《Divórcio de Bilhões: O Arrependimento do Meu Ex Canalha》Capítulo 24

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Capítulo 24: Alice! Em! Quem! Você! Está! Pensando!

Alice deu a si mesma o título honorário de "a melhor amiga do país para se enganar".

Assim que chegou ao hospital com Vitória, a amiga foi descobrir em qual quarto Yuri estava internado. Embora pessoas ricas e poderosas geralmente fiquem na ala VIP, existem níveis de exclusividade, e aquele sujeito estava no nível mais alto.

As duas pegaram o elevador privativo direto para a cobertura.

Assim que saíram do elevador, deram de cara com um rosto amargo.

— Droga! Devia ter consultado o horóscopo hoje, olha só quem a gente encontra: a piranha! — Vitória resmungou irritada.

Alice lançou um olhar para Isadora Matos.

Normalmente, essa sonsa agia como um pavão orgulhoso, cheia de arrogância em qualquer lugar; por que estava tão discreta hoje?

Isadora usava um vestidinho simples e um chapéu, com o rosto pálido como um fantasma.

Ao ver Alice, ela não teve coragem nem de abrir o seu "leque de pavão"; apenas murmurou um "que azar" e entrou no elevador.

Vitória riu: — Você deu uma surra nela a ponto de ela ficar dócil?

— ... Na verdade, não.

As duas deram apenas alguns passos quando Isadora saiu correndo do elevador novamente.

— Alice Guimarães, espere! Eu quero saber: que tipo de feitiço você jogou no Bernardo? Por que ele me mandou desistir?

Ele não só a mandou desistir do concurso de perfumes, como ordenou que ela ficasse na mansão sem sair de casa.

Tudo isso apenas por causa daquela história da droga?

— Com certeza você falou mal de mim pelas costas dele, fazendo o Bernardo pensar que eu sou uma mulher má. Sua vadia sem-vergonha!

Alice ergueu as sobrancelhas e, com naturalidade, deu um tapa no rosto pálido de Isadora. Seu olhar transbordava desprezo e asco:

— Ora, parece que o Bernardo recuperou o cérebro. Ele finalmente percebeu que não deve deixar uma piranha sonsa como você sair por aí passando vergonha.

— Você... você...!

Isadora, agredida e insultada, explodiu de raiva:

— Alice, mesmo que o Bernardo esteja bravo comigo por um erro, eu sempre serei a mulher mais importante no coração dele! Você é apenas um acessório. Não pense que ganhou o jogo!

Essas palavras ainda causaram uma pontada de dor em Alice.

Afinal, na vida passada, ela amou Bernardo Fontes ao ponto de perder a dignidade, um amor de vida ou morte.

Nesta vida, ela enxergou a verdade e desistiu dele, mas o coração ainda tinha espasmos involuntários de vez em quando.

— Você adoraria ser um acessório, mas a família Fontes te aceitaria? Por que não se contenta em ser o canário de estimação do Bernardo em vez de sair por aí enojando os outros?

A resposta de Alice quase matou Isadora de fúria.

Ela ia retrucar, mas viu Eduardo abrir a porta do quarto e sair; imediatamente, ela fugiu dali.

Não podia deixar Bernardo ver seu lado barraqueiro; ela não era uma mulher vil e de língua venenosa como Alice, precisava manter sua aura de pureza e gentileza.

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Alice nem entendeu por que Isadora correu daquele jeito, como se houvesse alguém com uma vassoura atrás dela.

— Essa piranha tem transtorno de personalidade, só pode — Vitória murmurou, pegando o braço de Alice e caminhando para o quarto.

Eduardo, ao ver Alice, gritou surpreso e animado:

— Senhora Alice! Veio ver o patrão? O senhor Fontes ainda está com febre, mas insiste em trabalhar mesmo doente. Eu não consigo convencê-lo a parar, mas a Senhora...

— Para onde a Senhora está indo? O quarto do patrão é este aqui!

— Senhora Alice?

A resposta para Eduardo foi o som da porta do quarto em frente sendo fechada com força.

Ele coçou o nariz: "Cacete! Entendi tudo errado! A patroa não veio ver o chefe!".

— A Alice chegou? — Lá de dentro, veio a voz fria e arrogante de Bernardo.

Eduardo sentiu-se péssimo: — Er... eu me confundi de pessoa.

...

Alice colocou a cesta de frutas que Vitória comprou sobre a mesa e observou a decoração do quarto.

Tudo repleto de jasmins.

Quem diria que o Yuri gostava de jasmim.

— Alice querida, eu sabia que você viria especialmente me ver. Estou tão emocionado, o que eu faço?

Vitória queria fingir que era invisível, mas...

— Senhor Gustavo, a Alice nem sabia que você estava internado. Fui eu quem a arrastou até aqui.

— Ah, obrigado, Senhorita Vitória.

Yuri — ou melhor, Gustavo Henrique — foi educado com Vitória, mas manteve uma distância fria.

