localização atual: Novela Mágica 18+ Moderno Obcecado por Ela: Domando a Fera Capítulo 19: Triângulo Amoroso

《Obcecado por Ela: Domando a Fera》Capítulo 19: Triângulo Amoroso

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O coração de Nina apertou-se em um turbilhão de emoções; ela temia que Murilo corresse perigo, mas ao mesmo tempo ansiava que ele pudesse trazer uma chance de sobrevivência.

Murilo finalmente aproximou-se do grupo de reféns, escondendo-se atrás de um caminhão de grande porte para observar a movimentação dos inimigos.

Ele percebeu que, embora fossem muitos, a maioria estava concentrada no centro da praça vigiando os reféns, enquanto a segurança no perímetro externo era mais frágil.

Tomando uma decisão imediata, ele resolveu eliminar primeiro os inimigos da periferia para criar caos e, então, buscar uma oportunidade para resgatar Nina.

Murilo respirou fundo, estabilizou as emoções e saiu rapidamente de trás do caminhão. Disparou dois tiros precisos, atingindo dois vigias da facção.

O ataque surpresa deixou os outros inimigos desorientados, enquanto procuravam freneticamente pela origem dos disparos.

Aproveitando a brecha, Murilo moveu-se rapidamente para trás de outro veículo, buscando o próximo alvo.

O líder dos criminosos, furioso, rugia:

— Encontrem quem está atirando! Acabem com ele a qualquer custo!

A atenção dos bandidos voltou-se para Murilo, e a vigilância sobre os reféns afrouxou. Murilo soube que era o momento perfeito.

Ele arremessou uma pedra para longe para distrair mais inimigos e, em alta velocidade, correu em direção aos reféns.

Um criminoso o avistou e disparou; Murilo esquivou-se, mas uma bala raspou seu braço, deixando um rastro de sangue. Ignorando a dor, ele continuou a investida.

Ao chegar aos reféns, Murilo envolveu-se em um combate corpo a corpo.

Ágil e forte, ele derrubou um oponente, tomou sua arma e começou a disparar contra os outros. Nina sentiu a esperança renascer ao vê-lo.

Aproveitando a confusão, ela agarrou um tijolo do chão e golpeou um bandido que a segurava, conseguindo se libertar.

Murilo finalmente alcançou Nina, protegendo-a atrás de si: — Você está bem?

Nina assentiu com os olhos cheios de sentimentos conflitantes: — Estou, mas fuja! Eles são muitos!

Murilo disse com firmeza: — Eu sei que errei no passado. Agora, não deixarei que te firam novamente.

Nesse momento, mais criminosos os cercaram. Murilo disparava enquanto puxava Nina em busca de uma saída.

Sob uma chuva de balas, poeira e sangue, ele continuava lutando, apesar dos ferimentos nos braços e pernas.

Repentinamente, um disparo foi direcionado a Nina; Murilo, agindo por instinto, atravessou-se à frente dela.

A bala atingiu seu peito.

O impacto o arremessou para trás, caindo pesadamente no chão.

O sangue tingiu rapidamente sua camisa, espalhando-se de forma assustadora.

Sua respiração tornou-se curta e fraca, e cada fôlego vinha acompanhado de uma dor terrível.

— Murilo! — Nina gritou em pânico, atirando-se sobre ele e abraçando-o com força.

Vendo o sangue jorrar, ela soluçava: — Por que foi tão bobo? Por que me salvou?

Murilo olhou para ela e esboçou um sorriso fraco: — Porque... eu queria te proteger...

Dito isso, seus olhos se fecharam e sua consciência mergulhou na escuridão.

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No momento crítico, as sirenes da polícia ecoaram. Unidades de elite cercaram o local, snipers neutralizaram os líderes da facção e a equipe de assalto invadiu o centro comercial.

Após um confronto intenso, os criminosos foram rendidos e os reféns salvos. Paramédicos levaram Murilo para a ambulância, e Nina seguiu com ele, segurando sua mão com o coração repleto de culpa.

No hospital, Murilo foi levado para cirurgia.

Nina esperou no corredor por horas que pareceram séculos.

Quando o médico saiu, sua expressão era grave:

— O estado do paciente é crítico. A bala atingiu órgãos vitais, causando hemorragia severa. Fizemos o possível, mas ele ainda corre risco de morte e foi levado para a UTI. Estejam preparados para o pior.

Nina sentiu as pernas fraquejarem. Ao entrar na UTI e ver Murilo pálido, conectado a aparelhos, ela sentiu uma dor profunda.

Sentou-se ao lado dele e pensou em silêncio:

Murilo, por favor, sobreviva.

Por ter me salvado, eu perdoo tudo o que me fez, mas ainda não consigo te amar...

Só quero que você passe por isso.

De agora em diante, não devemos nada um ao outro.

 

No Brasil, Lucas também soube do perigo que Nina enfrentara. Inquieto e angustiado, ele largou tudo e comprou a passagem mais rápida para a Inglaterra.

Após o longo voo, correu direto para o hospital e encontrou Nina sentada no banco da UTI, exausta e desalinhada.

Ao ver Lucas, Nina sentiu-se emocionada: — Lucas, o que faz aqui?

— Eu soube o que aconteceu, não podia te deixar sozinha — disse ele, sentando-se ao lado dela. — Como você está?

— Eu estou bem, mas o Murilo... ele se feriu gravemente para me salvar.

Lucas franziu a testa. Ele sempre achou que Murilo não merecia o perdão de Nina, mas ver a preocupação dela o deixava inquieto.

Nos dias seguintes, Lucas cuidou de Nina, trazendo comida e acompanhando-a na vigília. Ver a dedicação dela por Murilo despertou em Lucas um senso de urgência.

Certa tarde, no jardim do hospital, Lucas tomou coragem: — Nina, eu sempre te amei, desde pequeno. Por muitos motivos, nunca tive coragem de dizer, mas não quero mais te perder. Eu sei que as coisas estão confusas agora e o Murilo se feriu por você, mas quero que saiba que estarei sempre ao seu lado, não importa o que aconteça.

Nina ficou em choque.

Olhou para o amigo que sempre a protegera em silêncio, mas seu coração estava ocupado demais com a situação de Murilo.

— Lucas... eu estou emocionada, obrigada por tudo. Mas não posso te dar uma resposta agora. Tudo o que aconteceu com o Murilo me deixou confusa. Preciso de tempo.

Lucas, embora desapontado, assentiu: — Eu entendo. Vou esperar o tempo que for preciso.

**

Após dias de luta, o quadro de Murilo finalmente apresentou melhora. Seus sinais vitais estabilizaram e ele saiu do risco de morte.

Nina chorou de alegria ao receber a notícia. Em uma manhã ensolarada, Murilo abriu os olhos e viu Nina dormindo ao lado da cama, segurando sua mão.

Ele moveu os dedos levemente e Nina acordou: — Murilo, você acordou! Finalmente!

Murilo sorriu fracamente: — Nina...

Nina desviou o olhar para esconder as lágrimas. Ela não disse que o perdoava, mas no fundo, sentia que o perdão já existia.

No entanto, as dores do passado ainda latejavam.

Entre a gratidão por Murilo e a declaração de Lucas, Nina sentia-se perdida em um mar de confusão, esperando que o tempo trouxesse a resposta para o seu futuro.

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