Diana foi levada para um armazém abandonado com os olhos vendados. Ela lutava, com a voz embargada pelo choro: "Quem? Quem são vocês? Me soltem! O Arthur não vai perdoar vocês quando souber disso!".
"É mesmo?" a voz de Arthur veio da escuridão, como o sibilar de uma cobra venenosa.
A venda foi arrancada brutalmente, e Diana finalmente viu quem estava à sua frente. Arthur estava sentado em uma cadeira, impecável em seu terno e com o rosto gélido, mas seus olhos transbordavam uma loucura aterradora.
"Ar... Arthur?" a voz dela suavizou-se instantaneamente, e as lágrimas começaram a cair, "O que você está fazendo aqui? Estou com tanto medo...".
Arthur soltou uma risada leve e levantou-se; o som de seus sapatos de couro no cimento soava como a contagem regressiva da própria morte. Ele caminhou até Diana e olhou para ela de cima, com um olhar frio como se estivesse observando um cadáver.
"Medo?" ele estendeu a mão e apertou o queixo dela com tanta força que quase esmagou os ossos, "Por que não teve medo quando armou contra a Alice?".
As pupilas de Diana contraíram-se bruscamente e seu rosto empalideceu no mesmo instante: "Eu... eu não sei do que você está falando...".
"Não sabe?" Arthur soltou o queixo dela, tirou um maço de fotos do bolso e as jogou no rosto dela, "Estas você deve reconhecer, não?".
As fotos espalharam-se pelo chão, todas mostrando-a em momentos íntimos com outros homens, incluindo capturas de tela das câmeras de segurança de quando ela colocou secretamente o relatório de gravidez no bolso do paletó dele. Diana tremia inteira, com os lábios trêmulos, sem conseguir pronunciar uma única palavra.
"Você me enganou. Sabia que era a Alice na confeitaria e ainda ousou provocá-la?" Arthur agarrou Diana pelo pescoço, proferindo cada palavra pausadamente, "Como você se atreveu?".
Diana desabou, agarrando-se às calças dele e chorando amargamente: "Arthur, me deixe explicar! Não foi por querer... eu amo você de verdade!".
"Amor?" Arthur a afastou com um chute e sorriu com desprezo, "O seu amor é me enganar trazendo o bastardo de outro homem?".
Nos dias seguintes, Diana conheceu o significado de desejar a morte. Arthur ordenou que a trancassem em um porão úmido e escuro, servindo apenas uma refeição de comida estragada por dia. Com fome e tonta, ela rastejava como um animal até a comida todos os dias, roendo pães mofados.
Uma semana depois, a porta do porão finalmente abriu. Ela pensou que Arthur finalmente tivesse amolecido o coração, mas deparou-se com inúmeros flashes de câmeras apontados para ela, ofuscando sua visão.
Arthur estava diante dela, exibindo os vídeos íntimos dela com outros homens, além das provas de que ela falsificara o relatório de gravidez e contratara pessoas para sequestrar Alice. Os repórteres ficaram em choque, e as lentes focavam freneticamente em seu rosto pálido.
"Não... não é assim!" Diana gritou tentando fugir, mas foi contida firmemente pelos seguranças.
Arthur caminhou até ela e sussurrou suavemente em seu ouvido: "Você não adora atuar? Hoje, todos verão sua verdadeira face".
No dia seguinte, as manchetes dos jornais estavam repletas de seus escândalos: "A calculista Diana engana o presidente do Grupo Arthur com falso casamento para subir na vida com filho bastardo" e "Mulher cruel leva esposa legítima à morte; a verdade é estarrecedora".
Diana ajoelhou-se no chão, batendo a cabeça repetidamente: "Arthur, eu errei de verdade, eu vou pedir desculpas à Alice, a culpa foi toda minha...".
"Você acha que é digna de vê-la?" o rosto de Arthur estava sombrio, "Não suje os olhos da Lice!".
"Você não gosta tanto de atuar?" a voz de Arthur era de uma doçura aterradora, "Pois eu farei com que nunca mais consiga".
A lâmina cortou o rosto dela, e o sangue jorrou instantaneamente. Diana soltou um grito dilacerante, mas o olhar de Arthur não teve a menor oscilação. Ele desferiu corte após corte, até que o rosto dela estivesse coberto de cicatrizes monstruosas.
"Isto é o que você deve à Lice". Ele soltou a mão, observando-a caída no chão gemendo de dor.
Diana foi jogada em um lixão em uma favela, com as feridas no rosto já infeccionadas e exalando mau cheiro. Outrora radiante, agora ela se tornara um pária de quem todos fugiam. Sem dinheiro, sem identidade e sem sequer um rosto íntegro, ela só podia sobreviver pedindo esmolas.
Sempre que a noite caía e o silêncio imperava, ela lembrava-se das últimas palavras que Arthur lhe dissera: "A morte seria um alívio barato para você. Quero que viva, que viva cada dia em agonia, até se arrepender de ter vindo ao mundo".
Enquanto isso, Arthur permanecia diante do túmulo de Alice, acariciando suavemente a lápide fria. A chuva encharcava seu terno, mas ele não parecia notar.
"Lice, eu te vinguei" ele murmurou baixinho, com a voz embargada, "Você viu?".
Como resposta, ouviu-se apenas o som do vento uivante.