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《A Traição da Prima Invejosa》Capítulo 15

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Uma semana depois.

Resort médico à beira-mar.

Amélia representava o Hospital Anhe, participando da avaliação de um projeto no local.

A brisa do mar era salgada e úmida—

mas não conseguia dissipar a sombra que carregava no coração.

No dia em que pegou o cartão, ela não foi ver Helena.

Apenas entregou o cartão ao hospital para quitar as despesas médicas.

Considerou aquilo…

um acerto final entre elas.

À noite, o jantar de recepção foi realizado em um restaurante ao ar livre, à beira-mar.

Assim que Amélia entrou—

seu passo congelou.

Na mesa principal—

cercado por todos—

o homem no centro era Leonardo.

Vestido com um terno impecável, ele girava lentamente uma taça de vinho.

Seu olhar atravessou a multidão—

e pousou diretamente sobre ela.

Amélia se virou para ir embora.

Mas o Dr. Yang, atrás dela, a puxou:

— Dra. Amélia, para onde você vai? Aquele é o Sr. Tavares, o maior investidor desse projeto!

— Se o nosso projeto vai ser aprovado ou não, depende da decisão dele. Você não pode agir assim!

Amélia respirou fundo.

Foi puxada à força pelos colegas e sentada—

justamente de frente para Leonardo.

O olhar dele percorreu cada detalhe dela.

Ele ergueu a taça.

— Dra. Amélia, jovem e talentosa. Ouvi dizer que passou anos no exterior se aperfeiçoando. Esse brinde é para você.

Amélia não se moveu.

— Desculpe, Sr. Tavares. Eu não bebo.

Leonardo não abaixou a taça.

O clima ficou tenso.

As pessoas ao redor começaram a incentivar:

— Dra. Amélia, não pode recusar o brinde do Sr. Tavares!

— Isso mesmo, beba um pouco!

Leonardo a encarava, com um olhar profundo:

— O quê? A Dra. Amélia despreza o meu vinho?

Amélia cerrou os dentes.

Pegou a taça—

e virou de uma vez.

O líquido ardente desceu pela garganta—

como se estivesse engolindo lâminas.

— Muito bem! Dra. Amélia é decidida!

Leonardo serviu outra taça.

— Essa… é para o nosso… antigo conhecimento.

Amélia foi obrigada a beber novamente.

Taça após taça.

O estômago queimava.

O rosto dela ficou anormalmente vermelho.

O olhar começou a se perder.

O Dr. Yang percebeu que algo estava errado e tentou intervir:

— Sr. Tavares, a Dra. Amélia já bebeu demais. Vamos deixá-la descansar.

Leonardo girou a taça na mão.

— Hum.

Amélia se levantou como se tivesse sido libertada.

Pegou a bolsa e saiu cambaleando.

A cabeça girava.

As pernas falharam—

e ela quase caiu.

Um braço forte surgiu—

e segurou sua cintura.

Amélia levantou a cabeça.

Seus olhos encontraram os de Leonardo.

Profundos.

Sem fundo.

— Me solta…

Ela tentou empurrá-lo.

Mas ele segurou seu pulso.

Leonardo a arrastou em direção a uma suíte presidencial ao lado.

— Leonardo Tavares! O que você está fazendo?!

— Me solta! Eu vou chamar a polícia!

Ele não respondeu.

Passou o cartão.

Entrou.

Trancou a porta.

Tudo em um único movimento.

Ele a empurrou para o banheiro.

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Abriu o chuveiro.

Água fria caiu diretamente sobre ela.

— Ah—!

Amélia gritou.

Seu corpo encolheu.

Tremia sem controle.

Aquela cena—

se sobrepôs à lembrança de anos atrás—

quando ele a pressionava na banheira.

O medo voltou como uma avalanche.

Leonardo, com os olhos vermelhos, a pressionou contra a parede.

Deixou a água fria encharcar os dois.

— Amélia! Acorda!

— Sente bem… quem eu sou!

— Não tenta fugir!

— Nessa vida… você nunca mais vai fugir de mim!

Ele abaixou a cabeça—

e a beijou com violência.

— Mm…

Amélia lutava desesperadamente.

As lágrimas misturavam-se com a água fria.

Tudo tinha gosto amargo.

Nesse momento—

gritos vieram de fora.

— Tsunami! Um tsunami!

— Corram!

Leonardo congelou por um instante.

Soltou Amélia.

Ela aproveitou a chance.

Empurrou-o—

e correu para fora do banheiro.

Do lado de fora—

pela janela de vidro—

uma onda gigantesca avançava em direção ao hotel.

A água já havia invadido os andares inferiores.

Subia rapidamente.

O vento rugia.

Os vidros tremiam.

O rosto de Amélia ficou pálido.

Mas, de repente, ela lembrou de algo.

— O contrato… minha bolsa…

Era o contrato mais importante do hospital.

Estava no quarto dela.

Se não recuperasse—

o projeto inteiro estaria perdido.

Era o esforço de todos.

Ela ignorou Leonardo.

Abriu a porta—

e saiu correndo.

O corredor estava tomado por pessoas fugindo.

A água já invadia o poço do elevador.

Leonardo correu atrás dela—

mas não conseguiu segurá-la.

— Amélia! Volta! É perigoso!

Amélia avançava pela água que já cobria seus tornozelos—

correndo em direção ao quarto.

— Amélia!

O grito desesperado de Leonardo ecoou atrás dela.

Ela chegou à porta—

e, no instante em que se virou—

uma onda gigantesca quebrou o vidro no fim do corredor.

— BOOM—!

A água do mar, misturada com estilhaços e destroços—

avançou violentamente.

A última coisa que ela viu—

foi Leonardo correndo em sua direção, sem pensar em nada.

— Mel—!

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