《O CEO Gélido e a Herdeira Rebelde: Um Casamento por Contrato》Capítulo 6

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Gabriel terminou seu último compromisso de trabalho e voltou para a Mansão Aurora quando a noite já ia alta. Ele notou que havia mais objetos da família Guimarães espalhados pela casa, mas a dona deles não estava presente.

"Dona Maria."

"Sim!" a governanta prontamente apareceu.

"Ela ainda não voltou?"

"Ainda não. A Lili disse que teria compromissos na faculdade e voltaria tarde," Maria comentou com pesar. "Essa menina vive tão ocupada, nem sei se jantou."

Gabriel pegou as chaves do carro novamente. "Vou buscá-la. Me passe o número dela."

"...Ah!" Dona Maria ficou surpresa; o patrão ainda não tinha o número de telefone da própria esposa!

Antes que ele desse dois passos, o som de um motor ecoou do lado de fora.

"A Lili chegou!" Maria saiu sorridente. "Lili, está com fome? Quer um lanche?"

"Não precisa, Dona Maria, obrigada," Alice sorriu. "O Gabriel já chegou?"

"Chegou agorinha, ia sair para te buscar. Ué, cadê ele?" Maria olhou para a sala agora vazia.

"Deve ter subido." Alice não deu importância, pegou um patinho de pelúcia de sua mala e despediu-se. "Vou subir também. Boa noite, Dona Maria."

Ao entrar no quarto, colocou o patinho no lado da cama onde dormia. Ouviu o som do chuveiro vindo do banheiro. Sentou-se no sofá, abriu o notebook e continuou estudando artigos científicos — todos sobre câncer de pulmão.

Quando Gabriel saiu do banheiro secando o cabelo, viu a mulher adormecida no sofá. Aproximou-se para acordá-la, mas seus olhos captaram os materiais sobre a mesa. Ela apoiava o rosto em uma das mãos, com as sobrancelhas levemente franzidas e um cansaço evidente no rosto. Gabriel inclinou-se, passou um braço pelo pescoço dela e outro por baixo dos joelhos, pegando-a no colo com delicadeza.

Alice resmungou e abriu os olhos. Ao focar a visão, tentou se mexer, desconfortável. "Pode... pode me soltar."

Gabriel a levou direto para a cama. "Se está com sono, durma na cama."

"Não posso," ela bocejou. "Ainda não tomei banho."

"Tome amanhã."

"Não, preciso tirar a maquiagem. Ficar tanto tempo assim faz mal para a pele!" O pensamento a despertou de imediato; ela saltou da cama e correu para o banheiro.

Quando saiu, Gabriel não estava mais lá. Viu a porta do escritório entreaberta e ouviu-o falando ao telefone com um colega médico nos Estados Unidos sobre tratamentos oncológicos. Sem querer atrapalhar, voltou para o quarto e dormiu.

Na manhã seguinte, Gabriel acordou e sentiu os braços vazios. Nos dias anteriores, ela sempre se aninhava nele, mas agora abraçava o tal pato amarelo. Ele a observou dormir, sentindo que os "tormentos" das manhãs passadas eram quase preferíveis àquele isolamento. Alice sentiu o olhar dele e acordou.

"Bom dia," ela murmurou contra a pelúcia.

"...Bom dia." Gabriel desviou o olhar e foi para o banheiro.

Alice percebeu que ele estava de mau humor.

Será que estou atrapalhando o descanso dele?

, pensou. Sentindo-se culpada por suas idas e vindas tarde da noite, ela tomou uma decisão. Assim que ele saiu do banheiro, ela propôs: "Talvez seja melhor eu me mudar para o quarto de hóspedes, o que acha?"

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Gabriel parou bruscamente. Antes que pudesse questionar, o celular dela tocou. "Com licença, preciso atender," disse ela, saindo do quarto.

Do corredor, ele ouviu a voz de um homem rindo:

"Lili, meu amor, sentiu minha falta?"

"Lucas, onde diabos você se meteu esses dias...", ela reclamou em voz baixa.

