localização atual: Novela Mágica Moderno Romance Casei com o Irmão do Meu Ex Capítulo 14

《Casei com o Irmão do Meu Ex》Capítulo 14

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Ele claramente havia bebido muito; o terno impecável estava amarrotado, a gravata torta e os óculos de armação dourada haviam sumido.

Com o cabelo bagunçado e os olhos injetados de sangue, ele emanava uma aura de fúria beirando a loucura.

Ele empurrou violentamente Pietro, que tentava impedi-lo, com uma força surpreendente, tentando subir as escadas aos tropeços.

— Leticia! Leticia, saia daí agora! — gritava ele, com a voz rouca e quebrada.

— Bernardo! Que diabos de loucura é essa! — rugiu Pietro, tentando detê-lo novamente. — Saia! Você não é bem-vindo aqui!

Os dois homens se atracaram no pé da escada, derrubando um vaso decorativo que se estilhaçou ruidosamente.

Bernardo não se importava; seus olhos vermelhos fixavam-se no segundo andar como os de uma fera ferida: — Leticia! Venha para casa comigo! Volte comigo agora mesmo!

Leticia estava no topo da escada, observando friamente o caos abaixo.

O "lar" que ele mencionava era apenas aquele quarto de hóspedes onde ele a instalara, o lugar onde ele sempre esperava que ela "pensasse com clareza".

Bernardo a viu e lutou ainda mais intensamente para se livrar de Pietro: — Leticia! Responda-me! Você fez isso só para me provocar?!

Leticia desceu os degraus, passo a passo.

Vestia um pijama simples, estava descalça e seu rosto não tinha expressão; sob a luz fria da madrugada, parecia uma boneca de porcelana sem vida.

Ela aproximou-se dos dois que lutavam e encarou o Bernardo frenético.

— Bernardo — disse ela. Sua voz era assustadoramente calma, em contraste com a loucura dele. — Quem você pensa que é?

Bernardo parou bruscamente, encarando-a com olhos injetados como se não entendesse suas palavras.

— Por que...? — Seu peito arfava, e cada palavra parecia arrancada do fundo da garganta. — Diga-me por quê! Por que logo ele? Por que logo hoje?!

Leticia enfrentou o olhar doloroso dele e disse com clareza e lentidão:

— Porque eu quero que você se lembre. Quero que em todos os anos futuros, em cada aniversário de casamento, enquanto celebra sua "união perfeita" com Valentina, você se lembre de que, no mesmo dia, a Leticia que você descartou e não quis mais casou-se com seu irmão.

— Bernardo, quero que você nunca mais esqueça este dia. Nunca esqueça que eu não amo mais você!

Bernardo pareceu ser atingido por um raio.

Ficou paralisado, a loucura e a fúria em seu rosto desaparecendo gradualmente, restando apenas uma desolação beirando o desespero.

Ele cambaleou para trás, batendo contra a parede.

— Você disse que não ama mais? — perguntou ele com voz rouca, com um último traço de esperança.

Leticia riu, um riso cheio de melancolia e sarcasmo.

— Amar? — repetiu ela, como se ouvisse a piada mais engraçada do mundo. — Desde o momento em que você escolheu Valentina e me empurrou para o abismo; desde o momento em que você a priorizou e me forçou a doar sangue, assistindo à minha humilhação; desde cada momento em que você me bateu, me insultou e nunca acreditou em mim...

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Sua voz aumentou de tom, carregada de um tremor incontrolável, enquanto todas as dores guardadas explodiam naquele instante.

— Bernardo, aquela minha ilusão patética e ridícula por você morreu faz tempo! Foi torturada e morta por você, pedaço por pedaço!

Bernardo ergueu a cabeça, os olhos cheios de pânico e sofrimento, como se finalmente tivesse percebido algo.

Tentou segurá-la: — Não... Leticia... eu me arrependi! Eu me arrependi, está bem?!

Sua voz era rouca, quase um lamento: — Eu não suporto! Não suporto ver você com o Pietro, não suporto ver você com qualquer outro homem! Eu vejo vocês juntos, vejo você sorrindo para ele... eu não suporto! Leticia, diga-me, o que aconteceu comigo?!

Ele parecia genuinamente confuso, buscando uma resposta para seu próprio descontrole.

Leticia apenas o observava naquele estado deplorável, com o coração transformado em um deserto de gelo.

— Pietro — disse ela, sem olhar mais para Bernardo, voltando-se para o Pietro que estava com o rosto tenso. — Chame a polícia.

Pietro hesitou por um momento. Leticia repetiu:

— Chame a polícia. Diga que há alguém embriagado que invadiu uma propriedade privada e tentou agredir os moradores.

Bernardo olhou para ela sem conseguir acreditar, como se não reconhecesse aquela mulher fria e cruel.

Pietro entendeu, lançou um olhar complexo para Leticia e pegou o celular.

— Bernardo, não volte mais — Leticia lançou um último olhar ao homem que um dia a fizera se perder. Sua voz era leve como um suspiro, mas carregada de uma determinação inquestionável. — Guarde para si mesmo, e deixe para mim, o último resto de dignidade.

Dito isso, ela virou-se e, descalça, subiu os degraus da escada novamente. Sem olhar para trás.

Bernardo foi expulso à força por Pietro, e a porta principal da mansão fechou-se pesadamente diante dele, isolando todos os seus gritos e desespero.

No último instante antes da porta fechar, ele ouviu claramente a voz de Leticia dizendo calmamente a Pietro:

— Por favor, limpe tudo. Estou cansada.

O mundo, diante dele, desabou completamente.

No dia seguinte, era o dia da visita dos recém-casados à família para o chá cerimonial. Pietro vestia um terno azul-marinho impecável, com uma seriedade incomum.

Ele olhou de soslaio para Leticia; ela usava um vestido

qipao

moderno na cor lilás suave, que realçava sua cintura fina.

Sua maquiagem era discreta e sua expressão, serena.

— Está nervosa? — perguntou Pietro baixinho, tocando de leve as costas da mão dela. Leticia balançou levemente a cabeça, observando a pesada porta de madeira entalhada. Fora ali muitas vezes antes, perseguindo Bernardo, sempre com entusiasmo. Agora, o sentimento era oposto.

— Vamos — disse Pietro, pegando a mão dela. Sua palma estava quente e seca, transmitindo uma força inquestionável.

Na sala, os anciãos da família Pietro estavam sentados nas cadeiras principais de jacarandá.

O Sr. Pietro tinha uma expressão severa, enquanto a Sra. Pietro exibia um sorriso polido, mas com um olhar de escrutínio e frieza.

Bernardo e Valentina estavam sentados logo abaixo. Valentina usava um conjunto branco suave e encostava-se em Bernardo com um sorriso gentil.

O ambiente estava impregnado de uma estagnação sutil.

Os criados serviram as xícaras de chá, e Leticia e Pietro aproximaram-se para o ritual de respeito.

— Pai, por favor, aceite este chá.

— Mãe, por favor, aceite este chá.

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