estendida congelou no ar.

Assumir a responsabilidade até o fim.

Ela estava decidida a empurrá-lo para outra mulher.

Heh.

Ela não entendia. Não entendia o quanto ele a amava.

Henrique, como quem pune a si mesmo, pegou o celular e discou um número.

— Eu vou me casar com a herdeira dos Vitória!

...

Ao sair, Alice olhou para o céu nublado e soltou um riso amargo.

Ela não pegou o carro, mas saiu caminhando passo a passo pelo condomínio de vilas.

A chuva veio rápido, forte e impetuosa; sua silhueta esguia parecia especialmente frágil sob a tempestade.

Frágil a ponto de parecer que quebraria a qualquer momento.

Contar em voz alta o pesadelo da vida passada consumira todas as suas energias.

Ela forçara Henrique a casar com Vitória não apenas pela amiga, mas por ele.

Ele deveria viver uma vida normal, como se nunca tivessem se reencontrado na vida passada, em vez de sofrer ao lado dela no inferno, fazendo de tudo por vingança e negócios.

A chuva ficava cada vez mais forte.

O corpo de Alice cambaleou, quase caindo.

Um grande guarda-chuva preto surgiu sobre sua cabeça.

Ela virou-se para olhar, e seu rosto ficou ainda mais pálido.

Com os lábios trêmulos e o olhar em chamas de raiva e ódio:

— Suma.

Após um longo silêncio, ela cuspiu apenas essa palavra, empurrou o homem bruscamente e entrou na cortina de chuva.

A mão de Bernardo tremeu, e o guarda-chuva caiu no chão.

Ele queria saber como ela convenceria Henrique, ou se ela abandonaria a amizade com Vitória para ficar com ele.

Mas o que ele ouviu fez sua espinha congelar.

No sonho dela, ela morria, os Guimarães faliam e até a família dela...

Ela não disse o que ele fizera no sonho.

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Mas aquele "já amei o suficiente" fora tão definitivo, tão exausto.

Ele não conseguia distinguir se ela falava de um sonho ou da realidade.

Ele jamais a machucaria; por mais que Isadora fosse mimada, ele nunca permitiria que algo assim acontecesse.

Que papel ele desempenhara no sonho dela?

— A Senhora desmaiou! — A voz de Zeca interrompeu seus pensamentos.

Ao ver aquela silhueta caída ao chão, o peito de Bernardo apertou-se inexplicavelmente.

Era como se um par de mãos gigantes estivesse esmagando seu coração; ele mal conseguia respirar.

— Alice Guimarães! — Ele correu e pegou a mulher desmaiada nos braços.

— Para o hospital! Chame o Rafael!

Zeca correu para pegar o carro.

Meu Deus, ele nunca vira o patrão tão descontrolado e desesperado.

Dava medo.

...

Ao abrir os olhos, Alice viu inúmeras chamadas perdidas, a maioria de Vitória.

Ela ainda estava tomando soro.

Não atendeu por vídeo, apenas retornou a ligação.

— O que houve?

— O que você disse para o Henrique? Ele decidiu que quer casar comigo, e a família Yuri já está enviando gente para pedir minha mão e discutir o noivado.

Alice sorriu ao ouvir: — Parabéns.

— Alice, o que você fez?

— Eu não fiz nada, apenas pedi que o Henrique fosse um homem de responsabilidade.

— Ele...

Se ele realmente quisesse assumir a responsabilidade, teria admitido o que houve naquela noite há muito tempo.

Não esperaria que o assunto viesse à tona para decidir agir.

Vitória respirou fundo e disse: — Você está realmente disposta a deixá-lo para mim?

— Que bobagem é essa de "deixar"? Primeiro, ele não é meu. Segundo, não sou eu que estou te dando ele; é o destino de vocês. Valorize-o, ele é um homem bom.

Vitória disse soluçando: — Você não me culpa e ainda me ajuda, eu realmente...

— Somos como irmãs de sangue, para que isso agora? Além do mais, você e o Henrique formam o par mais perfeito. Acredite em mim, você será feliz.

Vitória não sabia se seria feliz, mas valorizaria o que tinha agora.

Não importava o que acontecesse no futuro, ela não se arrependeria.

Para o bem ou para o mal, ela assumiria as consequências.

Alice conversou mais um pouco com Vitória e, ao ouvir batidas na porta, inventou uma desculpa para desligar.

— Entre.

Ao ver quem entrava, um lampejo de decepção quase imperceptível passou por seus olhos.

Rafael vestia o jaleco branco, com seu ar descontraído de sempre: — Você deve estar muito ocupada para chegar ao ponto de desnutrição e exaustão por falta de sono.

— Obrigada.

— Você devia agradecer ao Bernardo. Infelizmente, ele já foi.

Alice não respondeu. Rafael achou sem graça e seus olhos brilharam com malícia: — Você já sabe que eu ia pedir a mão da sua amiga?

— Os boatos sobre a aliança das famílias de vocês estavam a todo vapor, como eu não saberia? Rafael, você não serve para a minha amiga, tire o cavalinho da chuva.

— Ora, ora... como se eu fizesse tanta questão de casar com ela. Se não fosse por...

Rafael parou bruscamente.

Quase deixou escapar o segredo.

— Não imaginei que os Vitória voltariam atrás. Já estava tudo certo com a minha família, e de repente eles decidem se aliar aos Yuri do Leste. Prometer a filha para duas famílias... a família Vitória não é um tanto sem-vergonha?

— Sem-vergonha é você, que queria se aproveitar da herdeira dos Vitória. Não pense que eu não sei que o Bernardo Fontes estava por trás disso. Faça-me um favor e pergunte a ele: se ele quer me atingir, que declare guerra diretamente, mas que não envolva inocentes.

O canto da boca de Rafael tremeu. Ele lançou um olhar furtivo para o bolso onde guardara o celular. Foi um ataque direto?

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