localização atual: Novela Mágica Moderno Romance A Traição da Prima Invejosa Capítulo 18

《A Traição da Prima Invejosa》Capítulo 18

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O rosto de Leonardo escureceu, e ele deu alguns passos apressados para alcançar Amélia:

— Você quer que eu vá procurar outra mulher?

— Amélia, além de você, ninguém é digna de ter um filho meu.

Vendo que os dois estavam prestes a explodir, a professora da turma correu até eles para apaziguar a situação.

— Senhores, por favor, se acalmem! A atividade entre pais e filhos vai começar!

— Pelo bem da criança, vocês podem deixar os ressentimentos de lado por um momento?

Luna também puxou levemente a roupa de Amélia, olhando para ela com expectativa.

— Mamãe, eu quero ficar em primeiro lugar… os outros coleguinhas têm papai acompanhando…

Amélia encarou os olhos ansiosos da filha, respirou fundo e engoliu o nojo que subia dentro dela.

— Tudo bem. Pela Luna.

As regras da prova eram simples: pai e mãe não podiam usar as mãos, só podiam prender um balão entre os corpos e levá-lo até a linha de chegada.

Amélia pegou o balão e o apoiou contra o peito.

Leonardo se aproximou, abriu os braços, mas respeitou a regra e não a tocou com as mãos.

— Começar! — o apito soou.

Os dois foram obrigados a ficar colados um ao outro, movendo-se passo a passo.

Cada roçar.

Cada respiração misturada.

Nos olhos de Leonardo, passou um brilho secreto de satisfação.

Ele olhava para aquele rosto tão perto, desejando que aquele caminho nunca terminasse.

Amélia, porém, estava rígida dos pés à cabeça.

Como se estivesse sendo castigada.

— Não se mexe. — ela advertiu friamente.

— Eu não me mexi. Quem está tremendo é você. — Leonardo soltou uma risada baixa, a voz rouca.

Finalmente chegaram ao fim.

— Ganhamos! Somos os campeões! — Luna gritou de alegria.

Amélia praticamente se afastou dele no mesmo instante, pegou Luna no colo e virou-se sem olhar para trás.

— Luna, vamos para casa.

Leonardo correu atrás dela:

— Eu trouxe o carro, levo vocês.

— Não precisa. — Amélia recusou friamente, sem parar de andar.

— Aqui é difícil pegar táxi, e vai chover.

Leonardo estendeu a mão para segurar o braço dela, a voz humilde até a poeira:

— Mel, não seja teimosa comigo. A criança vai se molhar.

Os dois estavam naquele empurra-empurra.

De repente, o celular no bolso de Amélia começou a vibrar.

Ela atendeu, irritada:

— Alô?

Do outro lado, veio a voz aflita de uma enfermeira.

— Dra. Amélia! Venha rápido! Sua mãe, Helena Ferreira… não vai resistir!

— O quê?!

A mão de Amélia tremeu, e o celular caiu no chão com um estalo, a tela se partindo em vários pedaços.

Sua mente ficou em branco no mesmo instante.

Tantos anos de ódio.

Tantos anos de ressentimento.

Mas, ao ouvir “não vai resistir”…

ainda sentiu um vazio rasgar seu peito.

Ao ver o rosto dela pálido como papel, Leonardo não disse nada, apenas pegou o celular do chão.

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— Entra no carro! Eu te levo!

Desta vez, Amélia não recusou.

O carro correu em alta velocidade.

Quando chegaram ao hospital, Amélia entrou no quarto cambaleando.

Na cama, Helena estava magra a ponto de quase não ser reconhecida, sustentada apenas por um último fio de vida.

Os aparelhos emitiam sons curtos e monótonos.

Amélia parou na porta.

As pernas pareciam feitas de chumbo.

Ela simplesmente não conseguia dar o passo seguinte.

— Vovó?

No colo dela, Luna de repente chamou com a voz infantil.

Os olhos turvos de Helena se moveram.

Com esforço, ela virou a cabeça.

