《O CEO Gélido e a Herdeira Rebelde: Um Casamento por Contrato》Capítulo 26

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Alice soltou um grito de dor, mas a pressão na sua cintura não diminuiu nem um pouco.

Gabriel tinha um olhar de tempestade contida, embora seu rosto estivesse calmo. — O que você disse?

A dor trouxe Alice de volta à realidade. Ela percebeu que aquele "hum-hum" de antes foi um erro de comunicação; ela nem tinha ouvido a pergunta dele sobre o beijo de Lucas porque estava distraída com as carícias.

— Eu não quis dizer aquilo — esclareceu ela rapidamente.

— E o que quis dizer, então? — Gabriel insistiu, encurralando-a contra a borda da banheira.

Alice mordeu o lábio, envergonhada. Como explicar que só tinha concordado porque os beijos dele a estavam deixando sem sentidos?

— Porque o jeito que você me beija é muito bom, pronto! — explodiu ela, fechando os olhos.

Gabriel estacou e começou a rir com uma satisfação incontida. Ele a questionou novamente se ela realmente nunca beijara Lucas. Alice garantiu que não, explicando que a proximidade com o amigo de infância era puramente fraternal.

Gabriel, sentindo o ciúme se dissipar, sussurrou algo em seu ouvido.

— Sério? — perguntou ele, com os olhos brilhando.

Alice assentiu e ordenou que ele guardasse aquele segredo a sete chaves.

Quando ela pensou que tinham terminado, Gabriel a puxou de volta para o centro da banheira.

— Ainda nem começamos, bebê — sussurrou ele.

O termo "bebê" vindo dele incendiou os sentidos de Alice. Ele a posicionou com firmeza, guiando seus movimentos sob a luz suave do banheiro. A água transbordava pelas bordas, refletindo os corpos entrelaçados em uma noite que parecia não ter fim.

No dia seguinte, Alice acordou exausta. Ela confrontou Gabriel sobre sua falta de controle: — Você precisa se conter! Olhe as olheiras sob meus olhos!

Gabriel, penalizado, tentou negociar as frequências semanais. Alice exigiu no máximo três vezes por semana, sob pena de voltar para a casa do avô. Gabriel cedeu a contragosto.

Para mudar de ares, decidiram ir ao hipódromo. Gabriel prometeu comprar uma SUV Cullinan para ela.

— Por que um carro do nada? — perguntou Alice.

— Precisa de motivo? — rebateu ele.

Alice sorriu para ele: — Você é muito bonito.

O carro deu um solavanco; Gabriel sentiu o impacto do elogio em seu coração.

Capítulo 50: Você é Lindo

Alice escolheu um tom de amarelo-limão suave para o novo carro. No hipódromo, ela vestia um traje de montaria vermelho que realçava suas curvas, enquanto Gabriel estava impecável em branco e preto.

Enquanto Gabriel atendia uma ligação importante, Alice foi encontrar seu cavalo, um árabe puro-sangue chamado "Pequeno Adorável". Ela cavalgava sob o sol de outono, atraindo olhares, inclusive o de Sr. Xue, que estava acompanhado de uma jovem chamada Srta. Ji.

Ji, com ciúmes da atenção que o acompanhante dava a Alice, desafiou-a para uma corrida. Alice recusou educadamente, mas a garota foi persistente e rude, chegando a assustar o cavalo de Alice.

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— Quem é você? — perguntou Alice, já sem paciência.

— Meu nome é Ji — respondeu a garota com arrogância.

Para acabar com a amolação, Alice aceitou uma prova de saltos com obstáculos. No início, Ji disparou na frente com uma postura agressiva, mas Alice manteve a calma e a técnica.

No obstáculo de água, o cavalo de Ji hesitou, enquanto o Pequeno Adorável saltou com perfeição.

Alice cruzou a linha de chegada em primeiro, sob os aplausos de Sr. Xue.

— Você perdeu. Por favor, retire-se — disse Alice.

Ji, furiosa, rebateu: — Não vale! Você está no seu próprio cavalo, tem vantagem. Eu estou com um cavalo do clube. Você venceu de forma injusta!

Alice, ainda montada, olhou para ela com total serenidade:

— E o que exatamente você sugere então?

 

— Vamos competir de novo — disse Ji, cerrando os dentes. — Vamos decidir no tiro com arco montado.

Ela não acreditava que perderia novamente. Alice olhou para ela e aceitou prontamente: — Tudo bem.

Os arcos e flechas foram trazidos.

Os alvos móveis foram posicionados ao longo da pista. Ji foi a primeira; seus movimentos eram técnicos e sua postura, impecável, mas a pressa em alta velocidade a fez errar o centro do alvo em várias tentativas.

Quando chegou a vez de Alice, ela cavalgou com a coluna ereta e uma concentração absoluta.

