localização atual: Novela Mágica Moderno Romance O CEO Gélido e a Herdeira Rebelde: Um Casamento por Contrato Capítulo 12: Gabriel Canta para a Esposa

《O CEO Gélido e a Herdeira Rebelde: Um Casamento por Contrato》Capítulo 12: Gabriel Canta para a Esposa

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Alice ficou completamente atônita. Ele realmente aceitou?!

Gabriel perguntou novamente, com suavidade: "O que você quer ouvir?"

Ela o encarava, ainda sem acreditar: "Você vai cantar de verdade?"

"Sim."

A mente de Alice voou. Aquela era uma oportunidade única na vida! Após pensar um pouco, seus olhos brilharam: "Você já assistiu

The Big Bang Theory

?"

Gabriel assentiu.

"A música que a Penny canta para o Sheldon quando ele está doente... você conhece?"

Gabriel hesitou visivelmente. Alice, porém, ficou ainda mais animada: "Quero ouvir essa."

Ele perguntou, um tanto sem jeito: "...Pode ser outra?"

"Não~", ela balançou a cabeça, deixando a voz arrastar-se num tom manhoso. "Eu quero essa."

"...Tudo bem."

Gabriel fechou o notebook, virou-se para ela e fixou o olhar em seus olhos:

"Soft Kitty, warm kitty, little ball of fur..."

Sua voz era grave e aveludada, como um violoncelo deslizando pelas cordas. Cada sílaba carregava uma ternura rara que acariciava os ouvidos dela.

"Happy kitty, sleepy kitty, purr purr purr..."

Alice ouvia hipnotizada e, sem perceber, fechou os olhos com um sorriso involuntário nos lábios. Ela realmente acabou pegando no sono sob o acalanto dele. Gabriel permaneceu sentado ao lado da cama por um longo tempo antes de estender a mão e, com extrema leveza, afastar uma mecha de cabelo do rosto dela.

Ele saiu silenciosamente, fechou a porta e foi para o escritório participar de uma conferência online com especialistas americanos sobre o estado de saúde de Augusto. Após desligar, as palavras que o Mordomo Jorge dissera naquela manhã voltaram à sua mente:

"Depois que os pais da Lili faleceram, ela passou a ter pavor de hospitais... Se a doença dela piorar, me ligue que eu venho convencê-la a ir."

Uma pessoa que resistia tanto a hospitais, mas que, ao receber uma ligação de Lucas tarde da noite, correu para lá sem hesitar.

Gabriel disse a si mesmo para parar de pensar nisso. Ele mesmo exigira que o casamento não tivesse amor; logo, não tinha o direito de questionar quem ela guardava no coração. Mas uma voz clara perfurou sua negação:

Admita, Gabriel, você se importa.

"Atchim!" Lucas coçou o nariz. "Quem será que está falando de mim?"

Ele pegou o celular e começou a digitar freneticamente para Alice.

【Lucas】: Você estava me xingando agora há pouco?

【Lucas】: Ou estava com saudades?

【Lucas】: Recebo alta amanhã.

【Lucas】: Amanhã à noite te levo para jantar e fazer compras. Vou te comprar roupas e bolsas novas!

Gabriel, sentado à beira da cama, observava friamente a tela do celular dela acender repetidamente. Ele pegou o aparelho para colocá-lo no modo "Não Perturbe", mas Lucas ligou naquele exato momento. Gabriel olhou para Alice, que dormia profundamente, e foi para a sala antes de atender.

"Lili, o que você está fazendo? Por que não responde minhas mensagens?", a voz barulhenta de Lucas ecoou.

"É o Gabriel."

Houve um silêncio imediato do outro lado. Após alguns segundos, Lucas arriscou: "Eu... quero falar com a Lili."

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"A Lili", Gabriel arqueou a sobrancelha, "está dormindo."

"..."

"Quando ela acordar, eu darei o recado." Ele desligou em seguida.

A sensação de sufocamento em seu peito dissipou-se consideravelmente.

Alice acordou ao entardecer. A dor na garganta havia diminuído e a cabeça não estava mais pesada. Ela sentou-se e procurou por Gabriel. Ele não estava no quarto, mas seu copo de água e o notebook estavam sobre a mesa. Ela desceu e viu a luz da cozinha acesa.

Gabriel estava diante do fogão, vestindo uma camiseta branca e calças casuais pretas, com um avental cinza na cintura. A luz quente o envolvia, dando-lhe uma aura reconfortante. Alice pensou por um momento até lembrar de um termo: "vibração de marido".

Ela sentou-se na escada, observando-o preparar a sopa. Ele cortava o tofu em cubos perfeitos com dedos longos e precisos. A cena transmitia uma paz profunda.

Gabriel percebeu a presença dela e franziu o cenho: "O chão está frio."

Ele caminhou até ela. Alice tentou se levantar, mas as pernas formigaram e ela cambaleou; ele a segurou firmemente.

"Você ainda não está boa, não se mexa tanto", repreendeu suavemente, pegando-a no colo para subir.

"Não quero mais ficar na cama", ela protestou.