Gabriel cerrou os punhos, sentindo uma pontada de irritação.

À noite, quando Gabriel chegou em casa, Alice tentou retomar o assunto. "Vou dormir no quarto ao lado hoje, tudo bem?"

"Eu não autorizo." Gabriel aproximou-se dela, sua figura alta projetando uma sombra sobre ela. "No quarto dia de casados você já quer quartos separados? O que virá depois?"

Ele continuou, frio e ríspido: "Srta. Guimarães, lembre-se do nosso acordo de estabilidade matrimonial. Não tome atitudes que prejudiquem nossas famílias, ou então—"

Ele parou ao ver os olhos dela ficarem vermelhos.

"Por que você está sendo tão grosso comigo?", ela soltou, com a voz embargada.

 

"Eu só pensei que meu jeito de dormir e meus horários estivessem te incomodando! Se não quer, tudo bem, mas precisava usar esse tom para me pressionar?", Alice desabafou. "Eu sei das minhas obrigações, não fiz nada de errado! Por que você está brigando comigo?!"

Ela sempre fora a protegida da família Guimarães e nunca recebera tal tratamento. Com os olhos marejados, ela o encarou com raiva. Gabriel, em silêncio, sentiu um aperto no peito.

"Diga alguma coisa!", ela exigiu.

"Sinto muito," ele disse finalmente. "Eu não sabia que sua intenção era não me incomodar. Me perdoe, eu não deveria ter falado daquele jeito."

A raiva de Alice diminuiu, mas ela manteve a postura firme. "Da próxima vez, pergunte antes de julgar, pode ser? Você tem uma boca linda, mas em vez de falar direito, só sabe dar patadas."

Gabriel ficou sem palavras. Após um instante, respondeu: "Está bem, vou me lembrar disso."

Apesar de ter "vencido" a discussão, Alice subiu para o quarto sem dar o "boa noite", deixando Gabriel sozinho com um sentimento estranho. No dia seguinte, ela saiu cedo para a aula. Dona Maria, percebendo o clima, aconselhou Gabriel: "Ela é jovem, você precisa ter paciência. Quando ela estiver triste, tente mimá-la um pouco."

Mimar?

Gabriel nunca fizera isso por mulher nenhuma. No escritório, ele passou o dia com uma expressão tão gélida que assustou os diretores. Felipe, percebendo o problema, deu a dica: "Chefe, quando eu brigo com minha namorada, eu dou um presente. Bolsas e joias resolvem tudo. É só dar o que ela gosta."

Naquela noite, Alice chegou em casa e encontrou uma fileira de sacolas da Hermès na sala.

"O que é isso?", perguntou a Dona Maria.

"Presentes do Sr. Gabriel."

Alice abriu uma das sacolas e encontrou uma Birkin 25 amarela, linda e vibrante. Na mesa de centro, várias caixas da Boucheron brilhavam sob a luz. "Dona Maria, coloque as joias no closet. Vou usar esta bolsa amanhã."

Quando Gabriel chegou, viu Alice jantando e conversando alegremente com Maria. O clima pesado se dissipou.

"Por que me deu as bolsas e joias?", ela perguntou durante o jantar.

"Você gostou?"

"E se eu dissesse que não?"

"Eu mandaria trazerem outras até que você ficasse satisfeita."

Alice sorriu. "Não precisa, eu amei. Obrigada!"

O sorriso dela fez o coração de Gabriel aquecer. Eles combinaram de visitar os pais dele no dia seguinte e o avô dela no outro. Após o jantar, Alice ficou assistindo a um drama na TV, encantada com o ator principal. Gabriel, sentindo-se ignorado, ficava passando de um lado para o outro sob o pretexto de pegar água ou revistas.

"Não está ocupado?", ela perguntou.

"Terminei tudo por hoje."

"Então sente-se e assista comigo."

Gabriel sentou-se imediatamente ao lado dela. Enquanto ela não tirava os olhos da tela, ele a observava discretamente.

"Está ficando tarde," ele interrompeu finalmente. "Melhor irmos dormir, amanhã temos que ir à casa dos meus pais."

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