《Minha Fera de Estimação: O Despertar do Lobo》Capítulo 5

PUBLICIDADE

11

Para conseguir arrancar a ideia mirabolante da Fernanda.

Comecei a fazer um escândalo, me jogando no chão e implorando para que ela me contasse.

Mas ela continuava irredutível.

Então, usei meu trunfo: levei-a para o lugar mais movimentado do parque.

E ameacei: "Não vai falar? Então não vamos dormir!"

Dito isso, fiz menção de me deitar ali mesmo no chão.

A Fernanda tem pavor de passar vergonha em público; ela não aguentou e me puxou rapidamente.

Levou a mão à testa, rindo de nervoso: "Está bem, sua doida, eu conto!"

Assenti satisfeita.

Arrastei-a para casa e começamos a colocar o plano em prática.

Durante todo o caminho, Fernanda estava de sobrancelhas franzidas.

Imaginei que deveria ser um método perigoso.

Mas, para conseguir contato com o Hugo, eu estava disposta a tentar.

Ao chegar no quarto, tranquei a porta imediatamente.

Respirei fundo, com um olhar de quem aceita o destino: "Pode falar. Não importa o que seja, eu aceito."

Fernanda usou sua magia para fazer surgir um livro antigo.

No livro estava escrito: 【O mestre do contrato deve retirar uma gota de sangue do coração, pingá-la na água e, de olhos fechados, recitar o mantra sagrado para visualizar a situação atual do híbrido.

【A visão dura 15 minutos.

【Este método é perigoso, podendo levar à possessão por energias malignas; recomenda-se cautela.】

...

Eu sou uma pessoa que tem dois medos terríveis na vida.

O primeiro é a dor.

O segundo é sangue.

Aquele livro parecia estar de pirraça comigo, unindo logo os dois.

Ao notar meu silêncio, Fernanda sorriu de lado e perguntou: "E então? Ainda quer tentar? Se não, podemos simplesmente trocar de homem. Vamos agora mesmo ao Mercado de Híbridos escolher outro."

Não respondi. Fui até o criado-mudo e peguei uma tesoura.

Entreguei para ela e disse: "Eu não tenho coragem de fazer em mim mesma, me ajude."

Ela ficou chocada: "O que você vai fazer?"

Eu: "Retirar o sangue do coração."

Fernanda: "Amiga, não precisa ser tão bruta assim. O mestre não ensinou os feitiços nas aulas?"

Fiquei sem graça: "Bom... você sabe que minhas notas nunca foram as melhores."

Fernanda suspirou, desapontada com minha falta de estudo, e perguntou: "Você... tem certeza absoluta disso?"

Assenti seriamente e fui ao banheiro buscar uma tigela com água.

Sorri para ela: "Pode começar. Estou pronta."

...

Ela ainda estava hesitante. Ao realizar o feitiço para extrair o sangue, permaneceu o tempo todo de olhos fechados, sem coragem de me olhar.

No começo, eu até pensei em zombar dela.

Mas depois, uma dor dilacerante me envolveu, fazendo com que eu perdesse qualquer outra consciência.

Quem diria que tirar sangue do coração doía tanto.

Felizmente, a magia da Fernanda foi precisa e rápida. Não me deixou sofrer por muito tempo e logo extraiu a gota.

Que caiu certeira na água.

No momento exato, fechei os olhos e comecei a recitar o mantra.

PUBLICIDADE

Porém, o que vi foi uma cena que me causou ainda mais dor.

12

Hugo estava com o peito levemente entreaberto.

Uma mão branquíssima, com unhas longas e finas, deslizava pelo corpo dele.

Ele não reagia, mas também não a afastava.

Forcei minha mente para ver mais daquela imagem.

Descobri que a dona daquela mão era uma loba branca, belíssima e exuberante.

Eles formavam um belo casal, admito.

Um homem e uma mulher sozinhos em uma caverna luxuosa, sem mais ninguém por perto.

Em uma intimidade excessiva.

O que viria a seguir era fácil de imaginar.

Eu não tive coragem de continuar assistindo. Antes mesmo dos quinze minutos, interrompi a visão.

Ao me ver desistir subitamente, Fernanda ficou ansiosa: "O que houve? Aconteceu alguma coisa?"

Balancei a cabeça negativamente.

O que eu tinha visto era inacreditável e vergonhoso demais para ser dito.

No fim, desconversei: "Eu vi... ele está bem."

"Tirar essa gota de sangue me esgotou. Vá descansar, eu também vou tentar dormir um pouco."

As sobrancelhas da Fernanda se franziram ainda mais.

Tirando meus pais, ela era a pessoa que melhor me conhecia no mundo.

Como percebeu que eu não queria falar, ela não insistiu.

Apenas tocou meu ombro para me confortar: "Então descanse bem. Não pense demais, qualquer coisa me ligue."

Assenti e me despedi dela.

Tudo ao meu redor silenciou.

Restou apenas o som do meu coração batendo freneticamente.

Deitei na nossa cama.

Sentia que aquelas memórias do passado ainda estavam vivas diante dos meus olhos.

O quarto estava impregnado com o perfume dele, que se recusava a ir embora.

Apertei o cobertor macio.

E comecei a me preparar para odiá-lo.

Odiá-lo por desaparecer por tanto tempo.

Odiá-lo por cortar o contato sem explicações.

Odiá-lo por... trair o nosso amor.

Ao final, restou apenas a dormência.

Mas, de repente, outra voz surgiu em meu íntimo.

【Você nem terminou de ver a cena. Todo esse sofrimento é fruto da sua imaginação.

【Vai condená-lo sem nem entender o que realmente está acontecendo?

【Já esqueceu de tudo o que ele fez por você antes?】

...

Pensando bem, aquilo fazia sentido.

Não importa o resultado, eu deveria descobrir a verdade.

Não podia terminar tudo desse jeito incerto.

Por fim, decidi fazer mais uma tentativa.

Desta vez, sem avisar a Fernanda. Eu faria sozinha.

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia