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《Casei com o Irmão do Meu Ex》Capítulo 22

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Ela lembrou-se de todos os cuidados minuciosos de Pietro desde o casamento.

Lembrou-se dos cafés da manhã feitos com esforço, embora nem sempre saborosos.

Lembrou-se do brilho nos olhos dele quando disse, no autódromo: "Estou feliz por estar com você".

Lembrou-se de como ele sempre surgia quando ela precisava, usando seu jeito barulhento para afastar sua tristeza.

Então... não fora um impulso, nem birra, nem para desafiar Bernardo?

Fora... algo planejado há muito tempo?

Essa percepção deixou a mente de Leticia confusa.

Ela sempre acreditou que o casamento fora uma transação de interesses, um reflexo de seu desespero por vingança somado à cooperação momentânea de Pietro.

Nunca imaginara que Pietro nutrisse tais sentimentos por ela.

O carro entrou suavemente na garagem.

Leticia esforçou-se para levar o Pietro sonolento até o quarto e deitá-lo na cama. Ela pretendia sair, mas ao ver Pietro franzir a testa, parecendo desconfortável, hesitou.

Suspirou, pegou uma toalha quente no banheiro e limpou o rosto e as mãos dele. Depois, com dificuldade, tirou o paletó e os sapatos dele e o cobriu com o edredom.

Ao terminar, estava levemente suada pelo esforço. Quando ia sair, seu pulso foi agarrado por uma mão quente.

— Não vá... — Pietro balbuciou de olhos fechados, segurando com força.

Leticia tentou soltar-se, sem sucesso. Observando o cenho franzido de Pietro mesmo durante o sono, aquele sentimento complexo em seu peito voltou a borbulhar.

Por fim, ela sentou-se na beira da cama. Permitiu que ele segurasse seu pulso e observou seu rosto relaxar aos poucos enquanto dormia, mergulhada em pensamentos desconexos.

Na manhã seguinte, Pietro acordou com uma dor de cabeça terrível.

Sentou-se massageando as têmporas, com a mente nublada pela ressaca. Foi quando viu Leticia sentada na poltrona ao lado da cama, observando-o em silêncio.

Ela vestia um pijama, segurava um copo d'água e parecia estar ali há muito tempo.

A luz da manhã entrava pela fresta da cortina, criando uma aura suave ao redor dela, fazendo-a parecer quase irreal.

A mente de Pietro deu um estalo.

Fragmentos da memória da noite anterior começaram a surgir: no carro, ele parecia estar abraçado ao braço de Leticia... ele parecia ter falado muito... o que ele tinha dito mesmo? Parecia que...

O rosto de Pietro mudou instantaneamente. Da confusão da ressaca para o pavor da consciência limpa em um décimo de segundo.

— Você... acordou? — Ele soltou uma risada forçada, tentando aliviar o constrangimento, mas seu olhar evitava os olhos de Leticia. — Eu ontem... não fiz papel de bobo, fiz? Falei alguma besteira?

Leticia pousou o copo d'água, caminhou até a cama e entregou-o para ele. Então, inclinou-se levemente, encarando os olhos dele cheios de nervosismo e culpa, e falou com uma voz calma e constante:

— Você disse que é apaixonado por mim há muitos anos.

— ...

— Disse também que perseguir a Valentina era fingimento.

— ...

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Pietro quase derrubou o copo; a água respingou em sua mão, fazendo-o tremer. Seu rosto ficou intensamente vermelho, subindo até as orelhas; ele queria encontrar um buraco para se esconder.

— Eu... eu estava bêbado! Falei bobagem! Não leve a sério! — Ele explicava-se de forma desconexa, olhando para todos os lados, menos para Leticia.

— É mesmo? — Leticia empertigou-se, cruzando os braços e observando-o com calma. — Nunca ouviu falar que "o que o bêbado diz, o sóbrio pensou"?

Pietro travou, enterrou a cabeça no travesseiro e soltou um lamento: — Já era... que vergonha... Leticia, pode fingir que não ouviu nada? Eu prometo nunca mais beber!

Ao vê-lo agindo como um avestruz, aquele sentimento complexo de Leticia dissipou-se um pouco, dando lugar a uma vontade de provocá-lo.

— Por que não disse antes? — perguntou ela, sem revelar emoção.

Pietro parou de se esconder no travesseiro. Após um momento, sua voz abafada veio de dentro do travesseiro: — De que adiantaria dizer?

— Naquela época, seus olhos só viam o meu irmão. Se eu dissesse, você acreditaria?

— Você só acharia que eu estava te pregando uma peça ou fazendo uma brincadeira de mau gosto.

A voz dele diminuiu, carregada de uma amargura e sarcasmo que Leticia nunca ouvira vindo dele.

— Eu não ganharia dele. Nunca ganhei. Desde pequeno, ele sempre foi melhor em tudo, mais talentoso, o preferido dos meus pais... O seu olhar para ele era tão brilhante, tão focado... O que eu significava?

Leticia silenciou. Lembrou-se de que, há muito tempo, Pietro era realmente o "garoto irritante" que vivia atrás dela e de Bernardo.

Ele sempre chegava sorridente, dizendo bobagens e fazendo coisas exageradas, o que irritava Bernardo e fazia ela revirar os olhos. Ela sempre achou que ele fosse apenas um playboy fútil que só queria diversão.

Nunca imaginara que, por trás daquela máscara despreocupada, ele escondia tais sentimentos.

E nunca imaginara que sua própria paixão obstinada por Bernardo pudesse ser tão dolorosa e desesperadora aos olhos de outra pessoa.

O ambiente no quarto ficou estagnado por um momento, restando apenas o som dos pássaros lá fora.

Por fim, Pietro tirou o rosto do travesseiro.

Seu cabelo estava bagunçado e o rosto ainda corado, mas seu olhar não tinha mais a ironia habitual; em vez disso, exibia uma seriedade rara, uma coragem de quem já não tem nada a perder.

Ele olhou para Leticia e disse pausadamente:

— Leticia, eu sei que você casou comigo talvez por impulso, talvez para provocar o meu irmão, talvez por vários motivos.

— Não tem problema.

— Eu posso esperar.

— Esperar você enxergar as intenções dele, esperar você superar o passado, esperar... você aceitar olhar para mim.

— Até lá, — ele fez uma pausa, com uma voz baixa mas clara e firme — eu farei tudo o que um marido deve fazer. Te proteger, te tratar bem e não deixar você sofrer injustiças.

— Eu faço isso por vontade própria, não sinta pressão.

Ao terminar, pareceu envergonhado novamente, desviando o olhar para outro ponto enquanto suas orelhas continuavam vermelhas.

Leticia o observava — aquele rapaz que costumava ser arrogante e desapegado agora fazia uma promessa quase ingênua com o tom mais sério do mundo.

Em algum lugar de seu coração, algo pareceu ser tocado suavemente. Era um sentimento agridoce, mas com um calor... desconhecido.

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