A sensação de estar acima das nuvens foi estimulante demais, tornando Alice Guimarães excepcionalmente carente.
Quando ela não estava assim, Gabriel já tinha dificuldade em se controlar; agora que ela se aninhava em seus braços pedindo beijos e abraços com aquela voz doce, ele não resistiu.
Razão, contenção e moralidade foram deixadas de lado.
Os movimentos tornaram-se mais intensos, o ritmo mais acelerado, como se quisessem fundir seus batimentos cardíacos e respirações em um só.
Alice sentiu a cabeça girar, sua consciência flutuando acima das camadas de nuvens até que, exausta, ela finalmente desmaiou.
Ela sequer soube quando o avião pousou.
Gabriel a carregou do jato para uma lancha e, finalmente, para uma vila de luxo, deitando-a suavemente na cama. Ela não acordou nenhuma vez durante o trajeto.
Dormia profunda e serenamente.
Somente quando o horário planejado se aproximou, Gabriel a acordou.
Alice abriu as pálpebras pesadas com dificuldade, enfiando-se no peito dele como uma gatinha que acaba de despertar, esperando o corpo "ligar" lentamente. Ao fundo, ouvia-se o som suave das ondas.
— Onde estamos?
— Na Polinésia Francesa, no Taiti.
— Em qual ilha?
— Ela ainda não tem nome.
— Hum? — Alice olhou para ele, surpresa. — Como assim não tem nome?
— Eu a comprei recentemente — ele explicou com um olhar terno. — Estou esperando que você dê um nome a ela.
Alice arregalou os olhos e sorriu: — É um presente para mim?
— Sim. — Gabriel selou os lábios dela com um beijo suave como a brisa de verão. — Feliz aniversário, meu bebê.
Alice o abraçou, emocionada. — Avião, ilha particular... você não tem medo de me mimar demais?
— Não. Se você quiser e eu tiver, será seu.
Após um banho, Alice surgiu deslumbrante em um vestido de seda vermelho da Dior e saltos Jimmy Choo.
Gabriel também estava formal, em um terno preto impecável. Eles jantaram sob um céu estrelado que parecia salpicado de diamantes.
Após o bolo, Gabriel a levou para caminhar pela passarela de madeira na praia.
De repente, fogos de artifício explodiram no céu, iluminando o oceano como se fosse dia.
Alice ficou maravilhada, lembrando que nem os hotéis cinco estrelas que visitara tinham um show tão belo.
Mas a surpresa não parou por aí.
Centenas de drones subiram ao céu, formando uma galáxia cintilante que escreveu:
Feliz Aniversário, Nini
. E logo depois:
Case-se comigo, Nini
.
Alice paralisou. Gabriel já estava ajoelhado, segurando uma caixa de veludo azul com um anel de diamante rosa
Fancy Vivid Pink
deslumbrante.
— Nini, você aceita se casar comigo?
— Mas... nós já somos casados — ela murmurou com os olhos marejados.
— Eu sei. Mas da primeira vez não foi por sua vontade. Agora, quero que você pense sem pressões externas. Você aceita passar a vida comigo?
Ele confessou que, antes dela, não acreditava no amor ou em um futuro compartilhado, mas agora não conseguia imaginar a vida sem ela. — Nini, eu te amo de todo o coração, do fundo da minha alma, com um sentimento que nunca tive por ninguém. Deixe-me cuidar de você pelo resto da vida, sim?
Alice já estava com a visão embaçada pelas lágrimas que caíam como cordas rompidas.
Incapaz de falar, ela apenas assentiu vigorosamente e estendeu a mão esquerda. Gabriel deslizou o anel em seu anular e a abraçou com força.
— Bebê, não chore. Amanhã seus olhos estarão inchados.
— Eu... eu não queria chorar, mas não consigo parar... Gabriel, vou guardar o que você disse para sempre, e você também tem que guardar!
— Eu vou — ele prometeu, beijando o topo de sua cabeça.
Como ela estava sem forças, Gabriel a carregou de volta para a vila.
Ao abrir a porta, Alice deparou-se com o quarto repleto de rosas equatorianas, cujo perfume inebriava o ambiente.
Ela desabou em choro novamente, emocionada. Gabriel, tentando acalmá-la, brincou:
— Se continuar chorando, vou ter que te castigar.
Alice levantou os olhos úmidos e disse com a voz doce: — Esta noite... eu sou sua. Pode fazer o que quiser.
O desejo de Gabriel atingiu o ápice. Ele ajoelhou-se diante dela, segurando seu tornozelo.
O contraste entre a pele alva de Alice e o tapete de pétalas vermelhas era inebriante.
Ele retirou os saltos dela e beijou sua perna, colocando-a sobre seu ombro.
...
Sob o céu estrelado e o som das ondas, Gabriel rendeu-se à sua mulher.
O vestido vermelho deslizou, e Alice entregou-se completamente ao calor daquele momento.
— Bebê... você é feita de água — ele suspirou, satisfeito.
— Olhe para mim — ele ordenou. — Diga que me ama.
Alice hesitou por um segundo, seus olhos refletindo apenas a imagem dele.
— Diga, bebê.
— Eu te amo... marido — ela sussurrou, abraçando-o.
O coração de Gabriel transbordou. Ele a beijou com uma paixão renovada, como se aquela palavra fosse o combustível que ele esperara por toda a vida.
A noite seguiu em uma entrega absoluta e feroz.
Ao final, exausta e aninhada nos braços dele, Alice sentiu uma paz que nunca conhecera.
Não era apenas o calor da paixão, mas uma segurança profunda, como se finalmente tivessem encontrado o coração um do outro.
Eles se olharam em silêncio, o mundo reduzido apenas àqueles dois, sentindo-se, pela primeira vez, plenamente completos.