localização atual: Novela Mágica 18+ Moderno Obcecado por Ela: Domando a Fera Capítulo 28: Amem-se na Manhã com Aroma de Rosas

《Obcecado por Ela: Domando a Fera》Capítulo 28: Amem-se na Manhã com Aroma de Rosas

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No dia seguinte, quando a luz da manhã inundou o peitoril da janela do quarto, Nina estava abaixando suavemente os pedais da cadeira de rodas.

Murilo, encostado na cabeceira da cama, observava as mechas de cabelo dela traçando uma curva suave em seu pescoço.

A gola da camisola, que ele havia desarrumado durante os carinhos da noite anterior, estava agora devidamente abotoada até o topo.

— Você quer mesmo sair? — Ele segurou o pulso dela. — O médico disse que eu preciso de repouso absoluto.

Nina segurou a mão dele de volta, acariciando os calos leves em sua palma: — Repouso não significa mofar.

Ao se inclinar, as pontas de seu cabelo roçaram o peito dele, trazendo o perfume de jasmim pós-banho. — As rosas da varanda abriram. Eu as contava todos os dias enquanto você estava em coma; agora deve haver dezessete.

A vibração da cadeira de rodas ao cruzar a soleira fez Murilo franzir o cenho; a tensão na ferida o fez retesar os músculos.

Nina parou imediatamente, agachando-se para ficar na altura dos olhos dele: — Se doer, me fale.

Seu polegar pressionou levemente a parte interna do joelho dele, como se acalmasse um animalzinho assustado.

O vento primaveril trouxe o aroma das flores, e Murilo estreitou os olhos ao ver Nina cobrir suas pernas cuidadosamente com uma manta.

O sol dançava nos cílios dela, tingindo a ternura de seus olhos de dourado.

Ele lembrou-se de como ela estava envolta pela luz na noite anterior, quando se encolheu em seus braços e sussurrou tremendo: "Não me deixe de novo".

Nina tirou uma garrafa térmica da bolsa; um vapor doce com aroma de tâmaras subiu. — Chá de gengibre com açúcar mascavo. A cuidadora me ensinou a fazer.

Murilo pegou o copo, mas não bebeu, apenas encarou o reflexo na água: — Estava pensando em como chegamos a este ponto.

Semana passada ainda estávamos nos torturando e hoje...

— Sua voz baixou. — Como você acreditou naquelas minhas asneiras?

Nina passou os dedos pela textura metálica do braço da cadeira de rodas, onde ainda havia marcas de onde ela se segurara na noite anterior.

— Enquanto você estava inconsciente, não parava de segurar minha mão e dizer "perdão" — disse ela suavemente.

— Quem diria que você é tão desajeitado até falando dormindo. — Ela ergueu o rosto com um brilho travesso no olhar. — Mas é muito mais agradável do que ouvir "chame de senhor".

Murilo engasgou com o chá, e o vapor embaçou suas lentes.

Ele tirou os óculos, revelando os olhos avermelhados: — Relembrando o passado, de repente me sinto um idiota. — Ele fez uma pausa, a glote se movendo. — Eu te amei da pior forma possível, esquecendo que o amor é...

— É levar um tiro, é proteger, é lembrar de pedir desculpas mesmo em coma — Nina o interrompeu, cobrindo com a mão a gaze no dorso da mão dele, onde se escondia a cicatriz do incêndio.

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— Como agora, que você está pálido de dor, mas continua se fazendo de forte.

Murilo puxou o pulso dela bruscamente, fazendo-a sentar no braço da cadeira de rodas.

Seu hálito roçou o lóbulo da orelha avermelhado de Nina: — O que você disse ontem à noite... ainda está de pé?

Nina enganchou os dedos na bandagem da nuca dele, aproximando seus narizes: — Depende do seu comportamento. — Ela apontou para a roseira ao longe. — Se você conseguir colher aquela rosa mais vibrante, eu talvez...

Antes que terminasse, Murilo já tentava se levantar apoiando-se nos braços da cadeira.

A dor aguda o deixou pálido, mas ele estendeu a mão obstinadamente para o arbusto.

Nina amparou-o às pressas, entre a raiva e o riso: — Louco!

— Ficar louco por você vale a pena.

Murilo segurava a rosa com espinhos, as pétalas manchadas com o sangue de sua palma. — Agora, posso pedir outro prêmio?

Sob a luz da manhã, o beijo dele foi cauteloso, como se tratasse um tesouro frágil.

Nina o abraçou com mais força; naquele amanhecer imerso em perfume de flores, todas as promessas não ditas transformaram-se na ternura que envolvia seus dedos.

