localização atual: Novela Mágica Moderno Romance O CEO Gélido e a Herdeira Rebelde: Um Casamento por Contrato Capítulo 45: Quem consegue comer enquanto chora, consegue resolver qualquer coisa

《O CEO Gélido e a Herdeira Rebelde: Um Casamento por Contrato》Capítulo 45: Quem consegue comer enquanto chora, consegue resolver qualquer coisa

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A névoa matinal envolvia os arranha-céus do centro da cidade, como feras gigantes à espreita.

Alice Guimarães, totalmente camuflada, apareceu silenciosamente em um camarote de um restaurante privativo discreto.

Gabriel serviu uma tigela de mingau para ela. — Coma primeiro, depois conversamos.

Alice sentiu um pressentimento sinistro. — Pode falar, eu aguento.

— A pessoa por trás da EN Capital... — Gabriel hesitou antes de revelar a verdade cruel — ...é o seu tio.

— O quê? — Alice tremeu. — Quem você disse?

— Seu tio, Renato Guimarães.

Alice negou com a cabeça, sem querer acreditar. Gabriel entregou-lhe o relatório com as provas.

À medida que lia, os dedos dela tremiam até não conseguir mais segurar os papéis. Um pilar importante em seu coração desmoronou.

Renato aproveitara o coma de Augusto e a confiança de Alice para usurpar o comando e desviar ativos.

— Chore se precisar — disse Gabriel, sentando-se ao lado dela.

Alice agarrou a camisa dele e desabou em um choro convulsivo. Gabriel a abraçou forte, sendo seu porto seguro em silêncio.

— Ele me enganou! Ele queria o Grupo Changyao desde o início! — Alice levantou o rosto com um ódio profundo nos olhos. — O grupo é a vida inteira do meu vovô! Como ele pode ser tão cruel?

Gabriel limpou as lágrimas dela. — Nini, não tenha medo. Eu estou aqui e não deixarei que ele consiga o que quer.

Alice assentiu, pegou a colher e começou a comer o mingau, mesmo soluçando.

— Vovô me disse uma vez: quem consegue comer enquanto chora, consegue resolver qualquer coisa. Eu sinto falta dele, Gabriel... por que ele não acorda?

As lágrimas quentes dela queimavam o dorso da mão de Gabriel. Ele a confortou até que ela se acalmasse.

Com o olhar agora firme, Alice retocou a maquiagem. Às dez da manhã, ela surgiu elegante e decidida na sala de reuniões da Changyao.

Renato presidia a mesa, propondo a venda da Changsheng Química para a EN Capital. Após vários diretores e o Segundo Tio-Avô apoiarem, Renato olhou para Alice e Thales.

— Thales?

— Apoio — disse Thales, sem conseguir olhar para Alice.

— E você, Nini?

Alice encarou a todos e disse com clareza: — Eu sou contra.

O choque foi geral. Como segunda maior acionista, Alice nunca tinha ido contra a maré.

Renato tentou tratá-la como uma criança mimada, mas Alice rebateu com dados técnicos sobre a lucratividade da subsidiária.

— É uma peça central da nossa cadeia produtiva. Por que o tio quer vendê-la? — Alice sorriu friamente e disparou o golpe final: — E por que o tio não explica qual é a sua relação com Maria Johnson, a sócia da EN Capital?

 

— Não sei do que está falando — mentiu Renato, pálido.

Alice jogou documentos sobre a mesa revelando a ligação entre eles.

Um dos diretores, Sr. Sun, apontou que, por ser uma transação entre partes relacionadas, o voto de Renato era inválido. Com o voto de Alice, a venda foi barrada.

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Alice saiu vitoriosa da sala, mas ao entrar no carro, uma memória a atingiu.

Ela lembrou de ouvir o pai e Thales discutindo anos atrás sobre Renato não ter capacidade técnica nem para ser gerente financeiro.

Por que, então, Thales — que tanto prezava pela competência — o indicaria para Presidente Interino agora?

A conclusão foi dolorosa: Thales traiu a família e aliou-se a Renato. A disputa entre Renato e o Tio-Avô fora apenas uma cortina de fumaça para enganá-la.

— Para o Grupo Cavalcante — ordenou ela ao motorista. Ela precisava ver Gabriel.

No saguão da empresa, sua beleza paralisou a recepção.

— Olá, procuro por Gabriel Cavalcante — disse Alice.

— Tem hora marcada? — perguntou a recepcionista, Vivien.

Alice negou, mas Vivien, pressentindo que ela era alguém importante, ligou para a presidência.

Dez minutos depois, o próprio CEO desceu para buscá-la, levando-a pelo braço para o elevador privativo sob os olhares atônitos da equipe.

No elevador, Gabriel a abraçou. — Por que veio de repente?

— Por quê? Tem algo escondido no escritório que eu não possa ver? — ela provocou.

Gabriel apenas sorriu e, assim que entraram na sala, a prensou contra a porta.

O beijo foi urgente, a língua dele explorando cada canto da boca dela, trazendo o calor que Alice tanto precisava para dissipar o frio da traição sofrida. Ela envolveu o pescoço dele, entregando-se ao momento.

— Meu pescoço está doendo... — ela murmurou entre beijos.

Gabriel a pegou no colo e sentou-se na cadeira presidencial com ela em seu colo, reiniciando o ataque.

Suas mãos subiram pelas costas dela, prendendo seus pulsos atrás do corpo e forçando-a a arquear o peito contra o dele. O atrito dos tecidos incendiava os sentidos.

Alice sentia a língua dormente e o fôlego curto quando Gabriel finalmente a soltou, dando um tapa leve em seu quadril:

— Desça agora.

 

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