localização atual: Novela Mágica Moderno Romance Casei com o Irmão do Meu Ex Capítulo 13

《Casei com o Irmão do Meu Ex》Capítulo 13

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— Sra. Leticia Pietro.

Bernardo empalideceu instantaneamente, como se tivesse levado um soco violento no rosto, cambaleando meio passo para trás.

Um silêncio mortal tomou conta do ambiente, seguido por sussurros ainda mais contidos.

Bernardo encarou os olhos gélidos de Leticia e viu como ela segurava firmemente o braço de Pietro; um desespero e pânico avassaladores o inundaram como uma maré gelada.

Sob o olhar desolado de Valentina e o escrutínio estranho de todos, Bernardo não disse uma palavra; virou-se bruscamente e saiu apressado daquele lugar que o sufocava.

Tarde da noite, na mansão de Pietro.

Não houve brincadeiras de núpcias nem rituais complexos.

Após o casamento, Pietro levou Leticia diretamente para sua propriedade particular, e não para a residência principal da família.

Com o fim da agitação, a enorme mansão parecia extraordinariamente vazia e silenciosa.

Leticia tirou o vestido de noiva elaborado, vestiu uma roupa caseira confortável e ficou parada no centro da sala, um tanto perdida.

— O segundo quarto à esquerda, no andar de cima, é a suíte principal. O da direita é o de hóspedes — disse Pietro, tirando a gravata e jogando-a casualmente no sofá, com o tom de voz habitual. — Você fica na suíte principal, eu fico no de hóspedes.

Leticia balançou a cabeça:

— Não precisa, eu fico no de hóspedes.

Pietro arqueou a sobrancelha e deu um sorriso de canto:

— Como quiser. Mas temos que manter as aparências; amanhã cedo precisamos ir à casa principal para o chá cerimonial, e aqueles conservadores estarão prontos para criticar.

— Eu sei — respondeu Leticia baixinho. — Obrigada.

— Obrigada por quê? — Pietro riu pelo nariz, foi até a adega e serviu-se de uma taça. — Vá descansar, amanhã teremos uma batalha difícil.

Leticia não disse mais nada, subiu as escadas e entrou no quarto de hóspedes.

O quarto era decorado de forma simples, com uma aura fria de quem não era habitado há muito tempo.

Após o banho, ela deitou-se na cama estranha, mas não conseguiu dormir. Em um único dia, casara-se com Pietro, rompera definitivamente com Bernardo e tornara-se a "Sra. Leticia Pietro".

A vida parecia ter sido acelerada, correndo loucamente em uma direção desconhecida.

O cansaço físico era extremo, mas sua mente estava estranhamente alerta. As cenas do dia, especialmente os olhos de Bernardo — em choque, fúria e, por fim, desolação —, piscavam diante dela. Ela pensara que se sentiria aliviada ou satisfeita. Mas, naquele momento, restava apenas um cansaço infinito e um vazio profundo.

Não se sabe quanto tempo passou antes que ela finalmente adormecesse.

O sono foi inquieto, repleto de pesadelos: a sensação gélida de sufocamento ao cair no mar, a dor aguda das varas de vime, a imagem de Bernardo dizendo "não" e, por fim, o rosto de Valentina com seu sorriso malicioso...

— Ah! — Leticia acordou assustada, sentando-se abruptamente com a testa coberta de suor frio. Seu coração batia tão forte que parecia querer escapar do peito, soando nitidamente no silêncio da noite.

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Na escuridão, a porta do quarto abriu-se suavemente.

Pietro estava parado ali, de pijama, segurando um copo d'água.

A luz do corredor desenhava sua silhueta atrás dele.

— Teve um pesadelo? — perguntou ele, aproximando-se. Sua voz tinha a rouquidão de quem acabara de acordar, mas possuía um estranho poder reconfortante. Leticia abraçou os joelhos e assentiu, sem conseguir falar no momento. Pietro não acendeu a luz principal; aproximou-se da cama sob a luz que vinha da porta e entregou-lhe o copo: — Beba um pouco de água.

Leticia pegou o copo; a água estava na temperatura ideal.

Ela bebeu em pequenos goles, sentindo os dedos gelados aquecerem aos poucos.

Pietro não saiu; sentou-se casualmente no tapete ao lado da cama, recostado na lateral.

— Quer ouvir uma história? — perguntou ele, do nada.

— O quê? — Leticia estranhou.

— Quando eu não conseguia dormir quando criança, minha mãe... contava histórias para mim — disse Pietro calmamente na escuridão. — Embora fossem contos de fadas bem infantis.

Leticia permaneceu em silêncio. Pietro não se importou e começou a contar por conta própria uma versão de "Chapeuzinho Vermelho" cheia de furos e completamente adaptada por ele.

— ... e então o Lobo Mau foi transformado em um casaco de pele pelo caçador, e a Chapeuzinho o usou para ir ao baile da floresta, tornando-se a mais estilosa de todas.

O tom de voz dele era monótono, sem qualquer talento para contar histórias, mas aquela tentativa deliberada e o enredo absurdo acabaram dissipando o medo e a angústia no coração de Leticia.

Ela não resistiu e soltou um riso muito baixo e leve. Na escuridão, Pietro pareceu olhar para ela.

— Sorriu? — Sua voz também adquiriu um leve tom de satisfação. — Você fica linda sorrindo, sorria mais vezes.

O coração de Leticia falhou uma batida, e seus dedos apertaram o copo.

Nesse momento, ouviu-se lá embaixo o toque da campainha — insistente, louco e sem qualquer cortesia!

Ding-dong!

Ding-dong!

Ding-dong!

No silêncio da madrugada, aquele som era particularmente estridente e assustador.

Pietro franziu a testa imediatamente, sua suavidade desaparecendo e dando lugar à vigilância e impaciência.

— Droga, quem é? — resmungou ele, levantando-se. — Fique aqui, eu vou ver.

O coração de Leticia acelerou, tomada por um mau pressentimento.

Assim que Pietro desceu, não demorou muito para que soassem gritos de discussão e o barulho de objetos sendo derrubados!

Leticia tirou o cobertor, caminhou descalça até o parapeito do segundo andar e olhou para baixo.

A porta principal da mansão estava escancarada e Bernardo estava parado ali!

 

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