localização atual: Novela Mágica Moderno Romance O CEO Gélido e a Herdeira Rebelde: Um Casamento por Contrato Capítulo 29: A Armadilha de Alice

《O CEO Gélido e a Herdeira Rebelde: Um Casamento por Contrato》Capítulo 29: A Armadilha de Alice

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Com o fim do ano se aproximando, as atividades sociais multiplicavam-se. Gabriel Cavalcante, como CEO do Grupo Cavalcante, não podia evitar certas ocasiões importantes.

Felipe entregou-lhe um convite dourado: — Sr. Cavalcante, este é o convite para o Jubileu de Ouro do Presidente do Grupo Jinsheng e sua esposa, no próximo sábado.

Felipe achou que ele recusaria, mas Gabriel disse: — Responda que comparecerei com minha esposa.

Felipe pensou:

Será que o chefe quer apenas absorver a boa sorte do casal?

E ele não estava errado.

Gabriel queria celebrar a ideia de um casamento duradouro. Alice sugeriu presentear o casal com garrafas de licor e chá raros de cinquenta anos, o que foi prontamente elogiado pelos sogros, Ricardo e Helena.

No dia do evento, Alice estava deslumbrante em um vestido longo azul-celeste de ombros caídos, com um lenço de tule fino no pescoço.

Gabriel vestia um terno de risca-de-giz cinza escuro, com uma gravata combinando com o azul do vestido dela. No salão, Gabriel foi abordado para discutir negócios sobre robótica, e Alice aproveitou para ir ao salão de baile.

Lá, ela encontrou Xue.

— Srta. Guimarães, nos encontramos de novo — disse ele, aproximando-se.

— Olá, Sr. Xue — Alice sorriu educadamente. — Onde está a Ji?

— Ela foi buscar bebidas. Por que não está com o Gabriel?

— Negócios... é um tédio — Alice fez um biquinho charmoso.

Xue sentiu o coração disparar, seu olhar tornando-se mais predatório. Quando Ji voltou com bebidas, Xue trocou os copos e entregou um para Alice.

Alice bebeu sem hesitar. Momentos depois, ela começou a cambalear: — Sinto muito, estou tonta. Vou ao descanso.

Xue, prestativo, ofereceu: — Eu te ajudo.

Ele a conduziu, não para o salão de descanso, mas para um quarto de hotel no andar de cima, longe da multidão. Ao chegar na porta, ele tremia de excitação ao passar o cartão magnético. Mas, ao entrar com a Alice "desmaiada", uma voz feminina soou atrás dele:

— Xue? O que fazem aqui?

 

O triunfo no rosto de Xue sumiu instantaneamente, voltando à sua máscara de cavalheiro.

— Ji, a Alice bebeu demais, estou ajudando-a a descansar.

— Impossível — Ji desconfiou. — Ela aguenta bem a bebida. E o que eu trouxe era apenas um coquetel de frutas sem álcool.

Xue conteve a impaciência: — Talvez ela esteja passando mal. Ajude-me aqui.

Ji ajudou a colocar Alice na cama. Assim que se sentou no sofá para recuperar o fôlego, percebeu que Xue havia trancado a porta. O olhar dele agora era gélido e sombrio.

— Ji, você estragou meus planos. Esta noite, ela será minha por completo.

Ji empalideceu: — Você enlouqueceu?! Isso é crime!

Xue riu com desprezo: — Eu planejei tudo. Usei seu nome para chamá-la. As câmeras deste andar foram desligadas. E para você... — Ele tirou duas seringas do bolso — ...tenho um sedativo que fará vocês esquecerem tudo amanhã.

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Ji, desesperada, tentou atacá-lo com um cinzeiro, mas Xue a agarrou pelo pescoço, apertando com força. Ji lutava por ar, olhando para trás de Xue, quando seus olhos se fixaram em algo.

BUM!

Uma dor aguda atingiu a nuca de Xue.

Ele soltou Ji e virou-se cambaleando. Alice Guimarães, que deveria estar "inconsciente", estava de pé, segurando o cinzeiro com um olhar frio e lúcido.

— Você está bem? — Xue rosnou.

— Claro que estou — Alice sorriu. — Mas você não estará.

Ela levantou o pulso e disse para o relógio: — Podem entrar.

A porta foi derrubada e uma equipe de guarda-costas corpulentos entrou, imobilizando Xue no chão.

— Calem a boca dele. Não façam barulho para não estragar a festa dos anfitriões — ordenou Alice.

Ji, ofegante, perguntou: — Como... como você não foi dopada?

Alice sorriu e mostrou o lenço de tule no pescoço. Ela não engolira o vinho; cuspira-o silenciosamente no tecido.

— Este tecido é tão absorvente assim? — perguntou Ji.

— Não — Alice piscou, revelando um absorvente higiênico colado estrategicamente no verso do lenço. — O segredo é este.

Ji ficou em silêncio por um longo tempo antes de dizer: — Você é realmente... inesperada.

Por fora, parecia uma herdeira delicada; por dentro, era astuta como um gergelim preto.

— Vou aceitar como um elogio — riu Alice. — Por favor, não conte nada aos seus tios ou ao seu primo, não quero preocupá-los.

Ji, porém, olhou para trás de Alice com a voz trêmula: — Tarde demais.

— O quê? — Alice virou-se lentamente, seguindo o olhar da prima.

