localização atual: Novela Mágica Moderno Romance O CEO Gélido e a Herdeira Rebelde: Um Casamento por Contrato Capítulo 31: Bebê, hoje aqui, pode ser?

《O CEO Gélido e a Herdeira Rebelde: Um Casamento por Contrato》Capítulo 31: Bebê, hoje aqui, pode ser?

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As orelhas de coelho agitaram-se durante boa parte da noite e só sossegaram ao amanhecer.

Alice Guimarães, ao final, havia perdido quase completamente a consciência, lembrando-se vagamente de beber um pouco de água e ser levada ao banheiro; o restante era um borrão branco.

Gabriel pegou o vestido e, com calma, ajudou-a a vestir. A ponta de seus dedos quentes roçava a pele macia e delicada, provocando arrepios nela.

O vestido de veludo vermelho realçava suas curvas perfeitas, o sino na coleira emitia um som cristalino a cada movimento e, por fim, ele colocou a tiara de orelhas de coelho na cabeça dela.

Ele acariciou as orelhas de pelúcia, com um olhar profundo como um oceano sem fim.

— Que bebê linda — sussurrou ele no ouvido dela. — Bebê, abra os olhos e veja.

Alice estava escondida no peito dele, sem coragem de levantar a cabeça.

Só após muita insistência, ela espiou o reflexo no espelho.

Viu uma "coelhinha" de pele alva como a neve, lábios rosados e pernas longas; uma mistura de inocência e sedução.

— Eu já vesti. Pronto? — murmurou ela.

Gabriel sorriu: — Agora podemos começar.

Alice arregalou os olhos quando ele a tomou em um beijo tempestuoso. Ele a carregou até a ampla penteadeira de mármore.

O espelho à frente refletia as duas silhuetas — uma alta e poderosa, a outra frágil e delicada — fundindo-se em uma só. O som do sino ecoava pelo quarto, ora frenético, ora suave.

— Eu quero ouvir o sino — sussurrou Gabriel, prendendo os pulsos dela contra o próprio peito.

Quando Alice, à beira do colapso, implorou por misericórdia, Gabriel parou por um instante. Ele sentia que, apesar da intimidade física absoluta, ainda havia um vazio. Ele queria mais do que o corpo dela; queria o reconhecimento.

— Bebê, me chama — ordenou com voz rouca.

— Gabriel... — ela chamou, dengosa.

— Errado. Me chama de marido.

Alice sentiu um choque percorrer seu corpo, mas a timidez a impedia de pronunciar a palavra. Para tentar acalmá-lo, ela envolveu o pescoço dele e sussurrou: — Irmão... querido.

O olhar de Gabriel escureceu instantaneamente. Alice percebeu que, ao tentar negociar, acabara de cavar um buraco ainda mais profundo para si mesma naquela noite.

Na manhã seguinte, Alice tentou "se vingar" com chutes e socos leves ao acordar, mas Gabriel apenas a abraçou rindo.

— Bebê, não se irrite. Faz mal para a saúde.

Alice o mordeu no peito. — Homem cachorro! Você me provoca e depois vem com esse fingimento.

Gabriel a acalmou e Alice, com o queixo apoiado no peito dele, confessou: — Eu pensei muito sobre o caso do Xue. Eu não deveria ter escondido de você. Não foi por falta de confiança, é que estou acostumada a resolver tudo sozinha. Prometo que, da próxima vez, você será o primeiro a saber.

Mesmo no auge do inverno, Gabriel sentiu como se estivesse sob o sol da primavera. Ele a beijou na testa com ternura infinita.

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Era Natal, e o campus da USP estava decorado com luzes vermelhas e verdes. Alice saiu radiante da sua última prova e caminhava admirando os enfeites quando foi abordada por um colega, Tiago.

Tiago era modelo e já havia trabalhado para Alice em seus projetos de design. Após contar que assinara com uma grande agência internacional, ele se declarou:

— Alice, eu gosto de você desde o primeiro ano. Agora que tenho uma carreira estável, posso te perguntar: quer ser minha namorada?

Antes que Alice pudesse formular uma rejeição educada, uma voz gélida surgiu atrás dela:

— Ela não quer.

Gabriel apareceu sob a luz dos postes, emanando uma aura opressora. Ele abraçou Alice pelos ombros em um gesto de posse total.

— Quem é você? — perguntou Tiago, incomodado.

Alice interveio rapidamente: — Tiago, este é o meu... companheiro.

Tiago, chocado, tentou encontrar defeitos em Gabriel, mas falhou miseravelmente em altura, aparência e presença. Sua última cartada foi: — Este senhor parece bem mais velho que nós.

Gabriel sentiu sua expressão de superioridade trincar por um segundo. Após Tiago ir embora, Alice tentou acalmá-lo.

— Ele é só um colega que foi meu modelo. Não fique bravo~ — ela usou sua voz mais doce e se esfregou no peito dele. Gabriel se rendeu: — Não fale mais com ele.

Eles foram jantar em um restaurante de luxo com vista para a cidade. Enquanto comiam, Alice ouviu uma conversa na mesa ao lado sobre homens que, ao chegarem aos trinta anos, sofrem uma "queda drástica" no desempenho físico.

Ela olhou para Gabriel, que descascava uma lagosta para ela, e comentou baixinho:

— Você ouviu o que elas disseram? Que homens aos trinta perdem a energia. Você faz trinta ano que vem... deveria se cuidar mais.

Gabriel parou o que estava fazendo e a encarou com um olhar que escondia uma chama perigosa:

— Você está me chamando de velho?

— Não! É que... depois do que aconteceu na noite anterior, acho que você deveria se poupar um pouco. Pelo bem da sua longevidade — explicou ela, inocente.

Gabriel largou o guardanapo e sorriu de um jeito que fez Alice estremecer:

— Entendi. Vamos comer logo. Quero ir para casa.

Sob a luz do restaurante, o olhar dele era pura promessa de retaliação.

Que criaturinha que não teme o perigo

, pensou ele.

 

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