《A Obsessão das Criaturas: Desejos no Laboratório》Capítulo 6

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Todos os robôs do esquadrão de execução caíram no chão.

Paola gritava enquanto recuava em pânico:

— Não chegue perto! Meu pai é da Agência de Experimentação, se você me tocar, ele não vai te perdoar!

Enzo riu suavemente, prestes a cravar um tentáculo no coração dela.

Eu chamei a tempo: — Enzo!

O tentáculo parou a menos de três centímetros do coração e recuou.

Ele olhou para trás e sorriu para mim.

— Eu não vou matá-la. Enzo nunca violará a vontade da sua mestra.

No segundo seguinte.

Um dos tentáculos atrás dele deu um golpe súbito, deixando Paola desmaiada.

Ele disse com uma expressão injustiçada:

— Mestra, você sabe que eu tenho nove cérebros.

— Eles não me obedecem, eu não tive escolha.

Eu: ...

12

Quando Thiago chegou com os reforços.

O laboratório estava um caos completo.

Depois de entender toda a situação, ele finalmente relaxou.

Ele disse:

— Beatriz, que bom que você está bem.

Paola foi levada do centro de pesquisa e, segundo dizem, foi presa no Setor A.

O vice-diretor envolvido também foi destituído do cargo.

Ao verem que eu havia cultivado dois espécimes transformados, os superiores providenciaram medalhas, promoção e aumento de salário da noite para o dia.

Fui promovida a cuidadora do Setor S.

Eu queria contar a boa notícia para o Thiago, mas não o encontrava em lugar nenhum da base.

Então, procurei o Diretor Marcos para entender o que estava acontecendo.

O Diretor balançou a cabeça e suspirou:

— Você acha que apenas com esses espécimes seria possível derrubar o vice-diretor?

Fiquei atônita: — O que o senhor quer dizer com isso?

O Diretor explicou: — O Thiago tem contatos influentes. Ele implorou ao pai para que todas as irregularidades daqui fossem denunciadas, e só assim enviaram pessoal para fazer a intervenção.

— Ele... passou a noite inteira de joelhos na porta de casa, ameaçando se matar para pressionar o pai. Só então o homem cedeu e iniciou a investigação.

— Esse assunto já se espalhou por todo o meio.

Eu não pude evitar de lembrar.

Thiago já havia me falado sobre a situação dele e de seu pai.

O pai se divorciou da mãe dele quando ele era pequeno, abandonando a mulher e o filho para ficar com uma amante.

Anos depois, ao chegar à meia-idade, ele se arrependeu e tentou trazê-los de volta, mas já era tarde demais — a mãe de Thiago já havia falecido.

Ele disse que nunca perdoaria o pai nesta vida.

Eu não imaginava que ele faria o sacrifício de implorar a uma pessoa assim por minha causa.

E ainda por cima, de joelhos.

Senti um aperto no coração:

— Como ele está agora?

O Diretor suspirou novamente.

— Ele foi levado de volta. Não se envolva nisso agora. — Sangue é mais grosso que água, não vai acabar de um jeito tão ruim. Se você for lá agora, só vai jogar lenha na fogueira. O Diretor podia ser pão-duro, mas entendia muito bem as relações humanas.

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Eu pensei.

Esquece, vou esperar a poeira baixar antes de fazer qualquer coisa.

As coisas finalmente se acalmaram.

Com a promoção a cuidadora de nível S, finalmente me livrei daquela tartaruga milenar.

Luna, a água-viva, estava gravemente ferida.

Por isso, dediquei mais tempo e atenção a ela, esperando que seus tentáculos e cavidades gástricas crescessem novamente aos poucos.

No entanto, isso despertou o descontentamento dos outros dois espécimes.

Luan, o tritão, me cercou:

— Irmã, posso te dar um beijo?

Eu lhe dei um beijo rápido.

Momentos depois, ele perguntou de novo: — Irmã, posso te dar um beijo?

Eu respondi: — Mas não acabei de te beijar?

Ele soltou um "ah", murmurando algo, e se afastou desanimado.

Passado mais um pouco, ele voltou: — Irmã, posso te dar um beijo?

Eu: ...

— Quantas vezes você já perguntou isso?!

Ele fez uma expressão injustiçada e suas lágrimas começaram a cair, transformando-se em pérolas brancas e impecáveis, uma a uma.

— Irmã, eu também estou ferido, não seja brava comigo.

— A memória de um peixe dura apenas sete segundos.

Tudo bem, o jeito era mimá-lo.

Finalmente, depois de muito esforço para acalmá-lo, ele parou.

Então, foi a vez de Enzo aparecer.

Com uma expressão gélida, ele me prendeu em seus braços, encurralando-me contra o canto da parede.

— Por que você não se importa comigo?

— É porque eles são barulhentos demais? Eu posso devorar todos eles.

Tratei de consolá-lo imediatamente: — Não, não, não! Eles finalmente conseguiram se transformar, o que eu faria se você os comesse?

Ele ergueu meu queixo e disse em tom provocador: — Eu não sou o suficiente para te satisfazer?

Seus tentáculos macios envolveram minha cintura, incrivelmente viscosos.

As ventosas se apertaram, e a sensação densa e formigante me fez soltar um gemido involuntário.

Com o rosto ardendo de vergonha, eu disse: — Você... aqui é o laboratório!

Um sorriso despojado surgiu nos lábios de Enzo.

Seus dedos longos tocaram meus lábios, roçando-os suavemente antes de pressioná-los com força.

Ele se inclinou e sussurrou no meu ouvido:

— Mestra, que tal se hoje for a minha vez de possuir você?

O hálito quente contra minha orelha fez meu corpo estremecer.

No segundo seguinte, fui pressionada por baixo dele.

Eu estava prestes a repreendê-lo, mas ele leu meus pensamentos e deu um aperto sutil em minha cintura.

Fui pega de surpresa pelo toque em uma zona sensível.

— Enzo, você... ah...

Minhas palavras de advertência transformaram-se em gemidos.

Ele ficou ainda mais excitado, e sua voz tornou-se rouca e grave. Disse lentamente:

— Mestra, concentre-se no que estamos fazendo.

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