《A Obsessão das Criaturas: Desejos no Laboratório》Capítulo 1

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Eu sou uma cuidadora de criaturas exóticas no Setor A.

Ao acordar cedo, descobri que todas elas haviam sofrido mutações.

Os oito tentáculos do polvo tentavam invadir meu corpo, o tritão estava em pleno cio direcionado a mim, e até a dócil água-viva estendia seus filamentos em minha direção.

Seus olhos transbordavam desejo enquanto balbuciavam, de forma desajeitada, as palavras picantes que eu mesma costumava dizer:

"Mestra... punição..."

1

De manhã cedo, fui acordada pelo toque estridente do telefone enquanto ainda estava mergulhada em meus sonhos.

Estiquei o braço para atender e uma voz ensurdecedora ecoou:

— Beatriz, deu tudo errado!

Esfreguei as orelhas e respirei fundo.

— É melhor que seja algo importante para me acordar a essa hora.

Quem ligava era Thiago, um cuidador do mesmo setor que o meu.

O som do lado dele estava caótico, com ruídos que pareciam interferência elétrica, dificultando a compreensão.

Naquele momento, ele gritava a plenos pulmões:

— É grave! As criaturas que você cuida sofreram mutações, estão destruindo os circuitos do laboratório por toda parte e o Diretor Marcos está furioso!

Senti um calafrio percorrer meu corpo e o sono desapareceu instantaneamente.

Abri os olhos, montei na minha scooter e corri para o Setor A.

2

Quando cheguei, a cena era desoladora.

A fiação do laboratório estava destruída, faíscas saltavam por todos os lados com um som constante de estalos elétricos.

Vários tanques de cultivo haviam se quebrado; vidro e água espalhavam-se por todo o chão.

Meu coração não parava de tremer.

Dinheiro! Tudo aquilo era puro dinheiro! Conhecendo o temperamento pão-duro do Diretor Marcos, eu temia pelo meu emprego.

— Beatriz!

A voz do Diretor surgiu logo atrás de mim.

Tive um sobressalto e logo forcei um sorriso para tentar amenizar o clima: — Bom dia, Diretor. Já tomou café?

Ele estava lívido, com uma expressão de total incredulidade.

— Você ainda tem disposição para pensar em comer?! Vá logo para o seu laboratório ver, suas criaturas ficaram loucas!

Antes que ele começasse a berrar de verdade, eu saí em disparada em direção ao laboratório.

Como o circuito havia sido destruído, o local estava em completa escuridão.

Com dificuldade, tateei até encontrar a porta.

Só então percebi que ela estava coberta por algo viscoso, e o culpado por aquilo parecia ter desaparecido.

— Enzo? Você está aí? — Minha voz ecoou pela sala.

Mas não houve resposta.

Liguei minha lanterna especial, ajustando-a para a intensidade mais baixa, para evitar que a luz forte causasse estresse neles.

— Luna?

Clang—

Perto do aquário, algo pareceu cair pesadamente no chão.

Apaguei a lanterna.

Fui tateando lentamente naquela direção, mas acabei tropeçando em algo macio no caminho.

Inclinei-me para frente.

No segundo seguinte, caí sobre algo extremamente macio, sentindo meu corpo ser envolvido por uma sensação úmida. Os tentáculos do polvo me abraçaram, ainda cobertos por gotas de água.

Senti um alívio imediato e levantei o rosto: — Enzo?!

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Mas ele não parecia muito satisfeito, emitindo um resmungo estranho.

Zzt—

Um curto-circuito na fiação soltou uma faísca e uma luz branca se acendeu por um breve instante.

Vi o polvo gigante; seus olhos brilhavam em um tom de vermelho sangue nada normal.

Olhando de perto, percebi que o que me fizera tropeçar fora um de seus tentáculos.

Aquele tentáculo envolveu meu tornozelo.

Inúmeras ventosas aderiram firmemente à pele clara da minha perna.

Centímetro por centímetro, ele começou a subir.

Como uma cuidadora qualificada, eu não poderia simplesmente arrancar o tentáculo. Primeiro, porque ele poderia apertar ainda mais; segundo, porque isso o estimularia, levando a comportamentos reativos perigosos.

Por isso, estendi meus dedos longos e finos.

Comecei a acariciá-lo lentamente, tentando acalmá-lo.

— Enzo, não tenha medo, sou eu.

Para minha surpresa, o tentáculo estancou gradualmente.

Ele parecia prestes a recuar.

Achei que pudesse ter tocado em algum ferimento e apressei-me em segurar o tentáculo com as mãos.

— Calma. Relaxa, deixe-me examinar você — eu disse suavemente.

Meus dedos deslizaram pelo tentáculo, que estava incrivelmente escorregadio.

Ao ouvir minhas palavras, ele contorceu o corpo como uma rosca, soltando pequenos jatos de água branca com um som suave.

Os outros sete tentáculos se encolheram firmemente, quase se enrolando em uma bola, prendendo-me completamente contra sua massa macia.

Em um instante, fui apertada com força.

— Enzo? — exclamei, surpresa com aquela reação.

Ao observar mais atentamente, meu coração quase parou.

O tentáculo que eu estava acariciando possuía um sulco que ia da base até a ponta!

Fiquei sem reação no mesmo instante—

Meu Deus, eu estava acariciando o hectocótilo dele!

A sensação do toque dele percorria meu corpo; aquele ser gigantesco e vibrante me envolvia totalmente, e as dobras externas de seu manto roçavam contra mim.

Um formigamento quente...

Ele pronunciou, de forma rouca e hesitante, uma única palavra: — Fome...

O tentáculo começou a subir em direção à parte interna da minha coxa.

Provocando-me suavemente.

Olhei em seus olhos e um pensamento terrível cruzou minha mente.

Nos últimos dois dias, o laboratório havia removido seu bico e ele estava sendo alimentado apenas com polpa líquida.

Agora ele estava com fome e não parava de tentar se enfiar por baixo de mim.

Se...

Se ele estivesse considerando meus fluidos corporais como sua fonte de alimento...

Em um flash, meu rosto ardeu de vergonha.

Tentei lutar, mas fui envolvida com ainda mais força.

— Mestra... fome...

O peso úmido e escorregadio pressionava-se contra mim...

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