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《Casei com o Irmão do Meu Ex》Capítulo 2

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"Lê! Espere!"

Valentina correu e agarrou o pulso dela.

"Não fique brava, ouça o que sua irmã tem a dizer..."

"Solte-me!"

Leticia, sentindo uma repulsa extrema, desvencilhou-se violentamente.

No exato momento em que ela soltou a mão de Valentina, um carro surgiu subitamente na pista, dobrando a esquina em alta velocidade e avançando diretamente na direção delas.

No segundo seguinte, Leticia viu Bernardo correr desesperadamente e puxar Valentina para seus braços.

No entanto, ele nem sequer cogitou olhar para Leticia, que estava a poucos centímetros de distância.

"BANG!!!"

Leticia foi arremessada pelo impacto brutal. O mundo girou e capotou diante de seus olhos, e uma dor agoniante tomou conta de seu corpo instantaneamente.

Ela conseguia ouvir nitidamente o som de seus ossos quebrando, enquanto um líquido quente jorrava...

Antes de perder completamente a consciência, a última imagem que viu foi Bernardo abraçando Valentina, que estava em choque, perguntando em voz baixa se ela estava bem.

O olhar de preocupação e angústia dele parecia transbordar.

...

Quando recuperou os sentidos, estava no hospital.

Ela piscou com esforço, tentando se adaptar à claridade, e então viu Bernardo sentado ao lado da cama.

"Acordou?" Ele franziu a testa. "O médico disse que você fraturou a perna esquerda e teve fissuras em três costelas. Leticia, com esse seu temperamento imprudente e rebelde, quem acaba ferida no final é sempre você. Quando é que você vai crescer de verdade?"

Aquelas palavras foram como uma chave que abriu as comportas da memória de Leticia.

Ela e Valentina eram irmãs legítimas, com apenas um ano de diferença. Mas, embora Leticia fosse claramente a mais bonita, a com melhores notas e a mais popular, os olhos de seus pais pareciam estar sempre voltados apenas para Valentina.

Valentina era frágil. Quando ela ficava doente, Augusto e Helena passavam noites em claro cuidando dela; o que ela quisesse, eles davam um jeito de conseguir; se ela apenas franzisse a testa, eles perguntavam nervosos se algo estava errado.

E quanto a Leticia? Quando ela adoecia, seus pais apenas diziam "aguente um pouco que passa"; quando tirava o primeiro lugar na escola, diziam friamente "continue se esforçando na próxima vez"; quando queria algo, ouvia "sua irmã não tem saúde, você precisa ceder para ela".

Ela sentia tristeza e mágoa, sem entender por que, sendo ambas filhas, a diferença era tão abismal.

Mais tarde, ela começou a se meter em encrencas, disputar rachas, brigar e frequentar baladas, arruinando a própria reputação. Leticia pensava que, agindo assim, seus pais talvez olhassem para ela ou se preocupassem um pouco mais. No entanto, o que recebeu foram apenas reprimendas e castigos mais severos, além de uma decepção cada vez mais evidente.

Havia apenas Bernardo.

Sempre que ela se metia em confusão, era ele quem resolvia. Ele ia à escola pedir desculpas aos professores, limpava a bagunça que ela deixava e, depois de ela ser castigada, cuidava de seus ferimentos.

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Naquela época, ele também perguntava: "Leticia, quando você vai crescer?"

Ela costumava agarrar o braço dele e, olhando para cima com um sorriso, dizia: "Já que você está aqui, não posso simplesmente nunca crescer?"

Bernardo ficava em silêncio por um longo tempo e então respondia: "Então, não cresça."

Mas e agora?

Ela não respondeu. Apenas estendeu a mão lentamente e segurou o pulso de Bernardo.

"Bernardo, vou te perguntar pela última vez. Deixando de lado seus padrões para escolher uma esposa, você realmente não gosta nem um pouco de mim? Nem sequer um pouquinho?"

Bernardo silenciou. Ele baixou os olhos para a mão dela, observando aquela garota que, desde os dezoito anos, o perseguia obstinadamente como uma chama que nunca se apagava. Ela era vibrante, ousada e vivia de forma imprudente — de um mundo completamente diferente do dele.

Quando ele estava prestes a abrir a boca, o celular tocou. Ele pegou o aparelho e viu na tela: "Valen".

Não se sabe o que foi dito do outro lado, mas o rosto de Bernardo mudou de expressão: "Não se mexa, estou indo agora mesmo."

Ele desligou o telefone e soltou a mão de Leticia sem hesitar.

"Valentina não está se sentindo bem, preciso ir até lá. Descanse, eu já paguei as despesas médicas."

Dito isso, ele abriu a porta do quarto e desapareceu no fim do corredor.

Leticia ficou deitada na cama, olhando para a porta fechada, e subitamente começou a rir. Enquanto ria, as lágrimas encharcaram o travesseiro. Ela entendeu que a ausência de resposta era a melhor resposta.

Ela pegou o celular carregando na cabeceira. A tela acendeu com dezenas de mensagens não lidas, a maioria de Pietro. Ela abriu a lista de contatos, encontrou o número de Pietro e ligou.

A ligação foi atendida rapidamente.

"Alô?" A voz de Pietro soou preguiçosa. "Acordou? Ouvi dizer que foi parar no hospital. O quê, ficou tão arrasada pelo meu irmão que resolveu bater o carro?"

Leticia ignorou a provocação.

Olhando para o teto, ela disse pausadamente: "Aquela proposta que você fez... eu aceito."

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