《Minha Empregada me Processou por Abuso, mas meu Marido Morreu há 3 Anos》Capítulo 8

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Capítulo 8

Luciana girou sua cadeira de rodas, ficando de frente para o juiz:

"Meritíssimo, a Dona Beatriz é uma mulher maravilhosa!"

"Eu não vim aqui para acusá-la, mas sim para limpar o nome dela!"

Camila ficou paralisada por um momento e depois começou a berrar:

"O que você está falando, sua louca?!"

"Você está com medo de ela se vingar? Não tenha medo! Estamos todos aqui, ela não pode te tocar!"

O olhar de Luciana voltou-se para Camila, carregado de fúria:

"Camila, até agora você continua mentindo? Continua querendo me usar?"

O rosto de Camila mudou de cor.

Luciana, com os olhos marejados, continuou:

"Quando eu trabalhava na casa da Dona Beatriz, ela sempre me tratou muito bem. O salário era alto e o serviço era justo."

"Quanto ao meu acidente, não foi um mero acaso."

"Tudo aquilo foi obra da Camila e do Ricardo!"

Ninguém esperava por essa reviravolta. O choque estava estampado no rosto de cada pessoa presente.

Camila tentou interromper, desesperada:

"Luciana! Você bateu a cabeça no acidente?! Você sabe o que está dizendo?"

Luciana soltou um som de desprezo:

"No dia em que o colar sumiu, eu estava prestes a falar com a patroa quando o Ricardo veio falar comigo."

"Ele disse que tinha visto com os próprios olhos a patroa escondendo o colar, só para esperar eu ir falar com ela e ter um motivo para me demitir."

"Eu fiquei cega de raiva na hora, peguei minhas coisas e fui embora por conta própria."

Nesse ponto, ela cobriu o rosto e chorou. Demorou um pouco até conseguir continuar:

"Quando acordei, já estava no hospital. A Dona Beatriz foi me visitar e pagou todas as minhas despesas médicas."

"Eu cheguei a suspeitar que ela tivesse planejado o acidente e investiguei por conta própria."

"Mas o resultado foi que... Ricardo! Seu animal, o motorista que me atropelou e fugiu era você!"

O pânico tomou conta do rosto de Ricardo:

"Do que você está falando?! Eu não fiz nada!"

Luciana rebateu friamente:

"Você achou que, porque a câmera estava quebrada, não haveria provas?"

Dizendo isso, ela tirou uma foto.

Na foto, ela aparecia caída no chão, ensanguentada. Ao lado dela, agachado, estava Ricardo, parecendo observar a situação dela.

Acontece que um pedestre que passava na hora tirou a foto e a postou na internet. O sobrinho de Luciana encontrou a imagem tempos depois e enviou para ela.

A verdade finalmente apareceu.

A última esperança de Camila e Ricardo tornou-se o peso que os afundou definitivamente.

O advogado de Camila sentou-se, derrotado, e não disse mais nada.

Uma semana depois, ocorreu a última audiência.

O resultado do DNA confirmou que o feto na barriga de Camila era filho biológico de Ricardo.

Com o conluio para extorsão e fraude processual comprovados e as evidências inquestionáveis, ambos foram detidos preventivamente.

No tribunal, o juiz leu a sentença:

"No processo movido por Camila contra Beatriz e Gustavo por abuso, todos os pedidos da requerente são julgados improcedentes."

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"No processo de reconvenção movido por Beatriz contra Camila e Ricardo por extorsão e calúnia, os fatos são claros e as provas suficientes, sendo julgado procedente."

"Condeno Camila e Ricardo a pagarem à ré, Beatriz, uma indenização de quinhentos e oitenta mil reais por danos diversos. Quanto à parte criminal, esta será tratada em processo apartado."

O martelo bateu.

Dona Fátima correu da galeria e caiu de joelhos na minha frente, chorando copiosamente:

"Dona Beatriz! Por favor, tenha piedade! A Camila sabe que errou! Ela foi enganada por aquele canalha do Ricardo!"

"Ela ainda é jovem, tem um filho na barriga... retire a queixa, eu lhe imploro! Eu me humilho diante da senhora!"

Meu tom de voz permaneceu calmo:

"Se eu tivesse perdido hoje, você pediria para sua filha exigir menos dinheiro de mim?"

"Você diria para ela ter piedade de mim?"

A mãe de Camila ficou muda.

Eu respondi por ela:

"Você não faria isso."

"Por isso, eu também não farei."

Dito isso, dei as costas e saí do tribunal com passos firmes.

Dona Fátima desabou no chão, cobrindo o rosto e uivando de desespero.

Perdoá-las é uma tarefa para Deus. Eu sou apenas uma simples mortal e não tenho a obrigação de conceder o perdão divino.

Minha bondade se esgotou no momento em que elas planejaram meticulosamente me arrastar para o inferno.

Três meses depois, vendi minha casa antiga e mudei de cidade para recomeçar.

Quanto a Camila e Ricardo, ambos foram condenados posteriormente.

Camila, devido à gravidez, obteve o direito ao regime de prisão domiciliar temporária, e o bebê está sendo criado com dificuldade pela mãe dela.

Ricardo começou a cumprir sua longa pena na prisão.

Tudo isso é o que eles merecem.

Cada um colhe o que planta; sempre foi assim.

Tudo acabou.

E isso significa que minha nova vida começou.

FIM

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