localização atual: Novela Mágica 18+ Moderno Obcecado por Ela: Domando a Fera Capítulo 20: O Súplice Lamento de Murilo (Leitura Obrigatória)

《Obcecado por Ela: Domando a Fera》Capítulo 20: O Súplice Lamento de Murilo (Leitura Obrigatória)

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O cheiro pungente de desinfetante impregnava o quarto.

Murilo jazia na cama hospitalar, o corpo conectado a diversos tubos, sua face pálida fundindo-se à brancura dos lençóis.

Seus olhos transbordavam expectativa; desde que saíra do risco de morte, ele ansiava pelo perdão de Nina, esperando que a relação entre os dois pudesse voltar a ser o que era antes.

Do lado de fora, Lucas observava Murilo através do vidro com um sorriso gélido.

Ao recordar a frase "A Nina já foi comida por mim faz tempo", o ciúme e o ódio rastejavam em seu coração como serpentes venenosas.

Ele virou-se para Nina e, com um brilho de loucura quase imperceptível, segurou a mão dela com ternura:

— Nininha, ele te machucou tanto, te tratou como um brinquedo descartável. Agora, vamos deixá-lo sentir o gosto da perda. Deixe que ele saiba que você não pertence mais a ele.

Nina mordeu o lábio, hesitante. Uma batalha travava-se em seu interior:

"Eu devo mesmo fazer isso?".

Mas as imagens das humilhações passadas e as palavras cruéis de Murilo voltaram à sua mente como agulhas.

Finalmente, ela cerrou os punhos com firmeza: — Não posso mais continuar assim. Já chega! — E assentiu com determinação.

**

Os dois entraram no quarto.

Lucas, de propósito, envolveu Nina em seus braços e sentou-se diante de Murilo.

Ele acariciava os cabelos longos dela com uma voz doce: — Meu amor, o que quer jantar? Vou fazer aquelas costelinhas agridoces que você tanto gosta.

Nina aninhou-se no peito dele, respondendo com um tom dengoso: — Bobo, eu sei que você é quem mais me mima.

Ao presenciar aquela cena cortante, o rosto de Murilo, antes pálido, ficou rubro instantaneamente.

Ele lutou para se levantar, mas os tubos o puxaram causando uma dor aguda, restando-lhe apenas encarar os dois com um olhar de fúria e agonia.

— Vocês... o que estão fazendo? Nina, pare com essa brincadeira!

Nina levantou-se e caminhou até a beira da cama. Seu olhar era tão frio quanto o gelo do inverno. Olhando-o de cima, ela desdenhou:

— Brincadeira? Murilo, você se acha importante demais. Acha que só porque está deitado aí, eu vou te perdoar como um cãozinho? Cada humilhação e cada ferimento que você me causou, eu jamais esquecerei! Agora, eu e o Lucas somos felizes. Fique aí deitado e recorde bem como foi que você me empurrou para os braços de outro!

Murilo abriu a boca para se defender, mas as palavras de Nina o emudeceram, resultando apenas em um soluço sufocado.

Lucas levantou-se, aproximou-se do ouvido de Murilo e sussurrou em tom de provocação:

— Murilo, sabia que a Nina diz que cada segundo comigo é dez mil vezes mais feliz do que os dias que passou com você? Agora ela é só minha, e você não passa de um coitado descartado.

Murilo tentou desferir um soco em Lucas, mas sua fraqueza o fez cair da cama, estatelando-se no chão.

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Ele encolheu-se de dor, incapaz de se levantar. Nina sentiu uma pontada de piedade — afinal, ele se ferira para salvá-la.

Contudo, antes que ela pudesse reagir, Lucas soltou uma risada sarcástica: — Veja só, este é o resultado de querer ser valente. Nem consegue cuidar de si mesmo e ainda quer bancar o herói?

Lucas deu um passo à frente e pisou com força nas costas de Murilo, prensando-o contra o chão gelado.

Murilo lutava para se erguer, mas o peso de Lucas o mantinha imóvel.

Com o rosto contra o piso e um rastro de sangue no canto da boca, Murilo só conseguia encarar Lucas com ódio, impotente.

