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《Casei com o Irmão do Meu Ex》Capítulo 18

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Bernardo voltou para sua mansão vazia. Valentina fora levada temporariamente de volta para a casa dos Xu. Tudo o que acontecera naquela noite repetia-se em sua mente como uma peça absurda. Leticia no palco, profissional e radiante. Valentina coberta de vinho, gritando com um olhar malicioso. E ainda antes... a discussão no provador, o acidente no elevador, a escolha no penhasco...

Inúmeras imagens se cruzavam, e os relances de inveja e cálculo que surgiam no rosto doce de Valentina tornavam-se cada vez mais nítidos. Um pensamento terrível, como uma serpente, rastejou em seu coração:

Será que... eu realmente errei? Errei feio?

Bernardo levantou-se bruscamente, foi até a escrivaninha e ligou o computador. Seus dedos ágeis digitaram rapidamente, acessando o sistema de câmeras de segurança ao redor da loja de vestidos. Voltou no tempo até o dia em que Valentina se "feriu". Ele encontrou uma câmera em um canto discreto que filmava a saída dos funcionários.

Avançou o vídeo. Por fim, cerca de meia hora após o incidente, viu a jovem funcionária que servira de testemunha saindo furtivamente e encontrando uma mulher de chapéu e máscara, cuja silhueta era idêntica à de Valentina. A mulher entregou-lhe um envelope volumoso. Bernardo sentiu o coração afundar. Ele imediatamente checou as movimentações bancárias da funcionária nos dias seguintes. Como esperado, no dia seguinte, houve um depósito de 50 mil reais em sua conta. A origem estava oculta, mas rastreando o IP, o destino final era... um cartão anônimo usado frequentemente por Valentina.

As evidências eram incontestáveis. Bernardo fechou os olhos e respirou fundo para conter a fúria e o frio em sua alma. Pegou o celular e discou um número:

— Traga uma pessoa para mim. A funcionária da loja de vestidos chamada Lin. Rápido e em silêncio.

Uma hora depois, no escritório do subsolo da mansão, Lin estava sentada tremendo na cadeira, sem ousar olhar para o homem sombrio à sua frente.

— Sr. Bernardo... por que o senhor me chamou? — sua voz falhava.

Bernardo não disse nada, apenas virou o laptop para ela, mostrando as gravações e o extrato bancário. O rosto de Lin perdeu a cor instantaneamente.

— Eu... eu não sei... não sou eu... — ela gaguejava.

Bernardo falou com uma voz gélida:

— Falso testemunho e extorsão de grande valor. Diga-me, por quanto tempo esses crimes te manterão na cadeia?

Lin estremeceu e começou a chorar:

— Sr. Bernardo! Me perdoe! Não foi por querer! Foi a Sra. Valentina... ela me obrigou! Disse que se eu não fizesse o que ela mandou, eu não conseguiria mais emprego na cidade! Ela me deu 50 mil... eu fui gananciosa...

Bernardo cerrou os punhos com força.

— Conte tudo o que aconteceu, do início ao fim — ordenou ele, contendo a tempestade.

Lin, soluçando, confessou:

— Naquele dia... a Sra. Valentina entrou primeiro no provador e só depois a Sra. Leticia foi levada para dentro. Quando entrei, vi apenas a Sra. Valentina no chão e o espelho quebrado. Ela me entregou um bilhete escondido dizendo para eu acusar a Sra. Leticia... disse que me pagaria depois... eu tive medo dela e fui gananciosa...

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Bernardo levantou-se bruscamente e foi até a janela, de costas para Lin. Ele precisava se acalmar, ou temia estrangular aquela mulher estúpida e malvada.

— E quanto ao elevador abandonado? As câmeras também foram manipuladas?

Lin balançou a cabeça:

— Disso eu não sei. Mas... parece que a Sra. Valentina conhece alguém que opera o sistema de segurança do local do evento.

Bernardo mandou seu assistente investigar. De fato, havia um vazio estranho nas gravações do elevador naquele período. Após a recuperação técnica, as imagens borradas mostraram: Valentina entrou sozinha no elevador e, minutos depois, Leticia apareceu procurando por ela. Não houve nada de "ser enganada por Leticia".

A verdade estava escancarada diante dele, sangrenta. Uma armação atrás da outra. E ele, o "inteligente" Bernardo, fora um completo idiota, manipulado por Valentina e tornando-se cúmplice das dores de Leticia! Ele lembrou-se do olhar desesperado de Leticia, de suas defesas fervorosas e de sua calma final de quem desistira de tudo... Um arrependimento imenso o inundou.

Ele fez um sinal para que o assistente levasse Lin. Restou apenas ele no quarto. Bernardo desabou no sofá e cobriu o rosto com as mãos. O que ele fizera com Leticia?

No dia seguinte, Bernardo dirigiu diretamente para a casa dos Xu. Valentina, ao vê-lo, exibiu uma expressão de surpresa e mágoa, tentando segurar seu braço:

— Bernardo! Você veio! Pensou bem sobre o que aconteceu? Ontem eu realmente não fiz por querer, foi a minha irmã que...

— Valentina. — Bernardo esquivou-se do toque, com a voz fria como gelo. Ele a encarou com um olhar afiado como faca, como se quisesse arrancar sua máscara de hipocrisia. Valentina sentiu o pânico crescer e forçou um sorriso: — Bernardo, o que houve? Por que me olha assim?

Bernardo não respondeu; apenas jogou as fotos e os extratos bancários sobre a mesa de centro. O sangue fugiu do rosto de Valentina e seus lábios tremeram: — Isso... isso é falso! Bernardo, me escute! Alguém quer me incriminar!

— Te incriminar? — Bernardo soltou uma risada de desprezo. — Então as câmeras do elevador também foram alteradas para te mostrar entrando sozinha de propósito?

Valentina pareceu ser atingida por um raio e caiu sentada no sofá. Ela não esperava que Bernardo investigasse tão a fundo!

— Eu... eu só fiz isso porque te amo, Bernardo! — Valentina começou a chorar de forma deplorável, tentando segurar a mão dele. — Eu tive medo... tive medo de que a Leticia te roubasse de mim! Ela é tão bonita e sedutora... eu não tive escolha! Só assim você a odiaria e olharia apenas para mim...

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