localização atual: Novela Mágica Moderno Romance Casei com o Irmão do Meu Ex Capítulo 11

《Casei com o Irmão do Meu Ex》Capítulo 11

PUBLICIDADE

Do outro lado, Bernardo já havia buscado Valentina.

O carro nupcial seguia suavemente pela estrada. Valentina não parava de falar, descrevendo detalhes da cerimônia e seus planos para o futuro.

No entanto, Bernardo permanecia em silêncio, visivelmente distraído. Ele sentia, no fundo, que algo estava prestes a acontecer.

Foi então que, ao pararem em um semáforo, o comboio deles cruzou exatamente com outro cortejo nupcial.

De acordo com os costumes de São Paulo, quando dois cortejos de casamento se encontram em um cruzamento, as noivas devem baixar os vidros e trocar buquês, simbolizando o compartilhamento de alegria e bênçãos.

Valentina, lembrando-se prontamente da tradição, baixou o vidro do seu lado com entusiasmo, esperando que a noiva do outro carro fizesse o mesmo.

Bernardo, inicialmente desinteressado, lançou apenas um olhar casual para o comboio ao lado.

Mas, no instante em que o vidro do carro principal oposto baixou lentamente, a respiração de Bernardo parou abruptamente!

Sua mente ficou em branco; todos os pensamentos e sons ao redor pareceram desaparecer.

Ele só conseguia encarar fixamente aquele rosto, emoldurado por um véu branco deslumbrante, como se quisesse atravessar o vidro com o olhar.

Como era possível? Por que ela estava ali? Vestida de noiva... ao lado de Pietro... em um carro nupcial?

— Lê? — O grito de Valentina ecoou agudo, carregado de uma descrença trêmula, quebrando o silêncio mortal dentro do veículo. — Você... o que significa isso?!

O rosto de Valentina empalideceu instantaneamente.

O sorriso que ela tanto se esforçara para manter congelou em sua face, transformando-se em uma expressão de angústia.

Ela tentou segurar o braço de Bernardo em busca de apoio, mas sentiu que os músculos dele estavam rígidos como rocha, frios e inertes.

Pietro claramente também os vira.

Seu sorriso alargou-se de imediato, transbordando arrogância e provocação.

Ele chegou a acenar com as mãos, visivelmente de bom humor.

— Ora! Irmão, cunhada! Que coincidência! — A voz de Pietro atravessou o vidro, preguiçosa, mas articulando cada palavra com clareza. — Que ironia do destino, uma mesma família encontrando dois novos casais!

Ele fez uma pausa deliberada, observando o rosto chocado e sem palavras de Bernardo, e seu sorriso intensificou-se.

— Mas peço desculpas, eu e a Lê estamos com pressa, então vamos pular a troca de buquês. — Ele disse rindo, envolvendo naturalmente os ombros de Leticia com o braço e puxando-a levemente para si. — Desejo a vocês um feliz casamento e vida longa! Nós vamos na frente!

Durante todo o tempo, Leticia não lançou um único olhar na direção de Bernardo.

As linhas de seu perfil estavam calmas, quase indiferentes, como se o casal no carro ao lado fosse composto por completos desconhecidos.

O sinal abriu. O comboio de Pietro arrancou primeiro, partindo sem hesitação e deixando para trás os carros de Bernardo e Valentina.

— Bernardo! O que... o que está acontecendo?! — Valentina sacudia o braço de Bernardo em pânico. — Como a Lê pode estar com o Pietro? Eles vão se casar? Hoje? No mesmo dia que nós? Ela enlouqueceu?!

PUBLICIDADE

Bernardo continuava estático, seus olhos seguindo fixamente o comboio que se afastava, como se não ouvisse as palavras de Valentina.

Seu peito arfava violentamente, tomado por uma mistura de choque, fúria e um pânico indescritível que rugia em seu interior como um vulcão em erupção.

— Pare o carro.

As duas palavras saíram frias como gelo de entre os dentes de Bernardo.

O motorista, assustado, pisou no freio instintivamente.

O comboio parou abruptamente no meio da rua.

— Bernardo? O que você vai fazer? — Valentina olhava para ele, aterrorizada.

Bernardo escancarou a porta do carro e saltou, partindo a passos largos.

Ele esqueceu-se até de ajustar o traje amarrotado, correndo em direção à direção onde o comboio de Pietro desaparecera, como se tentasse agarrar com as próprias mãos uma sombra que já não podia mais alcançar.

O fluxo de veículos ao redor explodiu em um coro agudo de buzinas devido à parada repentina.

— Sr. Bernardo! É perigoso! Volte! — O assistente desceu apressado para tentar alcançá-lo.

Valentina observava as costas de Bernardo em descontrole e a tempestade avassaladora em seus olhos.

Suas unhas cravaram-se profundamente na palma da mão, quase quebrando sua maquiagem impecável.

Leticia!

Como você ousa!

Como ousa usar este método para me dar um golpe tão fatal no dia do meu casamento!

O hotel mais luxuoso de São Paulo fora reservado para dois grandes casamentos simultâneos.

Na ala leste, no "Salão das Nuvens", ocorria o casamento de Bernardo e Valentina.

No entanto, talvez devido ao incidente no caminho, o ambiente no salão estava impregnado de uma opressão sutil e estranheza.

Na ala oeste, no "Salão Mar de Estrelas", acontecia a união de Pietro e Leticia.

Os convidados eram majoritariamente jovens amigos da elite; a música era vibrante e o clima, de total liberdade, com risos e gritos que quase levantavam o teto.

Bernardo estava no palco do "Salão das Nuvens", ao lado de Valentina em seu vestido de noiva imaculado.

O mestre de cerimônias narrava com voz entusiástica a "história de amor perfeita" do casal.

Contudo, os olhos de Bernardo desviavam-se repetidamente para as portas fechadas do salão.

Pela primeira vez na vida, ele perdera o controle ao perseguir um carro, mas não o alcançara. Ela simplesmente partira. Partira diante de seus olhos.

A voz do mestre de cerimônias soava em seus ouvidos e a imagem de Valentina o olhava com ternura, mas em sua mente repetia-se apenas a cena do cruzamento: o perfil de Leticia sob o véu branco e a mão provocadora de Pietro em seu ombro!

— ... Sr. Bernardo, você aceita receber Valentina como sua legítima esposa, para respeitá-la e protegê-la até o fim de seus dias?

A voz do mestre de cerimônias trouxe-o de volta. Todos os olhares estavam voltados para ele.

Valentina o olhava ansiosa, apertando nervosamente o tecido do vestido.

Bernardo abriu a boca, mas o "Aceito" tantas vezes ensaiado parecia uma espinha de peixe atravessada na garganta.

Ele hesitou por três segundos inteiros. Esses três segundos pareceram um século, e cochichos começaram a surgir entre os convidados. O rosto de Valentina empalideceu gradualmente.

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia