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《Cem Ciclos de Dor: O Preço do Seu Amor》Capítulo 15

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O corpo de Alice estancou no lugar, seus dedos agarrando inconscientemente a manga da camisa de Gabriel.

Ela olhava para o homem diante dela; aquele rosto que um dia conhecera até a medula agora parecia estranho e distante.

A chuva escorria pelas pontas de seu cabelo, misturando-se à lama que deslizava por suas bochechas, assemelhando-se terrivelmente às lágrimas que ela um dia derramou por ele.

Gabriel, percebendo o tremor dela, segurou sua mão suavemente, transmitindo força em silêncio.

Ele deu um passo à frente, bloqueando a visão de Arthur sobre Alice, com um olhar calmo e gélido: "Cuidado com seus modos, senhor".

O olhar de Arthur finalmente se desviou de Alice e pousou em Gabriel. Seus olhos tornaram-se subitamente sombrios, e seus punhos estalaram: "Quem é você?".

"Sou o noivo dela." A voz de Gabriel era leve, mas soou como uma lâmina afiada cravada diretamente no coração de Arthur.

"Noivo?"

Arthur soltou uma risada brusca, carregada de loucura.

"Impossível! A Lice é minha esposa! Ela morreu noventa e nove vezes para voltar ao meu lado! Como ela poderia... como poderia..."

Sua voz foi baixando até se tornar um soluço embargado.

Alice respirou fundo e deu um passo para fora de trás de Gabriel.

Seu olhar era límpido como a água; ao olhar para Arthur, não havia mais nenhum vestígio de apego ou ternura: "Arthur, nós terminamos há muito tempo".

"Não!" Arthur caiu de joelhos bruscamente, a chuva respingando ao molhar seus joelhos. Ele estendeu a mão para tentar segurar a barra da roupa dela, mas ela recuou um passo, evitando-o.

Seus dedos ficaram suspensos no ar, com os olhos cheios de desespero: "Lice, eu sei que errei... eu realmente sei que errei! Eu me arrependo, me arrependo todos os dias!".

Sua voz estava tão rouca que era quase inaudível, e as lágrimas rolavam misturadas à chuva: "Eu não deveria ter te enganado, não deveria ter te machucado e, menos ainda... matado nosso filho com minhas próprias mãos!". Ao dizer isso, sua garganta soltou um gemido de dor, como uma fera agonizante.

As pontas dos dedos de Alice tremeram levemente, e as memórias que ela enterrara profundamente voltaram à tona.

Ela fechou os olhos, forçando-se a manter a calma: "Arthur, o passado ficou no passado. Estou vivendo muito bem agora. Por favor... me deixe em paz".

"Te deixar em paz?" Arthur levantou-se cambaleando.

"E quem vai me deixar em paz? Lice, você sabe que, depois que você se foi, tentei todos os métodos para te encontrar! Doei toda a minha fortuna, ajoelhei em oitenta e uma montanhas sagradas, eu realmente não tinha mais saída... finalmente, para te ver, segui o seu diário... e me suicidei noventa e nove vezes..."

Ele abriu a camisa bruscamente, revelando as cicatrizes densas em seu peito.

Aquelas marcas se cruzavam; algumas já haviam cicatrizado, outras ainda exibiam um tom vermelho medonho.

Ele apontou para um dos cortes mais profundos: "Este foi o primeiro corte nos pulsos. Fiquei deitado na banheira pensando no quanto você sofreu naquela hora..."

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Apontou então para outra queimadura: "Isto foi choque elétrico. Usei um bastão de choque igual ao seu. Quando a corrente atravessou meu corpo, eu finalmente entendi o que você passou..."

As pupilas de Alice contraíram-se bruscamente, e uma náusea subiu por seu estômago. Ela virou o rosto, recusando-se a olhar.

Gabriel, notando o desconforto dela, envolveu os ombros dela gentilmente e disse baixo: "Vamos embora".

Ao ver isso, Arthur avançou impetuosamente, mas foi impedido por Gabriel. Ele encarou Alice fixamente, com a voz beirando a súplica: "Lice, olhe para mim! Eu também morri noventa e nove vezes para chegar a este mundo! Eu só quero... só quero uma única chance..."

Alice finalmente virou a cabeça e olhou calmamente para ele: "Arthur, você ainda não entendeu? Não há mais possibilidade entre nós. Seu arrependimento e sua dor não têm nada a ver comigo. O que eu quero nunca foi um amor avassalador, mas sim uma vida tranquila e estável".

Ela ergueu a mão, segurando gentilmente os dedos de Gabriel, com a voz suave, porém firme: "E ele me deu essa vida".

"Sr. Arthur." Gabriel pressionou a mão fria de Alice contra o próprio peito. "Cada batida aqui agradece por ela ter escolhido sobreviver — enquanto você só merece ficar de joelhos diante da lápide dela em arrependimento."

O olhar de Arthur tornou-se completamente insano.

Ele sacou bruscamente um bisturi e o pressionou contra a própria garganta: "Lice, escolha ele e eu morro aqui mesmo!".

Alice olhou para o homem que a fizera morrer noventa e nove vezes e, de repente, sentiu que tudo aquilo era absurdo.

"Arthur." Ela disse calmamente. "Você se esqueceu?"

"Na centésima vez..." Ela segurou a mão de Gabriel. "Eu finalmente aprendi a desistir por completo."

"Não!"

Arthur recuou segurando o peito, observando o vulto decidido de Alice se afastar, com os olhos mergulhados na loucura.

Lice, você é minha. Você só pode ser minha nesta vida!

Não importa o método, eu vou te ter de volta!

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