localização atual: Novela Mágica Moderno Romance O CEO Gélido e a Herdeira Rebelde: Um Casamento por Contrato Capítulo 49: Esfaqueie a si mesmo para eu me acalmar

《O CEO Gélido e a Herdeira Rebelde: Um Casamento por Contrato》Capítulo 49: Esfaqueie a si mesmo para eu me acalmar

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O crepúsculo caía e o sol poente, vermelho como sangue, tingia as águas do rio de carmesim.

Próximo à margem, árvores retorcidas e secas serviam de poleiro para corvos, cujos grasnidos penetravam a atmosfera sombria da siderúrgica abandonada.

Alice estava sendo mantida por Renato na beirada do terraço, com uma faca encostada em seu pescoço. Abaixo deles, o abismo.

Alice estava dividida: rezava para que Gabriel não viesse para que ficasse seguro, mas ao mesmo tempo desejava que ele a salvasse.

Ela tinha apenas vinte e um anos e muitos sonhos a realizar. Mas, acima de tudo, ela queria que ele vivesse.

Renato sorriu ao ver faróis ao longe. — Ele chegou.

Gabriel surgiu no terraço, o rosto pálido e o olhar fixo nos ferimentos de Alice. Seu coração doía mais que qualquer ferida.

— Pare! — gritou Renato.

— Renato, solte a Nini. Aceito qualquer condição — disse Gabriel.

— É mesmo? — Renato jogou um punhal aos pés de Gabriel. — Então esfaqueie a si mesmo para eu me acalmar.

Gabriel pegou a arma sem hesitar. Alice tentava gritar sob a fita adesiva, balançando a cabeça em desespero.

— Rápido! Ou eu corto a garganta dela! — ameaçou Renato.

— Nini, feche os olhos. Não olhe — sussurrou Gabriel.

Alice não conseguiu fechar os olhos. Ela viu a lâmina brilhar e ser cravada diretamente no abdômen dele.

Renato riu de forma maníaca enquanto Gabriel, suando frio, tentava negociar através do comunicador em seu ouvido, esperando pelos atiradores de elite.

Mas Renato não queria dinheiro; ele estava fora de si. Gabriel jogou sua última cartada: o filho de Renato, Vitor.

Vitor apareceu no terraço, tendo desistido de fugir para o exterior. Ele implorou ao pai que soltasse Alice.

Renato, ao ver o filho pelo qual ele "planejara tudo", sentiu o mundo desabar.

Percebendo que Vitor nunca quereria o legado de sangue que ele construíra, Renato soltou Alice com um empurrão e saltou do terraço em direção ao vazio.

Gabriel correu e amparou Alice no chão antes de desfalecer. Na ambulância, Alice segurava a mão dele, sentindo o calor e o pulso de Gabriel sumirem.

— Gabriel, acorde! — ela gritava.

Gabriel abriu os olhos minimamente, tocou o rosto dela e sussurrou: — Não tenha medo... eu estou bem...

Sua mão caiu sem força. Alice entrou em choque, soluçando o nome dele enquanto o mundo escurecia ao seu redor.

 

No Hospital Anchieta, a luz vermelha do centro cirúrgico era a única coisa que Alice conseguia ver.

Todos chegaram: os sogros, Marcos, Artur, Pequena Ci... mas Alice não se movia.

Ela sentia que sua vida era uma sucessão de perdas: primeiro os pais, depois o avô em coma, e agora o homem que dera a vida por ela.

— A culpa é sua! — uma voz aguda cortou o silêncio.

Eunice Cavalcante avançou e empurrou Alice. — Você é um pára-raios de desgraça! Matou seus pais, matou seu tio e agora vai matar o nosso Gabriel!

Ricardo tentou pará-la, mas Eunice continuou berrando que Alice amaldiçoava todos ao seu redor.

PAFT!

Um tapa estalado atingiu o rosto de Eunice. Helena Cavalcante estava com o olhar gélido: — Mais uma palavra e eu acabo com você.

Alice, em estado de choque, desmaiou nos braços de Marcos e mergulhou em um pesadelo onde todos a deixavam sozinha.

Quando acordou, cinco dias depois, sentiu uma mão quente segurando a sua. Abriu os olhos e viu Gabriel.

— Nini, eu estou aqui — disse ele com foco total nela.

— Eu... estou sonhando? — ela sussurrou.

Gabriel beijou sua testa. — Não, bebê. Estou aqui.

Alice desabou em choro, abraçando-o. Helena entrou com sopa e deu uma bronca em Gabriel por ter levantado da cama para ver Alice antes de receber alta, já que o ferimento quase abrira novamente.

Por insistência de Gabriel, as camas dos dois foram colocadas lado a lado para que pudessem ficar de mãos dadas.

À noite, porém, Gabriel teve uma febre alta decorrente da cirurgia. Alice, ao sentir o calor do corpo dele, entrou em pânico e chamou os médicos. Enquanto olhava para o rosto pálido do marido sendo medicado, as palavras de Eunice voltaram a ecoar em sua mente.

"Ela é um pára-raios de desgraça!"

"O Gabriel vai acabar morrendo por causa dela!"

Alice segurou a cabeça, que latejava de dor. Em meio à escuridão do quarto de hospital, o pensamento sombrio se instalou:

Será que eu realmente trago azar para quem eu amo?

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