Gabriel parou e olhou para ela: "Onde quer ir, então?"

Ela apontou para o sofá da sala.

Ele a acomodou com almofadas e uma manta de cashmere. Trouxe-lhe uma água morna com mel, limão e rosas.

"O jantar sai logo. Está com fome?"

Alice sorriu e balançou a cabeça. Observando-o, disse baixinho: "Você vestido assim parece muito jovem, como um universitário."

Gabriel parou por um segundo. "...Eu sou velho?"

Alice o encarou: "Por que você é tão teimoso? Eu estou te elogiando."

Ele coçou o nariz e voltou para a cozinha. Ela sorriu ao ver suas costas.

Naquela noite, Gabriel não permitiu que ela dormisse no outro quarto. "Você quer se separar?", perguntou ele com um olhar inquisitivo.

"Não, é que eu posso tossir à noite e te acordar", explicou ela.

"Eu não me importo." Ele a levou de volta para a suíte principal.

Como dormira muito durante o dia, Alice não tinha sono. Ela tentou não se mexer para não incomodá-lo, mas acabou virando-se levemente.

"Não consegue dormir?", a voz dele surgiu no escuro.

Antes que ela pudesse sugerir o quarto ao lado novamente, sentiu-se puxada para um abraço quente. Ele apoiou o queixo no topo da cabeça dela e começou a dar tapinhas rítmicos em suas costas.

"Soft kitty, warm kitty, little ball of fur..."

Alice aninhou-se no ombro dele, sentindo o aroma fresco de sândalo, e finalmente fechou os olhos.

 

Alice descansou por mais três dias até recuperar-se totalmente. No primeiro dia útil após o feriado, ela acordou cedo para escolher sua roupa de trabalho. Gabriel apareceu na porta com um café preto: "Não quer descansar mais um dia?"

"Não posso. O dia da minha integração já foi definido", respondeu ela, escolhendo um vestido camiseiro discreto e elegante. "Sr. CEO, pode me dar licença para eu me trocar?"

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Após se arrumar, Gabriel a esperava: "Eu te levo."

No caminho, conversaram sobre o estágio dela na 致尚 (Zishang Fashion), uma subsidiária de moda do Grupo Guimarães. Alice explicou que queria trabalhar onde ninguém a conhecesse para aprender de verdade, em vez de ser tratada como uma "princesa" na sede do grupo.

"E você? Estagiou no Grupo Cavalcante?", perguntou ela.

"Sim, desde o primeiro ano do ensino médio. Meu pai estava ansioso para se aposentar."

"É raro alguém se aposentar tão jovem quanto ele", comentou Alice.

Gabriel soltou quatro palavras: "Ele é um romântico incurável."

Alice riu. Ela estava descobrindo um lado novo de Gabriel: o homem que mantinha a fachada de CEO sério, mas que sabia ser sarcástico na intimidade.

"Pode me deixar no próximo cruzamento", pediu ela ao se aproximarem.

"Ainda não chegamos", notou Gabriel.

"Preciso ser discreta, seu carro chama muita atenção. Eu vou andando."

Gabriel cedeu. "Eu venho te buscar na saída. Me avise meia hora antes."

"Combinado!"

Alice entrou no prédio da Zishang Fashion e foi recebida por Bia, uma colega de rosto redondo e sorriso tímido. Ela a levou até Beatriz, a designer responsável pela marca 映 (Wuying), que focava no estilo neoclássico chinês.

"Você é muito bonita, deveria ser atriz", comentou Beatriz.

Alice riu: "Eu ia dizer o mesmo de você."

Beatriz gostou da resposta. "Gostei de você. Pode me chamar de Bia. Vou te explicar como funcionamos."

Beatriz explicou a estrutura da empresa e deu um aviso importante: "A outra designer, Isabela, não é boa pessoa. Ela tem contatos e se acha a dona do lugar. Ela é minha rival e eu a detesto; você não pode gostar dela, entendeu?"

Alice sorriu docemente: "Bia, eu sou da sua equipe, estou do seu lado."

"Ótimo. Se alguém te incomodar, me avise."

Alice achou que ninguém implicaria com uma estagiária, mas o "tapa" veio rápido. Logo após o almoço, uma mulher de cabelos castanhos cacheados e vestido vermelho surgiu de forma arrogante.

"Você, venha aqui."

Alice olhou em volta; não havia mais ninguém. "Você está falando comigo?"

A mulher retrucou asperamente: "Estou te chamando, seus ouvidos são enfeite?"

Alice manteve a calma e respondeu com polidez: "Você estava atrás de mim e não disse meu nome, eu não tinha como saber. Meu nome é Alice, como devo chamá-la?"

Bia, a colega, sussurrou nervosa: "É a Isabela..."

Isabela cruzou os braços: "Alice, tem uma pilha de tecidos especiais que acabaram de chegar. Vá separá-los, catalogá-los e colá-los no quadro branco. Termine antes das duas da tarde."

Alice olhou para a montanha de sacos aos pés dela. Isabela estava claramente tentando sobrecarregá-la durante o horário de descanso.

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