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《Casei com o Irmão do Meu Ex》Capítulo 30

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Pietro sorriu, um sorriso de uma criança que acabara de ganhar todos os doces do mundo.

— Sim, eu sou um bobo — ele segurou a mão dela e colocou solenemente o estojo do anel em sua palma.

— O bobo que pertence apenas a você.

Leticia apertou o pequeno estojo de veludo; as arestas pressionavam sua palma, trazendo uma sensação nítida.

Ela não disse "sim", nem disse "não".

Mas Pietro sabia que ela havia aceitado. Aceitado seu anel e aceitado seu coração sincero e sem reservas. Isso era o suficiente.

Ele se levantou e a envolveu em um abraço apertado.

— Eu vou te tratar bem. Vou te tratar bem a vida inteira.

Leticia escondeu o rosto no peito dele, sentindo seu perfume fresco e agradável. Fechou os olhos e assentiu levemente.

— Hum.

Lá fora, o pôr do sol estava radiante. No entanto, aquela cena calorosa, aos olhos de certa pessoa, era insuportável.

Bernardo estava sentado no carro, olhando para uma foto em seu tablet que acabara de ser enviada por seu assistente e que já começava a circular discretamente na internet.

O cenário era o escritório banhado pelo entardecer; Pietro ajoelhado, olhando para Leticia com um olhar terno e focado.

Leticia inclinada, com a mão no rosto dele.

O título da postagem era cortante: "Pedido de casamento romântico do segundo herdeiro da família Pietro. A Rosa com Espinhos finalmente encontrará o verdadeiro amor?".

Rosa com Espinhos...

era um apelido que as pessoas do círculo social davam a Leticia antigamente, misturando ironia com uma descrição de seu temperamento forte.

Depois que ela se tornou discreta, o apelido caiu no esquecimento.

Mas agora, fora resgatado nesse contexto.

Bernardo fixou o olhar na foto sem piscar até que seus olhos ardessem. Ele virou o tablet com força sobre as pernas.

Ele precisava vê-la.

Agora. Imediatamente. Ele não suportava a ideia; apenas imaginar a cena dela usando o anel de outro homem era o suficiente para deixá-lo louco.

Leticia e Pietro jantaram juntos. Pietro a deixou em casa, mas precisou voltar para a empresa para resolver uma urgência.

Leticia terminou seu banho e estava prestes a descansar quando a campainha tocou.

Pensando ser Pietro que esquecera algo, ela olhou pelo interfone com vídeo e viu o rosto pálido e tenso de Bernardo. Ela franziu a testa e não abriu.

A campainha tocou insistentemente. Leticia apertou o botão de comunicação, com voz fria: — Sr. Bernardo, algum assunto?

— Abra a porta.

— Está tarde, vou descansar. Se tiver algo, diga amanhã.

— Leticia! — Bernardo aumentou o tom de voz, com uma determinação desesperada. — Abra! Eu tenho uma coisa para te perguntar!

Leticia silenciou por dois segundos e, por fim, apertou o botão de abertura. Ela queria ver o que ele ainda tinha a dizer.

Bernardo entrou apressadamente, e seu olhar fixou-se imediatamente na mão esquerda de Leticia.

— O que você quer? — Leticia cruzou os braços, encostada no móvel do hall, olhando para ele sem expressão.

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Bernardo travou o olhar nela e se aproximou passo a passo.

Ele trazia consigo o frio do vento noturno e um leve cheiro de antisséptico.

— O que dizem as notícias... é verdade? — ele perguntou com voz seca e rouca.

— Que notícias? — Leticia arqueou a sobrancelha.

— O Pietro te pediu em casamento — Bernardo disse pausadamente, cada palavra parecendo arrancada de entre os dentes. — É verdade?

Leticia achou aquilo ridículo: — Bernardo, o que isso tem a ver com você?

— Responda-me! — Bernardo rugiu subitamente, com os olhos ficando vermelhos no mesmo instante. Ele agarrou o pulso de Leticia com uma força assustadora. — Ele te pediu em casamento? Você aceitou? Diga!

Leticia sentiu dor, franziu a testa e tentou soltar-se: — Solte! Você está me machucando!

Bernardo parecia não ouvir. Olhou fundo nos olhos dela; havia uma dor, um ciúme e uma loucura quase transbordando ali.

— Tire isso — disse ele com voz rouca.

— O quê? — Leticia não entendeu.

— O anel! O anel que ele te deu, tire agora! — O tom de Bernardo subiu drasticamente, em um delírio obsessivo. — Eu não permito que você use! Leticia, você não tem permissão para usar o anel de outro homem!

Leticia finalmente entendeu o que ele queria dizer e sentiu uma onda de absurdo e fúria.

— Bernardo, você enlouqueceu? — Ela lutou com força. — Com quem eu fico, se aceito ou não um pedido, se uso ou não um anel, o que isso tem a ver com você? Quem você pensa que é?!

— Quem eu sou? — Bernardo segurou o pulso dela com força e a puxou para si. Com a distância mínima entre os dois, ele via claramente a raiva e a repulsa nos olhos dela, o que fazia o fogo em seu peito arder com mais força e dor. — Leticia, aos dezoito anos você disse que me amava! Você tem meu nome tatuado perto do coração! Você é minha! Como pode se casar com outro?! Como pode usar o anel de outro?!

Leticia parou de lutar. Ela olhou para ele, para aquele homem que ela amou durante toda a sua juventude, e que agora parecia um apostador que perdera tudo, gritando declarações de posse ridículas com olhos injetados.

O último vestígio de emoção que ela sentia pelo passado silenciou-se completamente.

SLAP!

Um tapa nítido e sonoro ecoou no hall silencioso.

O rosto de Bernardo virou com o impacto, e uma marca de dedos surgiu rapidamente em sua pele clara.

— Este tapa é para você acordar — Leticia sacudiu a mão adormecida, com um olhar frio como gelo. — Bernardo, não me faça perder o resto do respeito que ainda tenho por você.

Bernardo olhou para ela estático; a dor no rosto não era nada comparada à dor no peito.

De repente, ele deu um passo à frente e agarrou a mão de Leticia, forçando-a contra o lado esquerdo de seu próprio peito, ignorando a resistência dela.

— Sinta... — a voz de Bernardo tremia descontroladamente, seus olhos estavam vermelhos e lacrimejantes. — Sinta... aqui só tem você... Leticia, eu errei, eu realmente errei... Nunca mais farei isso, nunca mais duvidarei de você, nunca mais te afastarei, nunca mais te machucarei... Volte, por favor. Me dê mais uma chance, só uma... eu te imploro...

Ele falava de forma desconexa, com a voz embargada e, ao final, caiu de joelhos diante dela, abraçando suas pernas e escondendo o rosto em seu vestido, com os ombros tremendo violentamente.

— Eu arranco meu coração para você ver... Leticia, sem você, ele não bate mais... Eu realmente me arrependi, eu me arrependo todos os dias... Me perdoe, está bem? Volte para mim, eu te dou tudo o que tenho, eu não quero mais nada, eu só quero você...

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