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Foi exatamente nesse momento.
De repente, ouviu-se uma batida abrupta na porta do lado de fora.
"Natália, abra a porta! Sou eu".
Era a voz de Lucas.
Soava um tanto impaciente:
"Eu só não quis perder o meu orgulho, só queria que você cedesse primeiro, isso é errado?"
"Dá para parar com esse show, por favor?"
Ao ver que não havia resposta.
O tom dele foi esfriando pouco a pouco: "Natália, minha paciência tem limite".
A raiva subiu instantaneamente no meu peito.
Esse cafajeste ainda tinha a cara de pau de vir me procurar! E ainda tinha a audácia de me pedir para "ceder".
Quem ele pensa que é?
Apertei meus dedos com força.
Minha vontade era sair dali agora mesmo e dar dois tapas na cara dele para ver se ele acordava para a vida. Ao ver minha reação.
Leo de repente me pressionou sob o corpo dele.
Seus olhos brilharam levemente e sua voz soou baixa e rouca:
"Mestra, você quer ver outro homem".
"Será que o Leo não consegue te satisfazer?"
Dizendo isso, ele deu um aperto na minha cintura.
Eu, que estava extremamente sensível, não contive um grito de surpresa.
Minha mão acabou derrubando o vaso que estava na cabeceira da cama.
O estilhaçar nítido do vidro fez com que o Lucas, do lado de fora, se calasse subitamente.
Ele pareceu desconfiado.
"Nati, você está aí dentro?"
"...Natália?"
Lucas bateu na porta novamente e, vendo que ninguém respondia, pegou o celular e discou direto.
No segundo seguinte, o toque do meu celular ecoou pelo quarto.
Assustada, eu o cobri rapidamente com o travesseiro, abafando o som. Tocou por 45 segundos.
Antigamente, não importava o quão ocupada eu estivesse, eu atendia as ligações dele em menos de 5 segundos.
Mas ele quase nunca atendia as minhas; a primeira frase dele era sempre: "Estou ocupado, sem tempo".
Vi a tela do celular apagar.
Quando eu estava prestes a soltar um suspiro de alívio, a tela acendeu novamente.
Meu coração deu um solavanco.
Leo deu uma risada baixa.
Ele prendeu meus pulsos com facilidade, sua voz soava como uma sedução.
Provocando meus sentidos:
"Do que você tem medo?"
Senti uma ponta de culpa: "...De nada!"
No momento seguinte, peguei o celular com determinação e atendi a ligação.
Do outro lado, Lucas disse em tom severo: "Natália, por que você não atende minhas ligações?"
Soltei um leve suspiro ofegante.
"Você—" A voz dele parou bruscamente.
Eu já estava me esforçando ao máximo para conter minha voz.
O que eu não esperava era que Leo agisse de má fé, provocando-me deliberadamente, o que foi percebido por Lucas.
Ele me acariciava sem pressa, toque por toque.
Os lençóis brancos estavam completamente amarrotados.
Eu tentava resistir ao máximo, mas minha voz estava tão rouca que eu mal conseguia falar.
Ao ver meu estado, ele soltou um riso leve.
Finalmente, com o humor renovado, ele começou a lidar com o Lucas do outro lado da linha.
Leo puxou a alça da minha camisola bem alto e a soltou bruscamente, produzindo um estalo seco.
"O jovem mestre Lucas ligando a esta hora... será que é para atrapalhar o sono de alguém de propósito?"
Ao ouvir aquela voz familiar.
Lucas explodiu instantaneamente, aumentando o tom de voz em vários níveis.
"Leo, o que você está fazendo aí? Seu desgraçado, experimenta tocar nela para você ver!"
"A Natália é minha namorada! Se você ousar encostar nela, mesmo sendo meu tio, eu darei um jeito de acabar com você!" Tio do Lucas?
Fiquei em choque por um instante.
Embora eu não conhecesse seu rosto ou seu nome, sua fama já o precedia.
Diziam que ele era um homem frio, de poucas palavras e implacável nos negócios, capaz de destruir grandes empresas com um simples gesto.
"Leo, você está ouvindo? Fala alguma coisa!"
Do outro lado, Lucas continuava com as ameaças.
Leo, porém, com seus olhos de fênix brilhando, colocou minha mão sobre o seu abdômen.
Firme, forte e cheio de elasticidade.