localização atual: Novela Mágica Moderno Cem Ciclos de Dor: O Preço do Seu Amor Capítulo 16

《Cem Ciclos de Dor: O Preço do Seu Amor》Capítulo 16

PUBLICIDADE

Uma semana depois, uma mídia influente publicou subitamente uma notícia bombástica:

CHOQUE! O renomado psicólogo Gabriel é suspeito de negligência terapêutica; paciente tenta suicídio!

A notícia vinha acompanhada de um vídeo de monitoramento embaçado, mostrando uma jovem saltando de um prédio alto e sendo salva por um colchão inflável dos bombeiros.

No canto da imagem, a silhueta de Gabriel era visível.

A reportagem afirmava que a jovem era paciente de Gabriel e que, devido a uma intervenção psicológica errônea, sofrera um colapso mental, optando por tirar a própria vida.

Assim que a notícia saiu, a opinião pública entrou em polvorosa.

A entrada do consultório de Gabriel logo foi cercada por repórteres, com flashes tão intensos que ofuscavam a visão.

"Dr. Gabriel, qual a sua explicação para a tentativa de suicídio da sua paciente?"

"O senhor admite que seus métodos de tratamento possuem falhas graves?"

Gabriel permanecia à porta com o rosto sereno, mas Alice podia sentir a raiva contida sob seus músculos tensos.

"Vou investigar este assunto a fundo", respondeu ele com voz grave, antes de puxar Alice para dentro e trancar a porta.

Alice olhava para a enxurrada de notícias negativas no computador, com os dedos tremendo levemente.

"Isso não é verdade, não é?", perguntou ela baixinho.

Gabriel balançou a cabeça, com o olhar gélido: "Eu realmente conheço aquela garota, mas a condição dela tornava um salto suicida impossível — ela sofre de agorafobia severa e não consegue sequer chegar perto de uma janela."

O coração de Alice afundou gradualmente.

"É o Arthur", disse ela, fechando o punho com tanta força que as unhas se cravaram na palma da mão. Ela já o vira destruir famílias de concorrentes usando a opinião pública naquele outro mundo. "Ele forjou tudo isso."

Surgiram mais acusações de supostas "vítimas" na internet. Alguns afirmavam que Gabriel usava hipnose para manipular pacientes; outros postaram supostos "áudios de terapia" tirados de contexto, onde parecia que Gabriel induzia pacientes ao suicídio.

O telefone do consultório não parava de tocar, todos os agendamentos foram cancelados e algumas pessoas começaram a atirar ovos na porta, estilhaçando as janelas de vidro.

Alice permanecia em meio ao caos do escritório, observando Gabriel recolher em silêncio os documentos espalhados, sentindo uma dor que quase a impedia de respirar.

"Podemos chamar a polícia", sugeriu ela em voz baixa.

"Não adianta", Gabriel balançou a cabeça. "Os métodos de Arthur são sempre limpos. Essas 'provas' são difíceis de derrubar legalmente."

Ele ergueu os olhos, cansado mas firme: "Lice, vá embora por enquanto. Você não deve ser arrastada para isso."

Alice agarrou a mão dele bruscamente, com a voz trêmula: "Gabriel, escute bem — eu não vou a lugar nenhum."

"Você me ajudou a rastejar para fora do inferno. Agora, é a minha vez de ficar ao seu lado."

Alice começou a agir. Ela encontrou a garota que "tentou o suicídio", que inicialmente teve medo de falar, até que Alice mostrou uma gravação de Arthur a ameaçando anteriormente.

PUBLICIDADE

"Ele... ele disse que, se eu colaborasse com a encenação, me daria dinheiro para o meu tratamento", confessou a jovem chorando. "Eu não imaginei que as coisas tomariam essa proporção..."

Alice gravou o depoimento dela e contatou outras "vítimas" compradas por Arthur, montando a verdade peça por peça.

Ao mesmo tempo, Gabriel começou a organizar todos os seus registros terapêuticos, tornando pública a análise detalhada de cada caso e convidando instituições profissionais para avaliarem seus métodos.

Contudo, a malícia da opinião pública vinha como uma maré avassaladora, e os esforços deles pareciam minúsculos diante da enxurrada de insultos.

No dia mais sombrio, o consultório foi alvo de um incêndio criminoso.

O fogo se espalhou rapidamente, e a fumaça densa impedia a visão. Alice e Gabriel ficaram presos no segundo andar, com as escadas já tomadas pelas chamas.

"Pule!", gritou Gabriel, abrindo a janela com a voz rouca.

Alice balançou a cabeça, segurando a mão dele com força: "Vamos juntos!"

Línguas de fogo lambiam as paredes, e a onda de calor ardia na pele. Gabriel sorriu subitamente, segurou o rosto dela e beijou sua testa em meio ao clarão do fogo.

"Lice, sobreviva."

Dito isso, ele a pegou nos braços e saltou pela janela.

Ambos caíram pesadamente sobre o toldo do andar de baixo. Alice sentiu uma dor aguda no tornozelo, mas ignorou a si mesma para verificar os ferimentos de Gabriel — o braço dele fora cortado por cacos de vidro, e o sangue jorrava.

As sirenes dos bombeiros ecoavam de longe enquanto o fogo tingia metade do céu de vermelho.

Alice abraçou Gabriel com força, com as lágrimas misturando-se às cinzas: "Não vamos perder... de jeito nenhum."

Três dias após o incêndio, uma reviravolta finalmente aconteceu.

Uma ex-paciente curada por Gabriel manifestou-se, postando um vídeo nas redes sociais:

"Sou uma paciente recuperada de depressão e o Dr. Gabriel salvou minha vida."

No vídeo, ela mostrou seus registros de tratamento, detalhando como ele a ajudara a sair das sombras. Logo em seguida, um segundo e um terceiro paciente começaram a se manifestar.

A opinião pública começou a reverter.

Munida do depoimento da "garota que saltou", Alice procurou diretamente o maior veículo de imprensa.

"Aqui estão as provas de que Arthur forjou um erro médico", disse ela com frieza. "Se vocês não noticiarem a verdade, farei com que toda a rede saiba que vocês são cúmplices."

No dia da conferência de imprensa, Arthur estava parado ao fundo da multidão.

Ele observava Alice no palco, revelando sua trama palavra por palavra, vendo-a segurar firmemente a mão de Gabriel, provando a inocência dele para o mundo.

Sob os flashes dos repórteres, o olhar dela era firme e brilhante, em nada lembrando a Alice que chorava por ele.

Arthur sorriu subitamente, um sorriso distorcido e louco.

"Lice...", murmurou ele baixinho, "você acha que pode terminar assim?"

Ele virou as costas e partiu, sua silhueta fundindo-se à noite.

No palco, Alice pareceu sentir algo e olhou para aquela direção —

Não havia ninguém.

Apenas uma rajada de vento frio passou, como o último escárnio do destino.

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia