《Divórcio de Bilhões: O Arrependimento do Meu Ex Canalha》Capítulo 44

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Capítulo 44: Ela é alguém que já morreu uma vez

Bernardo estava de fato embriagado; ele acabou ouvindo Alice lhe fazer uma pergunta absurdamente ridícula e infantil.

— Por que eu mataria você?

— Por exemplo, se eu estivesse no caminho entre você e a Isadora Matos. Ou então, se você quisesse engolir o Grupo Guimarães. Ou talvez, se você simplesmente me detestasse e desejasse que eu desaparecesse para sempre. — Alice listou vários motivos para ele matá-la.

Ela o encarava com um olhar sereno.

Não era apenas ele quem estava bêbado; ela também estava um pouco, a ponto de discutir tal assunto com ele.

Nesta mesma época na vida passada, ele parecia não detestá-la tanto assim.

Depois que se tornaram um casal de verdade, ele até mantinha uma frequência regular de sexo com ela.

Logicamente, ele não seria tão cruel a ponto de matar a mulher com quem dividia a cama.

O tom de Alice tornou-se levemente urgente: — Ou quem sabe, se a Isadora quisesse me matar, você não concordaria, mas também não a impediria, assistindo friamente ela acabar comigo para depois estender a mão e protegê-la.

— Alice Guimarães. — Os lábios dele pressionaram a testa de Alice. — Você enlouqueceu de vez.

Por que ela insistia em projetá-lo da pior forma possível?

Por que achava que ele era desprovido de cérebro a ponto de deixar Isadora Matos cometer um assassinato impunemente?

— O que eu sinto pela Isadora...

— Eu te pergunto pela última vez: se a Isadora Matos quisesse me matar, você a ajudaria?

Bernardo apertou o rosto de Alice com força, uma pressão forte o suficiente para fazer qualquer um recuperar a sobriedade.

Ele disse com ferocidade: — Eu não sou tão canalha, nem seria tão perverso. Além disso, a Isadora não mataria ninguém, e eu jamais permitiria que ela cometesse um crime!

Alice observou a expressão solene do homem tão perto de si e, por um instante, sentiu-se atordoada.

A essência de um homem não muda.

Se ele tivesse uma intenção assassina na vida passada, teria nesta também.

Se ele permanecia coerente nesta vida, então na vida passada...

Será que... houve algum mal-entendido?

Alice ergueu a mão. Bernardo achou que ela fosse batê-lo, mas não esperava que ela desse um tapa violento no próprio rosto.

Alice precisava daquele tapa para acordar.

Como ela podia se deixar levar pelas mentiras desse homem? Achar que, se ele ainda não agiu, é porque não agiria; achar que nem na vida passada, nem nesta, ele a mataria.

Ela é alguém que já morreu uma vez! Como pode acreditar tão facilmente nas palavras desse homem!

Ela merecia aquele tapa!

Bernardo ficou paralisado por um momento antes de segurar a mão dela. — Você ficou louca, não ficou?

Alice mordeu o lábio: — Eu só queria ficar um pouco mais lúcida.

Ela jamais poderia amolecer o coração.

Muito menos depositar confiança nesse homem.

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Isso a levaria à morte!

Bernardo não conseguia decifrar o olhar de Alice, nem entendia o que ela dizia...

Ele apenas sentia a repulsa dela por ele, além daquela dor e ressentimento que ela não conseguia reprimir.

— O que foi que eu fiz para você me odiar tanto?

Após murmurar isso, Bernardo a soltou, levantou-se e saiu do quarto.

Alice ficou caída sobre o tapete.

POW.

Subitamente, ouviu-se o som do corpo do homem atingindo o chão do lado de fora.

Alice praguejou baixinho e tratou de guardar todas as suas emoções para ir socorrê-lo.

Viver já era exaustivo demais, será que dava para parar com tantas confusões?

Será que dava para ele não a fazer acreditar, vez após vez, que ele se importava com ela?

...

No meio da noite.

A mão de Bernardo tocou algo macio. Ele abriu os olhos e viu a pequena mulher debruçada ao lado de sua cama.

Com ternura, ele a pegou e a colocou em sua cama.

Observando como ela dormia profundamente, ele não pôde evitar um leve sorriso. Ela bebera bastante hoje; nem percebeu quando ele a levou para a cama.

O comportamento dela nesta noite fora muito anormal, especialmente aquelas perguntas que lhe fizera.

Bernardo queria entender o que, afinal, essa mulher passara para chegar a pensar que ele queria matá-la.

Ele suspirou e envolveu a cintura delicada da mulher com o braço.

A sensação era ótima.

Ele até chegara a sonhar, várias vezes, com cenas que não deveria.

Como se eles já fossem um casal há muito tempo, como se ela já fosse a mulher dele desde sempre.

