《A Obsessão das Criaturas: Desejos no Laboratório》Capítulo 4

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Sempre tão dócil, Luna agora emitia um brilho avermelhado nunca antes visto, e seu corpo macio expandiu-se dezenas de vezes.

Ela se lançou para agarrar o chicote ensanguentado; no instante em que absorveu o impacto, parte de seus membros se estilhaçou, caindo no chão.

Fiquei em choque com o que vi.

De suas feridas, brotaram quantidades imensas de cnidócitos que, num estalo, perfuraram o corpo de Paola, liberando toxinas.

A expressão de Paola mudou drasticamente.

Onde os cnidócitos penetraram, a pele tornou-se negra instantaneamente.

Ela entrou em pânico imediato:

— Como uma água-viva pode ter um veneno tão forte? Rápido, salvem-me!

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O som agudo do alarme ecoou.

Paola foi levada por vários médicos de jaleco branco.

Como a toxicidade era extrema, a perna picada precisou ser amputada; de agora em diante, ela só poderia andar com muletas.

O incidente rapidamente atraiu a atenção da alta cúpula.

A cor fugiu do rosto do Diretor Marcos.

— Beatriz, você enlouqueceu? Tem ideia de quem ela é? Ela é a filha do vice-diretor da Agência de Experimentação!

— Recebemos ordens diretas de cima. Os três espécimes não transformados devem ser executados imediatamente.

Meu coração gelou.

Fiquei em choque, sem conseguir acreditar:

— Mas eles estão quase completando a transformação! Isso não acontece há décadas. Eles ficaram loucos?!

O Diretor disse, desamparado: — Não há o que fazer.

— A execução será amanhã. Você pode ir vê-los uma última vez, mas não demore.

O Diretor suspirou e saiu.

Minhas pernas fraquejaram e quase caí no chão.

Como as coisas chegaram a esse ponto?

O tritão estava trancado em uma jaula, com correntes imensas cravadas profundamente em suas escápulas.

— Luan...

Ao ouvir minha voz, ele ergueu a cabeça bruscamente, com os olhos transbordando alegria.

— Mestra...

Luan lutava contra as correntes, tentando se aproximar de mim.

Contudo, o esforço frenético fazia as amarras penetrarem ainda mais na carne, e o sangue rubro tingiu a água instantaneamente.

Parecia uma rosa desabrochando na água.

Contive as lágrimas: — Não se mexa, vou pegar um remédio.

Despejei medicamentos solúveis na água para tratar os ferimentos, esperando que ele sentisse algum alívio.

Virei-me para Enzo e sussurrei entre soluços:

— Enzo, você está bem?

Enzo estava encolhido em um canto minúsculo.

Seus tentáculos decepados estavam espalhados pelo fundo, inchados pela água.

Seus olhos estavam turvos e a pele empalidecida, como um prenúncio da morte.

— Foi minha culpa. Eu não consegui proteger vocês.

Eu me culpava, com a voz embargada pelo choro.

Mas Enzo parecia ter me ouvido.

Sua pele, antes sem cor, começou gradualmente a recuperar um tom cinza-escuro.

Os tentáculos restantes se enrolaram fracamente, como se tentassem me abraçar.

— Isso... é regeneração?!

Fiquei maravilhada.

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O Diretor Marcos correu para o local assim que soube da notícia.

Nos locais onde os tentáculos de Enzo foram cortados, novos membros cresciam a uma velocidade visível a olho nu.

Eles pareciam ainda mais ágeis e poderosos.

As pessoas ao redor também demonstravam choque.

— Inacreditável! Pensei que ele fosse morrer pelo estado em que estava, mas quem diria que possui uma capacidade regenerativa tão poderosa? Até os membros estão se reconstruindo!

— Seria um desperdício enorme executar um espécime tão forte!

Agarrei-me a essa ponta de esperança:

— Diretor, há alguma chance de salvá-lo?

Ele tinha uma expressão complexa, com uma alegria difícil de esconder.

— Farei o meu melhor para relatar isso aos superiores!

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No entanto, no dia seguinte, a equipe de execução chegou.

A alta cúpula rejeitou a proposta do Diretor e exigiu a execução imediata dos três espécimes, acrescentando uma nova ordem:

Eu também seria executada.

O motivo alegado foi a invasão do Setor S, sob suspeita de ser uma espiã inimiga tentando roubar dados sigilosos da pesquisa.

Thiago ficou com os olhos vermelhos ao saber da notícia.

— Beatriz...

— Eu vou te tirar daqui. Vamos fugir.

Balancei a cabeça negativamente: — O pessoal da base não brinca em serviço, você não conseguiria me levar. Além disso... minha família está nas mãos deles. Eu não vou.

— Thiago, por todos esses anos que você cuidou de mim, os lanches que escondi no meu armário são seus.

Thiago rangeu os dentes: — Em um momento como este, você ainda fala disso!

Eu sorri.

— Só espero que você não fique tão triste.

Seus olhos lacrimejaram novamente e ele sussurrou:

— Eu não vou deixar você morrer.

Após um momento de silêncio, ele se virou e partiu.

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