No instante em que viu Amélia, duas lágrimas grossas escorreram pelos cantos de seus olhos.

— Mel… Mel…

Os olhos de Amélia ficaram imediatamente vermelhos, e ela assentiu em silêncio.

Helena olhou para a menina delicada como porcelana, e um sorriso tênue surgiu em seu rosto enrugado.

— Que bom… tão bom…

— Ver que você está vivendo feliz… agora eu posso… ficar em paz…

Ela ergueu a mão com dificuldade, querendo tocar o rosto de Amélia, mas só conseguiu levantá-la até a metade.

— Eu vou… descer para pagar pelos meus pecados…

— Na próxima vida… não nasça do meu ventre… não tenha… uma mãe como eu…

Amélia finalmente não conseguiu mais se conter. Correu até a cama e segurou aquela mão ossuda.

— Não fala isso! Eu não deixo você morrer! Você ainda não pagou pelo que fez! Ainda não me devolveu tudo o que me tirou! Como você pode morrer assim?!

Os olhos de Helena foram perdendo o foco, mas em seus lábios havia um sorriso de alívio.

— Mel… viva… bem…

Sua mão caiu sem força.

A linha do monitor cardíaco tornou-se reta.

— Biiii—

— Mãe—!

Amélia caiu de joelhos ao lado da cama, chorando sem conseguir parar.

Todo o ódio, naquele instante, desapareceu junto com a morte.

Restou apenas uma desolação infinita.

Três dias depois.

Cemitério.

Uma chuva fina caía do céu.

Vestida de preto, Amélia olhava para a foto de Helena na lápide, com o rosto sem expressão.

Gabriel segurava um guarda-chuva preto, protegendo-a nos braços.

— Mel, meus sentimentos.

Amélia ia apenas assentir.

Mas, de repente, tudo escureceu diante de seus olhos.

O mundo girou.

— Mel!

Quando voltou a acordar, já estava no hospital.

Gabriel permanecia ao lado da cama, com o rosto abatido.

Amélia ia falar alguma coisa, mas o médico entrou com um exame na mão, visivelmente contente.

— Parabéns. Dra. Amélia está grávida de seis semanas.

— O quê?

Amélia levou a mão ao próprio ventre, incrédula.

Gabriel ficou imóvel por um segundo, depois a abraçou de repente, a voz tremendo.

— Mel… nós vamos ter um filho!

Um filho deles.

Um filho ligado a eles pelo sangue.

As lágrimas de Amélia transbordaram.

Mas eram lágrimas de felicidade.

Hospital Anhe, ala de emergência no térreo.

Bianca abriu os olhos, sentindo o corpo inteiro como se tivesse sido desmontado, a dor perfurando cada osso.

— Você acordou?

Uma voz masculina suave veio ao lado.

Bianca virou a cabeça com dificuldade.

Ao lado da cama, estava sentado um homem jovem, vestido com roupas de marca, e o relógio em seu pulso claramente valia uma fortuna.

Um homem rico.

Um brilho calculista passou pelos olhos de Bianca, e as lágrimas vieram instantaneamente:

— Foi… o senhor… quem me salvou?

O homem assentiu, olhando para ela com pena:

— Eu te encontrei enquanto estava pintando ao ar livre. Como você ficou tão machucada assim?

Bianca mordeu os lábios pálidos e começou a chorar, delicada e lamentável.

— Eu confiei na pessoa errada… meu ex-namorado era um canalha…

— Ele me roubou o dinheiro, me espancou e me jogou numa montanha abandonada…

— Eu achei… achei que fosse morrer…

Ela chorava até os ombros tremerem.

Como esperado, o homem ficou com pena e lhe entregou um lenço.

— Não tenha medo, agora está tudo bem. Eu vou te ajudar. Ah, a propósito, meu nome é Miguel. Como você se chama?

— Meu nome é Bianca Ferreira.

Bianca pegou o lenço e escondeu o leve sorriso que se formou em seus lábios.

Enquanto estivesse viva—

enquanto ainda existissem homens—

ela, Bianca Ferreira,

jamais perderia.

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