...

Alice abriu os olhos e percebeu que estava dormindo na cama, enquanto o canalha que desmaiara na porta ontem à noite havia desaparecido.

Ao levantar para tomar o café da manhã, Luana lhe deu uma notícia bombástica: — A Segunda Senhorita voltou ao país!

Alice quase cuspiu o mingau ao ouvir a notícia. — A Paola (Fu Yao) não estava estudando no exterior? Como...

— A Segunda Senhorita concluiu os estudos. Ela voltou para participar de uma grande competição nacional de balé e chegou com meio mês de antecedência para se preparar.

— Ah...

Se Isadora Matos era o "anjo puro" de Bernardo, Paola era seu único ponto fraco.

A mãe de Bernardo falecera cedo, e o pai era um mulherengo inveterado que detestava administrar a empresa, passando os dias entre festas e amantes pelo mundo todo.

Paola tinha apenas três anos quando a mãe morreu, por isso foi criada praticamente por Bernardo.

Aos quatorze anos, quando ela quis aprender balé, Bernardo a enviou para estudar com Alice (Alice), uma renomada bailarina internacional no exterior.

Alice conhecera Paola no dia do casamento.

A garota era doce e bonita, parecendo frágil e delicada. Se Isadora era uma "falsa lótus branca", Paola era uma verdadeira "lótus da neve", uma fada na Terra.

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Porém —

Ela não gostava de Alice.

E nunca a chamara de "cunhada".

Alice disse indiferente: — Se voltou, voltou. Contanto que não venha me provocar, por mim tudo bem.

Ela estava ocupada demais reorganizando os problemas internos da linha

Memória

; não tinha tempo para isso.

— A Pequena Senhorita não é que não goste apenas da Senhora; ela também não gosta da Senhorita Isadora. Senhora Alice, na verdade ela é apenas muito apegada ao patrão, vendo-o como seu único parente real, por isso não quer que ninguém divida a atenção do irmão.

Luana tentava a todo custo falar bem de Paola.

Alice fez um sinal de descaso: — Não guardo rancor dela. Pensando bem, o aniversário de dezoito anos dela está chegando, preciso preparar um presente.

— Eu sabia que a Senhora era generosa! O patrão ter se casado com a Senhora é uma sorte de várias vidas!

Alice riu friamente: Sorte?

Um casal em conflito conta como sorte?

Após o café, Alice foi para a empresa. Diante das tentativas de Isadora Matos de difamá-la e prejudicar a

Memória

, Alice simplesmente publicou o acordo que fizera com Jorge Matos nas redes oficiais.

Ao descobrir que suas ações foram compradas por sua rival, Isadora não aguentou. Chorou e implorou a Bernardo para que tomasse uma atitude contra Alice.

Não se sabe o que Bernardo pensou, mas ele ordenou que Zeca escoltasse Isadora pessoalmente até o Grupo Guimarães para ver Alice.

Na sala de visitas, Alice bebia chá com elegância, observando a aparência exausta de Isadora.

— Alice Guimarães, se eu te difamei ou não, você sabe bem. Eu aceitei que o Leo me batesse por sua causa, aceitei que o Bernardo levasse uma facada por você e até que ele me prendesse! Mas por que você comprou as ações da minha empresa?

Alice fingiu confusão: — Eu comprei as ações das mãos do seu pai, o Senhor Jorge. Paguei cinquenta milhões por elas. Aliás, se o Jorge não acredita no futuro da sua empresa e preferiu o dinheiro vivo, o que eu tenho a ver com isso?

Isadora mordeu o lábio: — Você sabe que meu pai me despreza e que só investiu em mim para ganhar pontos com o Bernardo. Você propôs a compra de propósito, não foi?

— Ora, então você sabe que, sem o Bernardo Fontes, nem o seu pai nem os estranhos te dariam valor. Se a sua vida é tão sofrida, por que insiste em atacar os outros? Seu negócio fracassou e você quer arrastar os outros junto; seu problema é puramente psicológico!

— O que eu posso fazer? Sou apenas uma filha ilegítima, não tenho parte na herança dos Matos. Se eu quiser viver bem, tenho que aprender a ganhar meu próprio dinheiro, eu...

Isadora pareceu lembrar de algo e, subitamente, avançou até Alice, gritando: — Você colocou algum espião ao meu lado, não foi?

Alice não deu a mínima para o drama dela. Ela apertou o queixo de Isadora, encarando-a de cima com autoridade.

Em sua voz, havia um ódio denso e gélido que chegava aos ossos:

— Se quer engolir os Guimarães, tente fazer isso por conta própria. Que tipo de talento é esse de usar truques sujos e venenosos? Acha mesmo que, só porque a Lin Hua te protege, eu não ousaria tocar em você?

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