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Aqui está a tradução dos novos capítulos, mantendo a localização dos nomes, o tratamento e a formatação original:

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Gabriel entrou a passos largos, com uma aura imponente e a respiração pesada.

Seus olhos, habitualmente calmos e frios, estavam transbordando de ansiedade e inquietação.

Ele examinou Alice Guimarães da cabeça aos pés e depois olhou para Ji.

— O que faz aqui? — perguntou Alice.

Gabriel cerrou o maxilar: — Como vocês estão? Alguma de vocês se feriu?

— Eu estou bem. A Ji levou um aperto no pescoço — Alice explicou, virando-se para a prima. — Vamos acompanhar você ao hospital para um check-up?

Ji acenou com a mão: — Não precisa, a Alice agiu rápido, não me machuquei.

— Para o hospital. As duas — ordenou Gabriel, com uma autoridade que não admitia réplicas.

Ninguém ousou contestar. As duas o seguiram e passaram por exames detalhados. Ji estava bem, com apenas um trauma leve no pescoço.

No entanto, quando chegou a vez de Alice, o médico franziu o cenho: — O vinho continha uma dose alta de alucinógenos. Embora você tenha cuspido a tempo, ainda há vestígios no organismo. Precisamos de soro para limpar as toxinas.

O rosto de Gabriel tornou-se tão gélido que parecia poder congelar o ar. Ele mandou o motorista levar Ji para casa e ficou no hospital com Alice.

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No quarto silencioso, Alice tentou acalmá-lo: — Eu estou bem, não se preocupe.

Gabriel virou-se lentamente: — Você também sabia que eu ficaria preocupado?

Alice travou. Gabriel continuou: — Você percebeu desde o início que o Xue era um problema?

Ela assentiu.

— Por que não me contou? — a voz dele saiu entre dentes.

— No começo era só suspeita... eu não queria te dar trabalho ou atrapalhar seu serviço — explicou ela baixinho.

— Não queria me dar trabalho? — Gabriel desviou o rosto, tentando conter a fúria e a frustração. — Sua solução foi se colocar em perigo? Xue não vale o risco de você ser usada como isca. Você pensou no seu avô? Pensou em... mim? Nini, somos marido e mulher. Confiança é a base. Você deve me deixar ajudar, não me excluir.

Alice ficou vermelha de vergonha.

Ela fora criada para ser independente, mas percebeu que, sob o olhar dele, aquela "independência" era uma forma de ferir quem a amava. Antes que pudesse se desculpar, o sedativo fez efeito e ela adormeceu.

Enquanto isso, Gabriel moveu influências para garantir que Xue apodrecesse na cadeia. Xue (Xande), o irmão mais velho de Xue, não moveu um dedo para salvar o irmão caçula ao saber que ele mexera com as famílias Cavalcante, Guimarães e a influente família de Ji em São Paulo.

O destino de Xue foi selado: dezoito anos de prisão e sequelas permanentes pelo chute de Ji.

Alice sentiu um alívio imenso ao saber do desfecho, mas logo uma nova angústia surgiu:

Como se pede desculpas a um homem como Gabriel quando ele está genuinamente furioso?

 

Alice suspirou ao olhar para Gabriel, que lia um livro no sofá, ignorando-a completamente há dias.

O clima entre eles estava mais frio que o inverno de São Paulo. Desesperada, ela marcou de conversar com Pequena Ci.

— Ci, eu não imaginei que ele ficaria tão ofendido por eu ter resolvido as coisas sozinha — Alice desabafou no Miim Clube.

Pequena Ci sorriu com doçura: — Nini, às vezes o ponto não é se você 'consegue resolver'. O ponto é a vontade de compartilhar. Em um relacionamento, o desejo de compartilhar tudo, do menor ao maior problema, é uma forma de dizer 'eu preciso de você'. Ao excluí-lo, ele se sentiu desnecessário.

Alice absorveu as palavras, sentindo-se uma tonta. — E como eu faço as pazes? Ele nem olha para mim.

Pequena Ci, que Alice descobriu ser uma escritora de romances picantes na internet sob pseudônimo, deu um sorriso enigmático: — Diz o ditado que briga de marido e mulher começa na sala e termina na cama. O que não se resolve com palavras, resolve-se com esforço físico... na cama.

Alice quase soltou fumaça pela cabeça de tanta vergonha. — Ci! Você é como um ovo de pato salgado: branquinha por fora, mas por dentro... a gema é pura gordura amarela (safada)!

Rindo, Pequena Ci levou Alice a uma loja de lingeries.

Sob forte insistência da amiga, Alice comprou uma peça para o Natal: um baby-doll de veludo vermelho com bordas de pelúcia branca, acompanhado de uma coleira de sino e uma tiara de orelhinhas de coelho.

— O Natal está chegando, isso vai criar o clima perfeito — incentivou Pequena Ci. — Se o seu marido for homem de verdade, isso vai funcionar!

Alice saiu da loja sentindo que a sacola queimava suas mãos. Ao chegar em casa e ver Gabriel ainda com sua fachada de gelo, ela tomou coragem. Ela ia seguir o conselho da "especialista".

Afinal, se as palavras não funcionavam, talvez o visual de "coelhinha de Natal" quebrasse o gelo do CEO.

Gabriel, que fingia ler mas estava atento a cada passo dela, não fazia ideia da tempestade de veludo vermelho que o aguardava no quarto.

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