Murilo sentia os espinhos furarem sua palma, mas aquela dor não era nem um milésimo da dor que ele causara a Nina no passado.

Olhando para a compaixão nos olhos dela, ele lembrou do primeiro encontro no terraço há três anos, quando ela, ensanguentada, erguera o rosto com teimosia.

O muro de frieza que ele construíra começou a rachar naquele exato momento...

— Bobo. — Nina colocou o dedo sangrando dele na boca, limpando a gota de sangue com a língua, um gesto que fez a garganta de Murilo apertar.

Ela olhou para ele com um brilho mais doce que a aurora. — Você pergunta por que te perdoei. A resposta está escrita nestas cicatrizes, desde cada vez que você usou seu corpo para me proteger.

Ela acariciou a marca do tiro em seu peito com a voz embargada:

— Quando soube que você me empurrou por instinto no atentado e levou o tiro no meu lugar, entendi que suas agressões eram apenas um disfarce desajeitado de quem não sabia amar. Você se trancou numa prisão de ódio e posse, mas no momento de vida ou morte, seu instinto fez a escolha mais honesta.

Murilo a apertou contra o peito, inalando o perfume de jasmim dela.

— Eu percebi o quão ridículo eu era. Achei que a força te prenderia, mas quase te perdi. O amor não é controle, é estar disposto a baixar todas as guardas pelo outro.

Nina desenhou o contorno da sobrancelha dele com o dedo: — O que mais me tocou não foi você me salvar, mas você encarar seus próprios erros. Cada vez que você me olha nos olhos e diz "perdão", sinto sua vontade de mudar.

No silêncio da manhã com aroma de rosas, duas almas que se perderam no amor finalmente encontraram o caminho de volta.

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As dores do passado tornaram-se o adubo para um amor agora mais firme e inquebrável.

— FIM DA HISTÓRIA PRINCIPAL —

O Aniversário de Nina, Sexo Doce (Extra)

Nina, que antes se encolhia de pavor no quarto de empregada da mansão Murilo, jamais imaginaria que um dia dormiria ouvindo os batimentos cardíacos dele.

As noites de lágrimas e toques humilhantes desbotaram com o tempo. Sob os cuidados de Murilo, ela floresceu novamente.

Em Londres, deixaram pegadas de doçura por todos os cantos: na London Eye, no Palácio de Buckingham...

O amor deles era como a névoa de Londres, suave mas envolvente.

Às margens do Tâmisa, Nina encostou no ombro dele: — Murilo, vamos comprar uma casinha perto do rio quando nos formarmos?

— Sim, e terá um ateliê cheio de pinturas suas — respondeu ele, tirando uma cesta de piquenique com tudo o que ela amava.

No aniversário de Nina, Murilo a acordou cedo: — O chef Murilo vai cozinhar hoje! — Ele a arrastou para a cozinha, vestindo um avental torto e engraçado. Entre tentativas atrapalhadas de fritar ovos e risadas de Nina, um café da manhã cheio de "amor" foi servido.

À noite, ao abrir a porta do quarto, Nina perdeu o fôlego.

O quarto estava decorado como um sonho: luz de velas, um mapa estelar pintado por Murilo no teto com tinta fluorescente e fotos da trajetória deles nas paredes.

— Gostou? — Ele a abraçou por trás. — Você queria liberdade, então trouxe o céu estrelado para o nosso ninho.

Nina virou-se e mergulhou no olhar profundo dele.

O beijo de Murilo, com gosto de bolo de morango, foi suave e explorador. Suas mãos começaram a deslizar pelos ombros dela, acariciando seus seios com uma ternura que a fazia estremecer.

Ele a pegou no colo e a levou para a cama, sussurrando: — Nina, você sabe o quanto eu te amo?

Sob a luz da lua e o brilho de Londres lá fora, Murilo desabotoou a roupa dela como quem abre um presente precioso.

Nina, com as bochechas rubras, observava o peito rígido dele e a cicatriz fina do tiro, marca de sua redenção.

A pele de Nina brilhava como jade sob a penumbra.

Murilo inclinou-se, beijando seu pescoço e descendo até abocanhar seus mamilos delicados...

— Ah... faz cócegas, Murilo.

Ele ergueu o olhar, transbordando ternura: — Nininha, está nervosa?

— Não é nossa primeira vez, não estou nervosa — respondeu ela com voz doce.

— Mas esta vez tem um significado diferente — sorriu ele, continuando sua investida gentil enquanto o amor transbordava naquele silêncio cúmplice.

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