《Rejeitada pelo Leopardo, Escolhida pelo Lobo》Capítulo 5

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— Lobo maldito, você está querendo morrer?

— Eu já te avisei, a Beatriz é minha. Não tente nada com ela.

— Como você ainda se atreve a vir até a nossa casa?

Lucas mantinha a expressão calma, sem demonstrar o menor medo.

Ele respondeu com indiferença: — Quem a Bia escolhe é quem se torna o homem dela.

Arthur soltou um riso de desprezo, cerrou o punho e desferiu um golpe.

— Não preciso que você me ensine como as coisas funcionam!

Lucas recuou dois passos, desviando com total facilidade.

Vendo que os dois estavam prestes a começar uma briga, dei um passo à frente rapidamente, protegendo o lobo atrás de mim.

Arthur viu o meu gesto.

Um brilho de mágoa cruzou seus olhos instantaneamente.

Suas pupilas se contraíram e ele falou em tom de incredulidade: — Beatriz, você está mesmo protegendo ele?!

— Ele é o homem-fera da Isadora, um sem-vergonha que seduz a dona dos outros, e você o protege?

— Não se esqueça de que eu é que sou o seu homem-fera!

7

Franzi o cenho.

Já estava farta de toda aquela gritaria.

Eu o corrigi: — Arthur, nós nunca firmamos um contrato, então você não é, tecnicamente, o meu homem-fera.

— Eu sei que você sempre preferiu a minha irmã.

— Por isso, há dois dias, combinei com ela de trocarmos de parceiros. Agora, não vou mais te amarrar a mim. Vá arrumar suas coisas e procure a Isadora.

Ao ouvir isso, Arthur ficou estático.

Sua expressão ficou vazia por um momento.

Ele não conseguia reagir.

Seu cérebro parecia processar a informação de forma extremamente lenta.

Depois de um longo tempo, o homem perguntou com a voz trêmula e o rosto pálido: — Você me trocou com a Isadora?

Assenti.

— Sim.

Achei que Arthur ficaria feliz.

Afinal, ele nunca gostou de mim e sempre reclamou que eu o impedi de ser o parceiro da minha irmã.

Mas, ao ouvir minha resposta afirmativa, ele subitamente explodiu de raiva.

Ele elevou o tom de voz e questionou: — Com que direito?

— Beatriz, você tomou a decisão de me entregar sem nem pedir minha opinião?

— Eu não aceito!

Olhei calmamente para o Arthur furioso.

Eu realmente não entendia.

Sendo que ele sempre vivia dizendo que eu era um fardo e que queria estar com a minha irmã.

Por que agora, quando o dia finalmente chegou, ele não aceitava?

Não perdi tempo tentando entender o motivo de seu comportamento estranho.

Em vez disso, segurei a mão de Lucas, caminhei em direção ao quarto e disse calmamente: — Arthur, isso não depende de você.

— Na Federação, os homens-fera não têm o direito de escolha.

Arthur trincou os dentes.

Seu olhar caiu sobre nossas mãos dadas, como se quisesse nos perfurar.

Até o último momento antes de a porta do quarto se fechar.

Ele finalmente falou de novo, com a voz rouca e amarga, carregada de um evidente inconformismo: — Beatriz, você vai se arrepender.

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Dito isso, Arthur voltou para o quarto dele e começou a arrumar as malas.

Não dei mais atenção a ele.

Naquele momento, eu estava sentada na beira da cama, trocando olhares com Lucas.

A cauda de lobo dele, branca e felpuda, apareceu sem que eu percebesse.

Ela balançava de um lado para o outro atrás dele.

Isso criava um contraste enorme com o seu rosto sereno e distante.

Lucas e eu falamos ao mesmo tempo: — Eu posso tocar na sua cauda? — Você quer tocar na minha cauda?

Após um breve momento de surpresa.

Lucas abanou a cauda com ainda mais entusiasmo. Ele me olhou com seus olhos azul-acinzentados e murmurou um "sim" suave.

Que fofo.

Contive o impulso de jogá-lo na cama e abraçá-lo com força.

Coloquei as duas mãos na cauda.

Acariciei desde a base até a ponta.

Repetidas vezes.

Era muito gratificante.

Por estar tão concentrada, nem percebi as orelhas de Lucas ficando vermelhas e seu corpo ficando tenso.

Quando terminei e levantei a cabeça, vi que Lucas me olhava com uma intensidade profunda.

Sua voz soou rouca: — Mestra...

Aquele chamado fez meu coração palpitar.

— O-o que foi?

Lucas não disse mais nada.

O canto de seus olhos ficou levemente avermelhado e, com os lábios cerrados, ele ficou me encarando fixamente.

A temperatura no quarto pareceu subir.

Desviei o olhar, apressada: — Vou lá fora ver se o Arthur já foi embora.

— ...Tudo bem.

A porta do quarto de Arthur estava aberta.

As coisas já tinham sido levadas.

Estava vazio.

Ao ver aquela cena, senti um imenso alívio.

Lucas parou atrás de mim.

Muito perto.

Quando ele falou, pude sentir sua respiração contra mim.

— Mestra... estou com fome.

O lobo falou em tom manhoso.

Só então percebi que ele provavelmente não tinha tomado café da manhã.

E agora. Já estava quase na hora do almoço.

Arregacei as mangas e me apressei em direção à cozinha.

— Então eu vou preparar a comida.

8

Mas Lucas segurou meu pulso.

Ele soltou um leve suspiro e disse suavemente: — Mestra... deixe comigo.

— Tudo bem.

Lucas era um ótimo cozinheiro.

A comida estava impecável em aparência, aroma e sabor.

Após a refeição.

Ele assumiu a tarefa de lavar a louça por conta própria.

E limpou a casa inteira mais uma vez.

Quando terminou tudo, já era noite.

Eu mencionei por acaso que costumava sentir frio no corpo.

Lucas trouxe uma bacia de água quente para eu escaldar os pés.

Depois, com todo o cuidado, secou meus pés.

Ele era muito atencioso.

E sabia cuidar bem das pessoas.

Sua personalidade era muito mais agradável que a de Arthur.

Após terminar as tarefas, Lucas continuou parado, olhando para mim com expectativa.

Como um cachorrinho esperando por uma recompensa.

Eu também o olhei, confusa.

Quando nossos olhos se encontraram.

Disse baixinho: — Já está tarde, vá descansar.

Lucas engoliu em seco, com uma expressão que parecia um pouco magoada, e disse em tom enigmático...

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