《O CEO Gélido e a Herdeira Rebelde: Um Casamento por Contrato》Capítulo 2

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Gabriel Cavalcante não planejava ser tão direto logo de cara.

No entanto, a jovem à sua frente era bonita demais, como uma camélia branca desabrochando na primavera: pura, suave e radiante. Era evidente que ela era uma herdeira criada com todo o amor e luxo que o dinheiro podia comprar.

Uma garota assim, por lógica, deveria ansiar por um casamento repleto de afeto e felicidade.

Gabriel detestava perder tempo e, acima de tudo, não queria enganar ninguém. Ele tentou ser o mais diplomático possível para não ferir o orgulho da jovem, mas ela permanecia em silêncio, observando-o com seus grandes olhos límpidos.

Naquele instante, uma rara pontada de inquietude surgiu no peito de Gabriel.

Ele baixou o olhar e ergueu o bule para servir mais chá a ela. "Srta. Guimarães, o que eu disse não é um ataque pessoal. Sinto muito se a deixei desconfortável."

Alice voltou a si, e sua expressão relaxou visivelmente. Ela respondeu de forma decidida: "Sem problemas!"

Um brilho de surpresa cruzou os olhos de Gabriel, que logo suspeitou: "A senhorita foi forçada a este encontro?"

Alice assentiu e acrescentou: "Mas fique tranquilo. Já que estou aqui, cumprirei com todos os deveres e obrigações de uma esposa. Só para confirmar: você quer um casamento de fachada?"

"Não. Eu preciso me casar e ter filhos para dar continuidade ao legado dos Cavalcante."

Alice sentiu uma leve decepção interna, mas não deixou transparecer. Apenas sorriu: "Certo, sem problemas."

Isso era bom. Gabriel assentiu, satisfeito. "A senhorita tem mais alguma dúvida?"

"Sim," Alice perguntou sem rodeios. "Podemos nos casar o quanto antes? O mais rápido possível. Não precisamos de festa agora, podemos apenas registrar a união."

E explicou em seguida: "Ainda estou na faculdade e não quero chamar muita atenção."

"Srta. Guimarães," Gabriel inclinou-se levemente para frente, fixando o olhar nela. "Tem certeza de que quer se casar comigo?"

"Absoluta."

"Certo." Gabriel pegou o celular e ligou para seu assistente, Felipe, pedindo que trouxesse o acordo pré-nupcial já redigido. "Dê uma olhada, sinta-se à vontade para sugerir alterações."

O contrato não era complexo. Tratava-se majoritariamente de divisão de bens e definição de responsabilidades, com cláusulas claras, justas e racionais.

Alice folheou tudo sem objeções até chegar à última cláusula:

A Parte B não deve se apaixonar pela Parte A.

Gabriel era a Parte A; ela, a Parte B.

"Aqui," Alice apontou com o dedo indicador e olhou para ele. "Não está equilibrado. Sugiro alterar para:

Ambas as partes estão proibidas de se apaixonar uma pela outra.

"

Gabriel olhou para onde o dedo fino dela apontava e ordenou a Felipe: "Mude conforme a solicitação da Srta. Guimarães."

Felipe retirou-se e logo trouxe duas novas cópias do acordo.

Gabriel assinou seu nome na última página e empurrou o documento para ela. No momento em que a caneta de Alice tocou o papel, sua mão hesitou por um segundo.

Um rosto que ocasionalmente aparecia em seus sonhos surgiu em sua mente. Ela apertou a palma da mão com força e, num traço rápido, assinou seu nome.

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Gabriel guardou uma das cópias e disse calmamente: "Srta. Guimarães, foi um prazer fazer negócios com você."

Essa frase pareceu tocar em algum ponto divertido para Alice, que de repente começou a rir, com os olhos brilhando. "Sr. Cavalcante, o prazer é meu."

Aquele sorriso parecia iluminar o dia cinzento.

Gabriel observou a vivacidade no olhar dela e perguntou: "Você tem tempo amanhã?"

"Hã?"

"Amanhã de manhã minha família irá à sua casa para o pedido formal. Às cinco da tarde iremos ao cartório assinar os papéis e, às seis, nossas famílias jantam juntas. Pode ser?"

O tom dele era calmo e profissional, como se estivesse confirmando uma agenda de trabalho, sem qualquer sinal de emoção pré-nupcial.

Essa atitude, no entanto, deixou Alice à vontade. Ela sorriu e assentiu: "Combinado."

"Passo para te pegar amanhã à tarde?" Embora houvesse uma reunião de resultados do segundo trimestre, Gabriel decidiu adiá-la. Se iam se casar, ele devia dar à sua futura esposa o devido respeito.

Contudo, Alice recusou: "Não quero atrapalhar seu trabalho. Amanhã peço ao motorista da família para me levar. Nos encontramos direto na porta do cartório."

Ela era sensata e prática, o que agradou Gabriel ainda mais. "Até amanhã."

"Até amanhã."

Um encontro às cegas onde ambos os lados tinham interesses que se alinhavam perfeitamente. Em poucos minutos, decidiram o futuro de suas vidas.

Eles se despediram na porta do hotel e entraram em seus respectivos carros. Um seguiu para o sul, o outro para o norte.

Ao chegar em casa, Augusto perguntou ansioso: "Como foi a conversa com o Gabriel?"

Alice sentou-se à frente dele, apoiando o rosto nas mãos com um jeito dócil de neta. "Vovô, ele é tão lindo! Assim que o vi, senti que ele era o meu marido, e ele também se apaixonou por mim à primeira vista. Combinamos tudo: amanhã cedo a família dele vem aqui, à tarde assinamos os papéis e à noite jantamos todos juntos."

"Tão rápido assim?" O coração de Augusto deu um salto. Ele suspeitou que a neta pudesse ter descoberto a verdade sobre sua saúde.

"O que eu posso fazer? Sua neta é charmosa demais," Alice brincou, dando de ombros. "Além disso, ele já não é tão novo e a família dele está pressionando."

Augusto ainda estava meio desconfiado e ia perguntar mais, mas Alice, temendo ser descoberta, fingiu cansaço por ter acordado cedo e subiu para o quarto.

Sozinha, onde ninguém podia ver suas emoções, ela deixou o sorriso cair e permitiu que a melancolia tomasse conta de seu rosto.

Sentou-se à janela e ficou observando o céu por um longo tempo.

Finalmente, levantou-se e trancou em uma gaveta escondida todas as lembranças que carregavam seus sentimentos de adolescente dos últimos quatro anos.

Amanhã, serei a noiva de outro homem.

Não vou mais te esperar.

Adeus.

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