— Alice, o que está olhando? Esse é o meu novo projeto,

Jasmim Flutuante

. Quer testar?

Alice pegou o pequeno frasco branco; era a obra-prima de Gustavo.

— Então você foi internado porque...

— Inalei gás tóxico em excesso — Gustavo disse sem jeito.

Qual perfumista acaba no hospital por causa da própria criação? Ele era o primeiro, com certeza.

Alice soltou um "ah" e aplicou uma gota da essência no dorso da mão, espalhando-a.

O aroma era cristalino. As notas de saída e de coração eram comuns, mas as notas de fundo...

Alice abriu os olhos subitamente, com o olhar repleto de surpresa e urgência:

— Onde você conseguiu essa fórmula? Não... essa é sua nova criação, você deve ter alterado a fórmula, mas os passos e ingredientes essenciais são os mesmos... Você...

A urgência de Alice deixou Vitória chocada. Raramente via a amiga perder a calma.

— Você reconheceu? Hehe, essa é uma fórmula que minha mãe deixou. Eu fiz algumas modificações.

Alice ficou sem fôlego.

A mãe dele?

Será que...

Toc, toc, toc.

— Senhora Alice, ainda está aí? — era a voz de Eduardo.

Educado, respeitoso, mas com um toque de urgência.

— Alice, se você quiser, eu recebo alta hoje mesmo e volto para a Mansão Yuri. Eu te mostro a fórmula original e te conto a história por trás desse perfume.

Alice assentiu sem hesitar: — Combinado.

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— Então vou preparar o jantar. Nos vemos à noite.

— Sim.

Alice abriu a porta e perguntou, irritada: — O que foi?

— O patrão quer vê-la.

— Não tenho tempo.

— O senhor Fontes disse que o gerente regional do Sul fará o relatório hoje à tarde.

Alice respirou fundo: — Espere.

Ela fechou a porta novamente.

— Vitória, converse com o Gustavo, eu volto num instante.

— Não me chame de Senhor Gustavo, Alice. Me chame de Henrique; era como minha mãe me chamava.

Alice refletiu por um momento e um sorriso surgiu em seus lábios:

— Tudo bem, Henrique.

Vitória olhou horrorizada para a amiga e depois para o jovem de rosto angelical que parecia ter ganhado o dia!

Cacete!

Será que ela perdeu algum capítulo bombástico dessa história?

Por que ela sentia que sua preciosa "flor de Alice" estava prestes a ser colhida por aquele "porquinho"?

Assim que Alice saiu, Vitória ficou séria:

— Senhor Gustavo, não importa o que você tenha com a Alice, eu preciso te avisar: ela é esposa de Bernardo Fontes. O casamento entre os Guimarães e os Fontes foi testemunhado pelo país inteiro. Se você está tentando roubar a mulher de outro...

— A Alice e o Bernardo vão se divorciar cedo ou tarde. Eu não chamo isso de roubo, chamo de proteção de um cavalheiro.

Vitória revirou os olhos: — Você lê muitos romances juvenis? "Cavalheiro"? Minha amiga não precisa de cavalheiro, ela precisa é do poder em suas mãos!

— Eu posso dar isso a ela. Minha família, os Gustavo do Leste, pode bater de frente com os Fontes. Ela precisa de mim!

Vitória: — ... O que mais eu posso dizer?

A amiga estava mesmo em uma maré de sorte com os homens. Qualquer um que aparecia era um herdeiro de um império bilionário.

— E o que você queria comigo? Já que trouxe a Alice para me ver, se não for nada exagerado, eu aceito — disse Gustavo.

O contrato veio tão fácil que Vitória sentiu que tinha ganho na loteria.

...

— Qual é a sua relação com o Gustavo Henrique?

O homem sentado na cama do hospital estava pálido e gélido. Mesmo que aquele rosto fosse uma obra de arte divina, não despertava em Alice nenhum sentimento romântico ou admiração.

Ao saber que o vizinho de quarto era o "ator" Gustavo, Bernardo não conseguiu ficar parado e usou os recursos do Sul para obrigar Alice a vê-lo.

A irritação e impaciência indisfarçáveis dela o provocavam profundamente.

Bernardo saltou da cama, agarrou o braço dela e a prensou contra um canto da cama:

— Alice Guimarães, eu estou falando com você!

Alice não tinha o que dizer.

Ontem à noite, enquanto queimava de febre, ele chamava pelo nome de Isadora Matos. Mesmo inconsciente, ele lembrava que precisava protegê-la.

As imagens da vida passada, de quando foi morta por Isadora, ecoavam em sua mente. Ela não podia ignorar seu ódio; apenas tentava conter o impulso de cometer um crime antes de concluir sua vingança.

Bernardo detestava o silêncio dela, como se ela pudesse desaparecer a qualquer momento.

Ele rangeu os dentes e perguntou com crueldade:

— ALICE GUIMARÃES! EM! QUEM! VOCÊ! ESTÁ! PENSANDO!

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