localização atual: Novela Mágica 18+ Moderno Obcecado por Ela: Domando a Fera Capítulo 16: Jamais Escapará da Minha Coleira

《Obcecado por Ela: Domando a Fera》Capítulo 16: Jamais Escapará da Minha Coleira

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Ela soluçava, mas naquele ambiente barulhento, seus pedidos de clemência pareciam insignificantes.

Nina já não sabia se o que escorria por seu rosto eram lágrimas ou bebida; sentia sua dignidade ser reduzida a pó sob o pisoteio de inúmeros saltos agulha.

Seu corpo frágil não parava de tremer enquanto sofria a invasão.

Em meio a essa confusão de humilhação e abuso, seu coração afundava cada vez mais em um abismo de escuridão...

No entanto, sob o controle brutal de Murilo, ela sentia uma ponta de segurança bizarra e quase distorcida.

— Por que está chorando? — Murilo limpou o sangue no canto da boca dela com o polegar. — Não é isso que você queria? Usar meu nome para subir na vida e se tornar a invejada namorada do Jovem Mestre Murilo. Ainda pensa em fugir para a Inglaterra? Pare de sonhar.

Nina ergueu a cabeça bruscamente, com os olhos transbordando ódio: — Murilo, você acha que pode me manter sob seus pés para sempre?

Murilo hesitou por um segundo, mas logo caiu na gargalhada: — Para sempre? Você se superestima demais. Mas... — Seu olhar tornou-se perigoso e sua mão apertou com força o seio dela, já avermelhado pelos maus-tratos. — Antes que eu me canse de brincar com você, não pense em fugir.

As luzes do clube oscilavam e a música alta feria os ouvidos.

Nina, encostada no peito de Murilo, sentia os batimentos cardíacos acelerados dele. Ela sabia que aquele jogo de xadrez com a fera estava apenas começando.

**

Luzes roxas ambíguas balançavam nas taças de champanhe. Paula estava montada no colo de Ricardo, enquanto marcas de batom vermelho serpenteavam pelo pescoço dele.

Nina ouvia o som do atrito de couro e, ao virar o rosto, viu casais entrelaçados pelos cantos; vestidos escorregavam pelos ombros e mãos masculinas apertavam cinturas com força.

— Olhem só a expressão da nossa "Grande Senhorita Nina" — debochou um playboy de cabelos verdes.

— Achou que se aproximar do Murilo te transformaria em uma lótus branca de pureza? Por que não fingia essa santidade quando seu pai estava roubando dinheiro público?

Em meio às gargalhadas, alguém apagou um cigarro na mesa de centro: — Em Santos, a castidade é mais barata que gelo de balada. Se não dormiu com uns dez homens, nem pode ser chamada de socialite.

A música ensurdecedora misturava-se aos gemidos e piadas obscenas. Nina sentia o estômago revirar; aquele cenário degradante era mais sufocante que o cheiro de álcool.

A respiração de Murilo tornava-se cada vez mais pesada. Suas palmas febris esmagavam os seios dela por cima do tecido até que, com um puxão violento, a alça da lingerie de renda se partiu.

— Pare de fingir — sussurrou Murilo em seu ouvido, o hálito quente queimando seu pescoço. — Acha que ao meu lado ainda pode ser uma santa pura?

— Jovem Mestre Murilo, a garota ainda está com vergonha! — os seguidores assobiavam. Ricardo gargalhou: — Deixa a gente te ensinar como servir um homem! Ouvi dizer que, antes da sua mãe pular do prédio, ela também foi descartada assim depois que os amantes enjoaram dela, não foi?

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Nina sentia o rosto arder; a vergonha a afogava.

Ao ver o desejo transbordando nos olhos de Murilo, ela soube que não escaparia naquela noite.

— Murilo... — sua voz tremia enquanto ela se aproximava dele, forçando uma doçura doentia. — Vamos para o camarote ao lado... tem muita gente olhando aqui...

O tom bajulador deixou Murilo ainda mais insano. Ele a pegou no colo e caminhou em direção à saída do salão principal.

No camarote privativo, o ar estava impregnado com cheiro de âmbar e luxúria.

Nina foi jogada no sofá de veludo e Murilo já soltava a fivela do cinto.

