《A Obsessão das Criaturas: Desejos no Laboratório》Capítulo 5

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Os robôs do esquadrão de execução estavam totalmente armados, segurando armas pesadas.

Eles se alinharam em ordem e, com um som metálico, dividiram-se em duas fileiras posicionadas nas laterais.

Paola apareceu por trás, apoiando-se em suas muletas.

Seu olhar percorreu a multidão e pousou sobre mim, que estava sendo escoltada.

O tom de voz era perverso:

— Beatriz, você destruiu uma das minhas pernas, eu não vou deixar você morrer tão facilmente.

Ela sussurrou no meu ouvido, como um demônio do inferno:

— Vou fazer você sofrer tanto que desejará estar morta.

Paola soltou uma gargalhada.

Com um aceno de mão, um robô do esquadrão se aproximou e injetou um frasco de substância no meu corpo.

Minhas pupilas se contraíram bruscamente.

Paola parecia muito satisfeita com a minha reação.

Ela disse com uma voz afetada:

— Isso é um estimulante de libido, mas o efeito colateral é que torna os espécimes sedentos por sangue e violentos.

— Aqueles animais não estão interessados em você? Vou deixar você sentir o gosto de ser drenada por eles, centímetro por centímetro!

As pessoas ao redor não conseguiam suportar a cena.

O pesquisador que desenvolveu essa substância injetou-a acidentalmente em si mesmo e acabou sendo violado e depois devorado pelos espécimes.

Morreu após sofrer humilhações extremas.

Uma pessoa tentou interceder por mim, mas Paola perguntou sorrindo: — O quê? Você quer aproveitar junto com a Beatriz?

Diante disso, a pessoa não ousou dizer mais nada.

Os robôs do esquadrão caminhavam de forma mecânica.

Eles me seguraram com força e me jogaram em um enorme tanque de vidro transparente.

Lá dentro estavam os três espécimes.

Glup, glup...

Bolhas de ar saíam constantemente da minha boca.

A pressão imensa da água causava uma dor agonizante em todo o meu corpo, sentindo como se meu peito estivesse prestes a ser esmagado.

— Mestra...

O tritão se libertou das correntes e nadou em minha direção, envolvendo meus braços.

Ele parecia ansioso, olhando para o meu estado de afogamento com os olhos cheios de dor.

Em seguida, o tritão beijou meus lábios com cuidado extremo.

Passando-me ar.

Respondi ao seu toque de forma confusa enquanto ele segurava minha cintura, aprofundando o beijo.

Minha respiração fluiu instantaneamente e minha visão clareou.

Dentro da água, tentei abrir os olhos e percebi que as orelhas de barbatana do tritão estavam de um vermelho tão intenso que nem pareciam reais.

Depois, seus lábios tornaram-se ardentes, e entre dentes parecia haver uma leve mordida.

Sua respiração também se tornava cada vez mais pesada e ofegante.

Senti um calafrio.

Já era, o efeito da substância começou a agir...

Eu seria devorada sem sobrar nem os restos.

— Mestra...

O polvo e a água-viva também pareciam ter farejado aquele odor incomum e nadavam lentamente em minha direção.

Os tentáculos grossos de Enzo subiram pelas minhas panturrilhas, e as ventosas densas prenderam-se firmemente.

Um tentáculo envolveu minha barriga com agilidade.

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— Fome... tanta fome...

— Comida... A voz era rouca, como a de um caçador perigoso na selva.

Paola assistia a tudo do lado de fora do tanque.

— Beatriz, qual é a sensação de ser devorada pelos espécimes que você mesma criou?

Ela exibia um sorriso com os lábios tingidos de vermelho.

Crente de que eu me tornaria o alimento dos três seres.

Mas, no segundo seguinte!

Com um estrondo gigante, o tanque de vidro se estilhaçou!

Os tentáculos do polvo ergueram-se alto, as ventosas agarrando-se com força ao vidro, enquanto ele emergia do tanque.

Seu tamanho colossal causava um medo profundo.

— Ahhh!

— Como eles conseguiram sair?!

Paola, ainda sentindo-se segura, gritou para o esquadrão: — O que estão esperando? Atirem! Matem todos eles!

As balas varreram o local. Mas todas foram bloqueadas pelos tentáculos do polvo com uma velocidade impressionante, quase como vultos.

No meio da chuva de balas.

Ele se transformou em forma humana, com os tentáculos balançando atrás de si.

Vestia um terno preto, e seu rosto atraente exibia um sorriso frio e sombrio, como o de um jovem doentio.

Elegante e despojado:

— Quem ferir Beatriz, morre.

Naquele instante, Paola quase gritou de pavor.

— As válvulas elétricas, liguem rápido as válvulas elétricas!

As pessoas entraram em pânico, correndo para ligar o interruptor de emergência da caixa elétrica.

Click.

O choque esperado não aconteceu!

Apertaram de novo, e continuou sem funcionar!

Paola entrou em desespero total: — O que está acontecendo?!

Alguém revelou a verdade: — O interruptor foi destruído! Há tentáculos de água-viva nele! Só então todos se deram conta.

O que estava no tanque não era a água-viva inteira, mas apenas metade dela.

Ela estava parcialmente agarrada ao polvo, por isso sua fuga não foi notada por ninguém.

Ela teve a coragem de dividir o próprio corpo ao meio!

Alguém exclamou com medo: — É terrível demais, essa ainda é a água-viva que conhecíamos?

Ninguém respondeu.

Pois, naquele momento, Enzo transformado estava em pleno massacre.

Como se estivesse enlouquecido, ele usava seus tentáculos ágeis para agarrar os robôs do esquadrão.

Estrangulando-os sem piedade.

Desmontando-os em pedaços e engrenagens, que se espalhavam pelo chão.

Ele sorria, aproximando-se de Paola passo a passo.

— Do que você tem medo? Não queria que eu morresse?

— Venha para perto de mim.

Enzo inclinou a cabeça, os tentáculos quebrando o pescoço do último robô.

Com um sorriso gélido.

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