Com o vento assobiando nos ouvidos, ela disparou flecha após flecha, atingindo o coração do alvo com precisão cirúrgica.

A última flecha cravou no vermelho exatamente quando seu cavalo, o Pequeno Adorável, saltava um obstáculo baixo. O hipódromo explodiu em aplausos, e o olhar de Xue para Alice tornou-se ainda mais ardente.

Ji observava Alice em silêncio, sentindo um conflito interno.

Por que eu achei ela... legal?

, pensou, antes de desviar o rosto irritada ao notar o olhar de Xue para a rival.

Gabriel, que estava ao telefone em alemão, perdeu o fio da meada ao observar Alice sob o sol.

Ela parecia uma general vitoriosa, radiante e poderosa. Foi uma batida de coração descontrolada, uma paixão renovada por aquela cena.

Ji, após perder, insistiu em comprar o cavalo de Alice por trinta milhões.

Alice recusou secamente, mas a garota a segurou pelo braço, impedindo-a de sair. Foi então que uma voz autoritária ecoou:

— Ji, solte-a agora.

Ji empalideceu ao ver Gabriel. — Pri... primo, o que faz aqui?

Gabriel ignorou a pergunta e ordenou que ela se desculpasse. Para a surpresa de Alice, a "pavão" orgulhosa tornou-se uma "passarinho" submisso e pediu perdão. Ji sempre teve pavor de Gabriel, que agia como um tutor rígido com ela.

— Gabriel, quem é ela? — perguntou Ji, notando o olhar terno do primo para a desconhecida.

Gabriel segurou a mão de Alice: — Sua cunhada.

Ji e Xue ficaram atônitos. Gabriel apresentou Alice formalmente, e Ji, embora chocada por ver o primo com alguém que parecia mais jovem que ela, cumprimentou-a.

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Gabriel ordenou que Ji saísse do hotel e voltasse a morar na mansão da família durante sua estadia em São Paulo.

Após se despedirem de Xue e Ji, Alice e Gabriel caminharam sob o pôr do sol.

Gabriel elogiou a habilidade dela, e Alice contou que aprendera com o pai, mas que o avô a proibira de seguir carreira após o acidente dos pais por medo de riscos.

— Faça o que quiser de agora em diante — disse Gabriel, olhando nos olhos dela. — Eu te apoio.

O coração de Alice aqueceu. Tomada por uma súbita emoção, ela ficou na ponta dos pés e deu um beijo carinhoso no queixo dele.

 

Alice não entendeu como um simples beijo no queixo reacendeu o fogo de Gabriel.

No estacionamento, ao entrar no carro para pegar sua bolsa, Gabriel entrou logo atrás e trancou as portas, fechando as cortinas automáticas.

Na penumbra, ele a puxou para o seu colo e a beijou com uma urgência voraz.

— Aqui não... estamos fora de casa, controle-se! — sussurrou ela, sentindo o volume rígido sob o corpo.

Gabriel riu baixo contra a palma da mão dela. — Você me beijou primeiro.

Passos se aproximaram do lado de fora — eram Ji e Xue. Alice encolheu-se no colo de Gabriel, escondendo o rosto em seu peito, imóvel até que o som dos passos sumisse.

Quando o clima se acalmou e eles voltaram para casa, o silêncio de Gabriel era de alguém que tentava controlar seus instintos mais básicos para não "macular" a esposa. Alice, por sua vez, evitava olhar para ele para não atiçar a chama novamente.

Alguns dias se passaram. No dia 10 de dezembro, Alice percebeu algo alarmante: sua menstruação estava atrasada há dez dias.

Ela, que sempre fora pontual, sentiu um frio na espinha.

Será que estou grávida?

, pensou, olhando para o próprio ventre no sofá da Mansão Aurora.

Ela tinha apenas 20 anos e não se sentia pronta para ser mãe. Quando Gabriel chegou e a viu chorando, correu para abraçá-la.

— O que houve, Nini?

— Minha regra não veio... — soluçou ela no pescoço dele.

Gabriel travou por um segundo. — Você quer dizer... que está grávida?

Embora ele sempre usasse proteção, o pânico tomou conta dele. — Vamos ao hospital agora!

— Não! — Alice recusou, com medo da exposição. — Pode não ser isso. Compre um teste na farmácia primeiro.

Gabriel voou até a farmácia e voltou com três marcas diferentes para uma "checagem cruzada".

Ele esperou do lado de fora do banheiro, andando de um lado para o outro. Imaginava se seria um menino ou uma menina — que fosse uma menina linda como ela — mas também temia que fosse cedo demais, já que Alice ainda parecia uma criança em muitos aspectos.

Após o que pareceu uma eternidade, a porta do banheiro finalmente se abriu.

 

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