O coração de Nina apertou-se ao ver tamanha miséria. — Lucas, pare de torturá-lo. Vamos embora, não quero mais vê-lo.

Lucas hesitou, avaliando a situação.

Ele virou-se para Nina com um tom de incompreensão: — Nininha, você tem noção do que está dizendo? Ele te tratou daquela forma e você ainda pede por ele?

 

Nina mordeu o lábio e disse com firmeza: — Eu sei, mas se continuar assim, ele vai morrer. Não quero que uma vida se apague por minha causa.

Diante do apelo dela, Lucas soltou Murilo. Murilo ficou caído, ofegante.

Nina aproximou-se para checar os ferimentos, mas Murilo agarrou a mão dela como se fosse sua última esperança de salvação.

— Nina, por favor, não vá... eu sei que errei, eu estava fora de mim... — Murilo chorava copiosamente, transbordando arrependimento. — Eu não consigo viver sem você, me dê só mais uma chance.

Nina sentiu-se abalada por um instante, mas logo reprimiu a fraqueza, assumindo uma face gélida:

— Não me chame de Nininha. Não temos mais nada um com o outro.

Lucas puxou Nina para trás de si:

— Pela Nina, eu te solto hoje. Mas se houver uma próxima vez, não serei piedoso!

Dito isso, ele a levou embora.

Atrás deles, ecoavam os gritos desesperados de Murilo: — Nina, não vá! Eu errei, eu realmente sei que errei! Eu não devia ter sido tão impulsivo, não devia ter dito aquelas coisas... por favor, acredite em mim só desta vez!

**

Nos dias seguintes, a frieza de Nina tornou-se ainda mais severa.

Ela jogava no lixo, na frente das enfermeiras, todas as flores e doces que Murilo enviava. — Diga ao Murilo que sinto nojo só de ver essas coisas.

Nina não respondia às mensagens dele e ainda postava fotos íntimas com Lucas em suas redes sociais, com a legenda: "Finalmente descobri o que é o amor de verdade".

(Postagem visível apenas para Murilo).

Um dia, Murilo aproveitou a distração da enfermeira, arrancou o acesso do soro e, mesmo cambaleante, correu para a sala de aula de Nina.

Ele estava pálido, com os lábios sem cor, sentindo como se caminhasse sobre nuvens.

Ao chegar, viu Nina e Lucas saindo de mãos dadas, rindo.

Murilo avançou com urgência, tentando tocar a mão dela: — Nininha... senti tanto a sua falta...

Mas antes que a tocasse, Lucas o empurrou bruscamente. Fraco como estava, Murilo quase caiu.

Nina olhou para ele com aversão: — Murilo, pare de me perseguir! Olhe para o seu estado, que coisa patética. Eu e o Lucas vamos sair, não tenho tempo para você!

Por dentro, Nina rezava para que o teatro funcionasse, cravando as unhas nas palmas para conter a emoção.

Ela virou-se e partiu com Lucas sem olhar para trás. Murilo desabou no chão, com o olhar vazio, observando a direção por onde eles sumiram.

**

Durante a internação, Lucas visitava o quarto de Murilo sozinho quando Nina não estava, exibindo um sorriso de vencedor:

— Murilo, ver você assim me dá um prazer enorme. Sabia que passo todos os dias com a Nina? Eu a beijo, eu a abraço, enquanto você só pode ficar aqui imaginando o que já teve. Você diz que a ama? Não me faça rir, você só a via como uma ferramenta para seu prazer. Agora ela é minha, para sempre! Hahaha!

O corpo de Murilo tremia como uma folha ao vento, os lábios balbuciando sem conseguir emitir som.

Ele só podia observar Ricardo partir com passos leves, sentindo um peso sufocante no peito.

Nininha, por favor, não faça isso comigo... volte para mim...

O coração de Murilo parecia ser perfurado por mil agulhas a cada demonstração de afeto entre os dois.

Nina, por sua vez, sentia o prazer da vingança misturado a uma inquietação crescente.

Ela não sabia onde esse jogo terminaria... e nem percebia que o desejo de posse nos olhos de Lucas estava tornando-se cada vez mais assustador.

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