《A Tentação do Felino: Sim, Mestra》Capítulo 8

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As coisas finalmente se acalmaram.

Eu e o Leo adotamos um Lobo Tcheco.

Demos a ele o nome de Bento, como um desejo de que tudo corresse bem e em paz. Bento ainda é um filhote, pequenininho, mas adora destruir a casa.

Vira e mexe ele deixa o sofá da sala em pedaços.

Leo não faz muita questão de ser carinhoso com ele, então, toda vez, eu provoco segurando o Bento e levando-o para perto dele.

"Não foge, olha como o Bento é fofo.

"Vem, Bento, chama ele de papai".

Ele cruza os braços, mantendo distância em silêncio.

Mas a boca continua dura:

"Não estou fugindo, só estou parado aqui porque a vista é boa..."

Não consegui segurar o riso.

Aproximei-me dele de propósito e puxei sua gravata preta: "É mesmo?"

Leo ergueu a sobrancelha: "Você está ficando cada vez mais atrevida".

No segundo seguinte, fui puxada para os seus braços.

Sua voz ressoou acima da minha cabeça:

"Pelo visto, você não pretende dormir esta noite".

O Lobo Tcheco soltou um arquejo, deu um ganido e escapou do meu colo. Parecia não querer fazer parte das nossas preliminares.

Eu queria chorar, mas estava rindo: "Bento, não vai embora! Não vai dar um jeito no seu papai?"

Leo trancou a porta com uma das mãos e me colocou em seu colo.

Tirou a gravata e prendeu minhas mãos atrás das costas.

Ele me beijou no canto da boca, com um tom autoritário:

"Me chama de papai".

Inclinei a cabeça levemente para trás e chamei suavemente.

Ele beijou meu pescoço com uma excitação imensa.

Três horas depois.

Ele acariciava minhas costas enquanto me beijava: "Gostou?"

Eu estava com o corpo todo dolorido e mandei ele dar o fora, sem a menor delicadeza.

Leo me olhou com uma carinha de dar dó.

"Só mais uma vez".

Meu coração amoleceu: "Então vai rápido".

Ele sorriu e disse que sim. E então...

...

Eu não deveria ter amolecido o coração.

Extra 1: Perspectiva de Lucas

Eu também não sei quando a Natália entrou no meu coração.

Quando passeávamos ao entardecer pelas ruas largas, ríamos de mãos dadas e nos beijávamos como qualquer casal comum.

Eu ingenuamente pensei que poderíamos seguir assim para sempre.

Mas eu não esperava que ela descobrisse o meu diário.

Na verdade, quando comecei a escrever aquele diário, era para enterrar o meu passado, para me despedir de verdade.

Não me lembro do que escrevi.

Só me lembro que, naquele dia, a Nati me questionou com muita raiva:

"Já faz três anos, Lucas, o que eu sou para você?!" Eu também fiquei bravo.

Três anos, tantos momentos juntos, por que ela não queria acreditar em mim?

Para dar um futuro bom a ela, bebi em reuniões da empresa até ter espasmos gástricos e frequentemente fazia hora extra até tarde da noite, ficando exausto.

Muitas vezes nem tinha tempo de atender as ligações dela, apenas respondia rápido "estou ocupado, conversamos em casa" e desligava logo em seguida.

Aqueles dias foram amargos.

Mas bastava pensar no nosso futuro que qualquer sacrifício parecia valer a pena.

Entramos em uma guerra fria.

Durante esse tempo, nenhum dos dois cedeu; ela esperava que eu me abaixasse para explicar, e eu esperava que ela pedisse desculpas.

Por fim, ela pediu o término.

Fiquei arrasado, então, naquele dia, fingi estar bêbado e liguei para ela, mas não esperava ouvir a voz de outro homem no telefone.

Entrei em pânico.

Avancei vários sinais vermelhos, voando com o carro do bar até a casa dela para procurá-la, pensando que precisava pedir desculpas direito.

Implorar por uma chance de recomeçar.

Mas não sei como, assim que abri a boca, o que saiu foi um ciúme venenoso, palavras que machucam.

Ela se decepcionou completamente comigo.

Na festa da faculdade, no momento em que a câmera caiu, eu a vi encolhida, assustada, nos braços do meu tio, e eu não pude fazer nada.

Naquele instante, eu soube que tinha perdido.

Perdido de lavada.

Fiquei sentado naquela rua larga, desolado.

Virando uma garrafa atrás da outra, tentando usar o álcool para me anestesiar e esquecer o passado.

As crianças e as pessoas que passavam me olhavam de um jeito estranho.

Nesse momento, um adulto olhou para a caixinha preta de anel que eu apertava com força na mão.

Dentro, repousava silenciosamente um anel com a gravação "My Love NAT".

Aquela era a surpresa de pedido de casamento que eu planejava fazer a ela na noite em que ela descobriu o diário.

"Esse tio é muito estranho".

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