localização atual: Novela Mágica 18+ Moderno Obcecado por Ela: Domando a Fera Capítulo 15: O Pássaro na Gaiola é Humilhado

《Obcecado por Ela: Domando a Fera》Capítulo 15: O Pássaro na Gaiola é Humilhado

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No dia seguinte, sob um céu de chumbo, os portões de ferro da prisão se abriram com um som surdo e pesado...

Nina respirou fundo, sentindo o peso de cada passo naquele lugar opressor, onde as muralhas altas a isolavam completamente do calor do mundo exterior.

Caminhando pelo longo corredor, as luzes amareladas piscavam de forma instável, refletindo-se em seu rosto pálido.

Finalmente, ela chegou à sala de visitas e, através do vidro gelado, viu o pai.

O homem outrora imponente agora tinha cabelos brancos e um semblante exausto, com olhos transbordando arrependimento.

Ao ver a filha, os olhos do Sr. Augusto pai ficaram vermelhos instantaneamente. Ele pegou o interfone com as mãos trêmulas e disse com a voz embargada:

— Nina, você veio...

Nina também pegou o aparelho, os lábios tremendo sem saber o que dizer. Milhares de palavras fervilhavam em seu peito, mas resultaram apenas em um suspiro baixo:

— Pai, você emagreceu.

O pai baixou a cabeça, incapaz de sustentar o olhar da filha, e confessou com culpa:

— Nina, me perdoe. Eu falhei com você e com sua mãe. Não consegui manter minha integridade e cometi um erro imperdoável que destruiu nossa família.

Lágrimas escorriam pelo rosto marcado por rugas. Nina sentiu uma pontada no coração; o rancor e o amor filial se misturavam em uma confusão de sentimentos. Ela mordeu o lábio, a voz trêmula:

— Pai, você tem noção? A mamãe se foi, e eu tenho sido humilhada na escola... tudo por sua causa...

Ela não conseguiu mais se conter e as lágrimas caíram. O pai chorava desesperadamente, batendo no vidro como se quisesse atravessar a barreira para abraçá-la.

— Nina, eu sei, eu sei de tudo. Eu me arrependo todas as noites. Se eu pudesse voltar no tempo, jamais deixaria a ganância me cegar. Poderíamos estar vivendo uma vida simples e feliz... mas agora é tarde.

Nina limpou a visão embaçada.

Ela também desejava voltar àquele lar quente, mas a realidade era imutável.

Ela respirou fundo, tentando se acalmar.

— Pai, o que aconteceu, aconteceu. Estou tentando aceitar. Só peço que você se comporte aqui dentro e tente sair o quanto antes.

O pai secou as lágrimas e olhou para ela com ternura:

— Nina, não venha mais me visitar. Cada vez que te vejo, meu coração parece ser cortado por uma faca. Você tem sua vida, precisa olhar para frente.

Nina esboçou um sorriso confiante:

— Pai, eu ganhei um prêmio na competição nacional de IA. A família Murilo vai patrocinar meus estudos na Inglaterra.

O pai ficou surpreso e depois aliviado:

— Que bom, Nina! Você sempre foi esforçada. — Ele tirou um papel do bolso com um número de telefone e pediu ao guarda para entregar a ela. — Tenho um colega de faculdade que mora lá há anos. Ele se deu bem na Inglaterra. Se tiver dificuldades, procure por ele; ele poderá te ajudar.

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Nina guardou o papel com sentimentos mistos.

Sabia que o pai queria o seu bem, mas aquela partida significava que não saberiam quando se veriam novamente. Ela assentiu com firmeza:

— Pai, eu entendi. Cuide-se aqui dentro. Esperarei por mim quando eu voltar.

O tempo de visita acabou.

O pai levantou-se e, através do vidro, fez um gesto de "cuide-se".

Nina observou as costas dele enquanto era levado, e as lágrimas voltaram a cair.

Ela sabia que aquela despedida seria o início de uma longa espera.

 

Desde a competição de tecnologia, a atitude de Murilo em relação a Nina havia suavizado um pouco.

Ele sentira uma admiração involuntária ao vê-la brilhar no palco. Porém, ao saber no hospital sobre o plano dela de ir para a Inglaterra, essa suavidade congelou instantaneamente.