O som do cinto estalando no ar foi seguido pelo aperto firme em seus pulsos, prendendo-os atrás das costas dela.

— Quer fugir para a Inglaterra? Primeiro sinta o gosto de trair seu dono!

O cinto com a fivela de metal atingiu as nádegas dela com força.

Nina soltou um ganido de dor, seguido por um pedido de clemência choroso:

— Não... para... dói... senhor...

Nina sentia o corpo sendo pressionado contra o braço esculpido do sofá, e sua voz tremia com a dor, deixando escapar gemidos baixos.

Murilo puxou o cabelo dela, forçando-a a olhar para cima enquanto o cinto caía novamente:

— Nina, lembre-se: você é minha cadela de estimação! Mesmo que fuja para a Inglaterra, jamais escapará da minha coleira!

As lágrimas escorriam silenciosamente. Nina mergulhou na dormência da dor e da humilhação, entendendo finalmente que, naquele jogo de poder, ela seria sempre a peça mais insignificante.

 

Seis meses depois, Nina segurava com as mãos trêmulas sua carta de aceitação da Universidade de Bristol, na Inglaterra.

As letras douradas brilhando sob a luz da manhã pareciam anunciar a abertura de um novo mundo.

— Finalmente este dia chegou!

— murmurou Nina com os olhos úmidos. Ela lembrou-se das noites sem dormir estudando IA, do laboratório cheio de materiais e das inúmeras vezes em que se reergueu após falhas nos códigos.

Agora, com o primeiro lugar na competição e a recomendação do Sr. Augusto, ela finalmente abrira as portas de uma instituição de elite. Era sua esperança de renascimento.

Sua primeira reação foi procurar Lucas.

Sob a luz da lua, no local onde costumavam se encontrar, ela entregou o documento a ele:

— Lucas, eu vou para a Inglaterra.

Lucas acariciou o papel em silêncio antes de erguer o olhar com tristeza: — Você tem mesmo que ir?

Nina assentiu com firmeza: — Eu preciso sair daqui, seguir meu sonho acadêmico e começar de novo.

Lucas franziu a testa e, após refletir, um brilho astuto surgiu em seus olhos: — Para você conseguir sair sem problemas, precisamos dar trabalho ao Murilo. Ele não é obcecado pelas competições acadêmicas? Vamos atacar por aí.

Ele aproximou-se de Nina e sussurrou o plano: vazar ideias de projetos, alterar dados de inscrição e forjar e-mails.

Nina ouviu e, embora hesitante por um segundo, concordou: — É o único jeito. Obrigada por tudo, Lucas.

**

No dia seguinte, a escola estava um caos.

Murilo percebeu olhares estranhos assim que entrou na sala. Rivais acadêmicos comentavam alto: — Tem gente que já teve todas as ideias vazadas, nem precisa mais competir.

Murilo sentiu um pressentimento ruim. Antes que pudesse agir, o professor o chamou à diretoria.

Lá, foram apresentados e-mails forjados pedindo adiamento de trabalhos e informações de competição totalmente bagunçadas.

— Professor, não fui eu quem enviou isso! — explicou Murilo, confuso.

Mas o diretor apenas balançou a cabeça em sinal de decepção.

Murilo saiu da sala com o celular tocando sem parar; seu prestígio acadêmico estava sob ataque e ele teria que correr para salvar sua inscrição.

**

Enquanto isso, no quarto, Nina escrevia sua última carta para Murilo:

"Murilo, quando você ler isto, eu já estarei a caminho do meu intercâmbio. Eu sei que você não me deixaria ir por vontade própria, mas eu não posso mais viver assim. Você acha que controla tudo, então divirta-se resolvendo os problemas que deixei para você. Quanto ao meu paradeiro, não perca tempo procurando; ninguém vai te contar."

Ela deixou a carta sobre a escrivaninha onde ele certamente veria.

Com uma mala simples, ela deixou silenciosamente a mansão. Sr. Augusto e Dona Helena estavam no portão observando a partida dela com olhares de benção.

— Essa menina sofreu demais. Espero que ela seja feliz lá fora — suspirou Dona Helena.

Sr. Augusto assentiu: — Nina é uma jovem forte. Com certeza ela terá uma vida nova.

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