《Minha Empregada me Processou por Abuso, mas meu Marido Morreu há 3 Anos》Capítulo 2

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Capítulo 2

Camila postou a versão editada daquela conversa na internet, o que rapidamente causou um alvoroço imenso.

O post foi compartilhado freneticamente, e a seção de comentários foi inundada de insultos direcionados a mim: "casal de víboras", "lixos", "cúmplices".

Em menos de uma semana, recebi a intimação judicial.

No dia da audiência, cheguei ao tribunal no horário marcado.

Assim que entrei, vi Camila e sua mãe sentadas no banco dos requerentes.

Quando passei por elas, Camila baixou a cabeça apressadamente e encolheu os ombros, com uma aparência de quem estava aterrorizada.

Sua mãe a abraçou protetoramente com carinho e me encarou com um olhar feroz:

"Não tenha medo, Camila. Mamãe está aqui."

"Hoje, com tantas pessoas presentes, com certeza aqueles que têm o coração podre receberão o que merecem!"

Parei diante delas e assenti, concordando:

"Está certa. A justiça divina não falha."

As pálpebras de Camila tremeram por um instante.

Não disse mais nada e segui direto para o banco dos réus.

O martelo bateu, dando início oficial à sessão.

O advogado de acusação levantou-se primeiro:

"Primeiramente, permitiremos que a vítima relate sua experiência sobre o ocorrido."

Camila fungou e começou a falar com a voz embargada:

"A patroa... não, a Beatriz, ela me enganou usando o pretexto de um emprego para me levar até a casa dela. No início, ela disse que morava sozinha e que eu seria responsável pelas três refeições e pela limpeza diária."

"Depois de pouco mais de um mês, ela disse que ia viajar e me deixou em casa. Antes de sair, ela me deu uma bebida e, depois que bebi, comecei a me sentir tonta. Então, o marido dela voltou... e me arrastou para dentro do quarto."

Enquanto falava, as lágrimas rolavam sem parar pelo seu rosto:

"Aquele homem me prensou na cama e cometeu... cometeu o abuso contra mim."

As palavras de Camila incendiaram o tribunal imediatamente.

A galeria estava indignada:

"Isso nem é humano!"

"Foi claramente um plano arquitetado pelo casal!"

Ignorando os insultos de todos, eu me levantei e disse em tom frio:

"Meu marido jamais faria uma coisa dessas!"

Em seguida, olhei para Camila:

"Se isso aconteceu, por que você não chamou a polícia imediatamente?"

Camila respondeu entre soluços e lágrimas:

"Ele disse que, se eu ousasse contar, faria com que nem eu nem minha família tivéssemos paz."

"Eu sou apenas uma trabalhadora, como eu teria coragem de lutar contra vocês? Foi só depois, quando descobri que estava grávida, que criei coragem para exigir justiça..."

Murmúrios contidos ecoaram pela galeria, seguidos de xingamentos esporádicos:

"É pior que um animal!"

"A esposa também não presta, protegendo um estuprador!"

A mãe de Camila aproveitou a oportunidade para lamentar em prantos: "A vida da minha filha foi destruída..."

Enquanto enxugava as lágrimas, ela lançou em minha direção um olhar de triunfo que durou apenas um milésimo de segundo.

Cerrei o cenho e aumentei o tom de voz:

"Você está mentindo. Meu marido não poderia ter te estuprado."

Ao ouvir isso, o advogado de acusação rebateu imediatamente:

"Meritíssimo, temos uma prova crucial."

Sob o olhar atento de todos, ele pegou um pen drive e o conectou ao computador.

Após os ajustes, um áudio começou a ser reproduzido pelos alto-falantes do tribunal:

Primeiro, ouviu-se um grito desesperado: "Dona Beatriz! Socorro!"

Em seguida, a risada baixa e sarcástica de um homem:

"Você está mesmo pedindo socorro para a Beatriz?"

"Pelo visto, você ainda não entendeu a situação. Se ela saiu, foi justamente para abrir caminho para nós dois."

"Se você me satisfizer bem, dinheiro, emprego... tudo se resolve. Seja boazinha."

Logo depois, ouviu-se o choro desesperado de Camila e os sons de sua luta:

"Não! Por favor, me deixe ir! Eu prometo que não conto nada! Eu te imploro!"

O áudio terminou abruptamente com os soluços dilacerantes de Camila.

Camila já estava com o rosto escondido nas mãos, chorando e tremendo inteira.

Sua mãe levantou-se num salto, apontando para nós e berrando:

"Vocês ouviram?! Esses demônios estavam mancomunados! Eles atraíram minha filha para aquela casa só para forçá-la!"

O tribunal entrou em polvorosa. Algumas pessoas estavam com os olhos marejados:

"Essas duas são umas coitadas por terem cruzado o caminho desse casal de lixo!"

"Prendam essa mulher também! Cúmplice desprezível!"

Em meio à chuva de insultos, apertei os punhos:

"Com que base você afirma que essa voz é do meu marido?"

O advogado de acusação olhou para mim:

"A prova está aqui. Após uma comparação técnica, a probabilidade de que esta voz pertença a Gustavo é de 95%!"

Diante de tal evidência, respondi categoricamente:

"Impossível. Essa voz não é do meu marido!"

Porque eu sabia muito bem que Camila jamais poderia ter visto o meu marido.

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