Ele não suportava a ideia de que seu "pássaro na gaiola" pudesse fugir.

Movido por um desejo de posse doentio, decidiu usar uma humilhação ainda mais cruel para lembrá-la de quem ela era.

Enquanto isso, Nina percebia as mudanças sutis na escola devido ao boato de ser "namorada de Murilo".

Colegas que antes a evitavam agora tentavam se aproximar com segundas intenções. Um dia, ao sair da aula, foi abordada por um dos seguidores de Murilo.

— Nina, amanhã é aniversário do Murilo. Vai ter uma festa no Clube Majestic e ele exige sua presença. — O tom não admitia recusa.

Nina sentiu um calafrio ao lembrar do olhar instável de Murilo.

Seu corpo ainda doía pelas memórias daquela noite de abuso, mas ela não tinha escolha e acabou aceitando.

**

Dentro do clube, os lustres de cristal pareciam rir dela com seus brilhos frios.

Nina segurava a taça de champanhe com os dedos brancos de tensão, enquanto as risadas ao redor a afogavam.

— Ouvi dizer que a Nina só virou fênix porque subiu na cama do Murilo — disse Paula, uma garota rica, tocando o queixo de Nina com suas unhas decoradas. — A pele é branca, mas a alma continua sendo de pobre.

Paula empurrou Nina bruscamente.

Ainda fraca pela recente internação, Nina tropeçou e bateu as costas contra uma mesa de bebidas.

O champanhe escorreu por seu vestido bege, criando manchas que a fizeram lembrar do sangue de sua mãe no dia da tragédia.

— Não seja tão brava — disse Ricardo, um playboy de cabelos prateados, aproximando-se com hálito de álcool. — Quando o Murilo enjoar, que tal ser a minha vez? — Suas mãos apertaram a cintura dela de forma invasiva. — O corpo dela é tão mole quanto a ponte que o pai dela construiu?

Nina lutou para se desvencilhar, e uma taça caiu no chão, estilhaçando-se.

O clube ficou em silêncio.

Todos olhavam para o estado deplorável dela. Paula jogou vinho no rosto de Nina, rindo: — Por que está se fazendo de difícil? Na cama do Murilo você não é tão pura assim.

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Algumas garotas se aproximaram para puxar o cabelo dela e rasgar parte do vestido, borrando seu rosto com batom.

Murilo, recostado em um sofá de couro com um charuto, observava tudo em silêncio por trás da fumaça.

Ver Nina vulnerável como um animal ferido, mas ainda mordendo os lábios sem se render, causava nele uma onda de ciúme e fúria.

Ele queria controle total sobre ela!

Ricardo abriu o colarinho de Nina, expondo seu ombro: — Murilo, empresta seu bichinho para a gente brincar?

Como Murilo não impediu, os outros ficaram mais ousados. Paula forçou a cabeça de Nina contra o sofá: — Ajoelhe-se e lamba os sapatos dele, é o seu lugar!

— Chega.

A voz de Murilo ecoou com autoridade.

Ele levantou-se e caminhou até Nina, fazendo o ar ao redor esfriar. Todos se afastaram.

Ele segurou o queixo dela, forçando-a a olhar para ele.

— Desde quando vocês têm permissão para tocar nas minhas coisas?

Para Nina, aquilo soou como um deboche.

Ele a puxou para o seu colo, apertando sua cintura com tanta força que parecia querer fundi-la ao seu corpo.

— Nina, lembre-se: você é minha escrava — sussurrou ele antes de forçá-la a beber uma taça inteira de champanhe.

Nina tossia violentamente, com o rosto vermelho e lágrimas escorrendo.

— Para, eu não aguento mais! — implorou ela.

A mão de Murilo entrou por baixo da roupa dela, apertando seus seios com força bruta.

— Veja, este é o seu destino — murmurou ele em seu ouvido.

Ricardo assobiou: — Murilo sabe como tratar uma mulher! Deixa a gente provar um pouco?

Murilo ignorou o comentário, puxando Nina para um beijo violento e sangrento, mordendo seu lábio até sentir o gosto de metal entre eles.

Nina fechou os olhos em desespero, cravando as unhas nas palmas das mãos.

— Murilo, por favor... me perdoe... eu errei...

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