《Troca Cruel: Nos Braços do Inimigo》Capítulo 7

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Não sei em que momento Dante apareceu, mas assim que cheguei à esquina, fui puxada por uma força avassaladora.

Acabei caindo de surpresa contra o peito dele, e o grito de "assédio" travou na minha garganta.

Estar tão perto dele assim, de repente, me fez... corar bastante.

Dante parecia ter algo a dizer, mas ao notar meu rosto subitamente vermelho, ergueu uma sobrancelha com surpresa: "Não pode ser, ficou vermelha só com um abraço? Minha Bia é tão pura assim?"

Ele agia como se tivesse descoberto um novo continente.

Tentei escapar desajeitadamente, mas com um sorriso malicioso, ele me puxou de volta para seus braços com força.

É de enlouquecer, esse Dante nunca joga conforme as regras!

O que ele quis dizer com "sua Bia"? E o que quis dizer com "pura"?

Tudo soava tão ambíguo!

Sentindo o peitoral rígido dele me incomodar, tentei empurrá-lo com força: "Que asneiras você está dizendo? A educação da família Vasconcelos não permite que suas filhas fiquem de agarramento com homens, muito menos nos braços de um!"

Uma garota deve ser recatada e se valorizar!

Falei com toda a seriedade, quase estampando "virtude" no rosto.

Os olhos sedutores de Dante brilhavam de alegria: "E com o Lucas, nunca aconteceu nada?"

"Não diga bobagens, não se pode perder a linha antes do casamento."

"Tsc." Dante parecia extremamente satisfeito.

Lancei-lhe um olhar severo. Ele conteve o sorriso e mexeu na corrente de metal que usava no pescoço: "Agora aquele tal de Lucas até me parece um pouquinho, bem pouquinho, mais suportável."

Não quis dar corda para a conversa dele. "O que você está fazendo aqui?"

Dante apontou para a placa do restaurante atrás de mim: "Olha, este lugar onde vocês jantaram é meu."

Virei-me e vi a placa com letras vermelhas garrafais onde se lia "Vazio".

Bem peculiar.

Mas Dante tinha aberto um lounge bar; Giovanna escolheu o local justamente pelo ambiente tranquilo.

Se ela soubesse que este lounge chamado "Vazio" pertencia ao Dante, provavelmente daria mais um ponto para ele.

Afinal, a imagem do Dante combinaria muito mais com um clube noturno de música ensurdecedora.

Ele usava calças pretas rasgadas, botas curtas e uma camiseta branca. As linhas musculosas e sensuais apareciam discretamente conforme ele se movia... nada frágil.

Somado ao rosto impecável e aos olhos selvagens e arrogantes, ele era a definição de um homem vigoroso...

Olhando assim, Dante tinha sim o seu charme.

Mas no segundo seguinte, ele espantou com um cigarro na boca uma garota que se aproximou para pedir seu contato: "Cai fora."

Franzi o cenho. "Agindo assim, você vai ser odiado pelas mulheres."

Ele soltou um riso de desprezo: "Meu contato não é para qualquer uma que aparece."

"Além do mais, se você já me odeia, por que eu me importaria de ser odiado pelos outros?"

Respondi por instinto: "Quem disse que eu te odeio?"

Seus dedos longos seguravam um isqueiro, prestes a acender o cigarro, enquanto a luz do poste tornava seus traços marcantes ainda mais profundos.

Ao ouvir isso, ele deu um leve sorriso, tirou o cigarro, baixou a cabeça e se aproximou de mim, deixando sua respiração ambígua envolver meus sentidos:

"Quer dizer então que, se não odeia, é porque gosta?"

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